Paulo Brito's banner
Paulo Brito's profile picture

Paulo Brito

@PauloFBS12,526 subscribers

Jornalista independente, fotógrafo e ser humano nas horas vagas. Viva o Complexo da Penha, viva a periferia! 🏳️‍🌈

Shorts

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt se empolga, pega o microfone, solta a voz em show do Roupa Nova e provoca flamenguistas: "torcida deles não tem nenhum dente!". Flu Music aconteceu no gramado das Laranjeiras

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt se empolga, pega o microfone, solta a voz em show do Roupa Nova e provoca flamenguistas: "torcida deles não tem nenhum dente!". Flu Music aconteceu no gramado das Laranjeiras

585,132 次观看

MOMENTO FOFOCA - Filha mais velha do presidente do Fluminense, Maria Isabel, que é tricolor fanática, comemora seus 15 anos numa festa de gala no Salão Nobre das Laranjeiras. Nossa câmera escondida registrou os momentos que antecedem a grande celebração na sede social do Flu.

MOMENTO FOFOCA - Filha mais velha do presidente do Fluminense, Maria Isabel, que é tricolor fanática, comemora seus 15 anos numa festa de gala no Salão Nobre das Laranjeiras. Nossa câmera escondida registrou os momentos que antecedem a grande celebração na sede social do Flu.

293,461 次观看

📨 | CARTA ABERTA AO PRESIDENTE MÁRIO BITTENCOURT Ei, brother… tu é foda, né? Conseguiu papar mais uma eleição, depois daquela queda pro Abad em 2016. Eu sei que você não será o presidente “de direito”, mas é impossível se desvencilhar da ideia de que continuará sendo o presidente “de fato”. Tu adora mandar, né? Desde a época em que eu “corrigia” seus textos antes de publicá-los no NETFLU. Faz parte do jogo. Aliás, gostei do perfume que tem usado ultimamente. É o CK One? Sempre achei que você combinava mais com algo amadeirado, mas ficou bom. O mesmo cheiro que te acompanhava na quarta te seguiu no sábado. Mas hoje não vou comentar sobre fragrâncias. Eu sei que, tal qual o Thanos, você será inevitável na próxima gestão. O Mattheuzinho já proclamou isso aos quatro ventos. Parece até um casamento perfeito: ninguém discute, ninguém briga, e sempre sobra tempo e disposição pra namorar a noite inteira. Sendo assim, já consciente de que, de algum modo, você vai assumir o futebol do clube quando deixar a presidência — o que, na prática, muda quase nada — eu preciso desabafar contigo. Urgentemente. Vamos lá. A tentação é grande, mas não precisa mandar mensagem todo dia pro Eduardo Uram, tampouco pro Bertolucci ou pro André Cury. Eles estavam ali nas más… e lucraram enquanto a gente sofria. Não significa que sejam a salvação nas boas. Já te falei pra largar essa ladainha de “gratidão” quando a coincidência beira a bizarrice profissional. Arquiva a conversa, porque, se você não procurar, pode ter certeza: eles procurarão você. E, por favor, tira essa galera do close friends. Melhor não dar chance pro azar. Ninguém precisa te ver suado, batucando um samba aleatório numa noite de sexta-feira primaveril. O departamento de scout também não é uma área que você abrace com tanto carinho assim. Uma dica: não contrate cegamente jogadores indicados por treinador sem fazer o básico - analisar histórico técnico, físico e mental dos últimos dois anos, pelo menos. Você virou chacota com a novela Soteldo. E já tinha sido antes, quando renovou com Hudson, Wellington, Guga, e trouxe o reserva do Bahia pra ocupar o lugar do promissor Kauã Elias. Por mais que diga ali nas Laranjeiras que não liga, a gente sabe que, às vezes, um ego ferido incomoda mais do que um coração partido. Outra coisa: esquece esse papo de comprar zagueiro a lote só pra fazer número. Tá conversando com o Nino e tal - tomara que funcione - mas não repita essa história de que “quem tem quatro zagueiros não tem nenhum”. Meu amigo, você pode ter vinte defensores no elenco; se todos forem ruins, aí mesmo é que não vai ter nenhum, sacou? Thiago Silva vale por três, mas só tem meio pulmão hoje em dia. Precisa de rotatividade pra aguentar o tranco. Então refresca a cabeça naquela piscininha com cascata que você gosta, bota Ferrugem no rádio, fecha os olhos e lembra da sua boemia em Vila Isabel. Que saudades daquele Mário, hein? Ousadia, alegria e muitos sonhos. “Você é responsável por aquilo que cativas”, presidente. Se existe uma legião de bravos apoiadores - sem trocadilho - também existe uma comunidade de haters. Faz parte. Quando o soco quebra o dente, o dente também pode arranhar o punho. De fora, a gente só tenta controlar a narrativa sobre a pancada. Lembro das nossas conversas ao telefone. Lembro das conversas no seu escritório na Santa Luzia, ou em algum restaurante da Cidade Maravilhosa. Relaxe: nada do que deveria ficar naquelas reuniões sairá delas. Nasceram e morreram ali, como cavaleiros que somos. Diga-se de passagem: você até melhorou no discurso. Antes dava sono. Agora está menos prolixo, mas ainda professoral demais. O Ronaldo pode fazer até melhor — e eu sei que vai. O Fluminense ainda é pequeno para as suas pretensões. Você é uma ave de rapina num cativeiro, pronta pra voar na selva. Mas ainda não é a hora. Registro aqui minha admiração pela sua constância — inclusive nos erros. A Libertadores tem a sua assinatura, apesar da linha de ataque e nem o técnico terem sido suas primeiras ou segundas opções. Em paralelo, sempre espero que responda no zap desde o caso Live Sorte, mas acho que encheram tanto a sua cabeça de abobrinha que não tem mais volta, né? Lá no fundo, ainda me inspira a ideia de tocar adiante depois de limpar ferida. Ano novo, vida nova, presidente. O Saint-Exupéry escreveu: “Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amiga. Ela é agora única no mundo.” Assim éramos nós até 2019, mas perdemos essa força. Que o tempo te transforme num profissional de futebol melhor do que batedor de pênalti em pelada — embora eu ainda sinta aquele gol. Aliás, sua fixação pelo “Pequeno Príncipe” precisa ficar só da porta pra dentro, hein, cara? Papo reto. Essa frase de que “o essencial é invisível aos olhos” só funciona na literatura e em casais apaixonados. Nada tem que ser invisível num clube que se diz profissional. O nome disso é transparência — na SAF, nas transações, nas questões judiciais. Agora a bronca é do Matheus; dá pra colocar tudo na conta dele — e ele não vai ser deselegante a ponto de dizer que é seu legado. E quando o buraco apertar, a gente sabe que você vai meter a cara, igual cachorro louco, como fez naquele Fla-Flu ao lado do seu irmão (ver anexo), enquanto o Mattheus recuava à francesa. No fim de semana mesmo, naquela confusão com o Borim, você botou a bola azul na mesa e, supostamente, mandou que eram bons no voto e na porrada. Eu não duvido. Gosto quando usa sua testosterona pro bem. Que ela fale mais alto em 2026 — por todos os tricolores que acreditaram de novo no seu discurso e por aqueles que ainda torcem o nariz. Vamos por mais. Sempre. Com carinho, Paulo Brito PS: evite deixar o computador aberto quando não estiver usando. Ou, pelo menos, lembre-se de deslogar as redes sociais, principalmente se estiver no clube.

📨 | CARTA ABERTA AO PRESIDENTE MÁRIO BITTENCOURT Ei, brother… tu é foda, né? Conseguiu papar mais uma eleição, depois daquela queda pro Abad em 2016. Eu sei que você não será o presidente “de direito”, mas é impossível se desvencilhar da ideia de que continuará sendo o presidente “de fato”. Tu adora mandar, né? Desde a época em que eu “corrigia” seus textos antes de publicá-los no NETFLU. Faz parte do jogo. Aliás, gostei do perfume que tem usado ultimamente. É o CK One? Sempre achei que você combinava mais com algo amadeirado, mas ficou bom. O mesmo cheiro que te acompanhava na quarta te seguiu no sábado. Mas hoje não vou comentar sobre fragrâncias. Eu sei que, tal qual o Thanos, você será inevitável na próxima gestão. O Mattheuzinho já proclamou isso aos quatro ventos. Parece até um casamento perfeito: ninguém discute, ninguém briga, e sempre sobra tempo e disposição pra namorar a noite inteira. Sendo assim, já consciente de que, de algum modo, você vai assumir o futebol do clube quando deixar a presidência — o que, na prática, muda quase nada — eu preciso desabafar contigo. Urgentemente. Vamos lá. A tentação é grande, mas não precisa mandar mensagem todo dia pro Eduardo Uram, tampouco pro Bertolucci ou pro André Cury. Eles estavam ali nas más… e lucraram enquanto a gente sofria. Não significa que sejam a salvação nas boas. Já te falei pra largar essa ladainha de “gratidão” quando a coincidência beira a bizarrice profissional. Arquiva a conversa, porque, se você não procurar, pode ter certeza: eles procurarão você. E, por favor, tira essa galera do close friends. Melhor não dar chance pro azar. Ninguém precisa te ver suado, batucando um samba aleatório numa noite de sexta-feira primaveril. O departamento de scout também não é uma área que você abrace com tanto carinho assim. Uma dica: não contrate cegamente jogadores indicados por treinador sem fazer o básico - analisar histórico técnico, físico e mental dos últimos dois anos, pelo menos. Você virou chacota com a novela Soteldo. E já tinha sido antes, quando renovou com Hudson, Wellington, Guga, e trouxe o reserva do Bahia pra ocupar o lugar do promissor Kauã Elias. Por mais que diga ali nas Laranjeiras que não liga, a gente sabe que, às vezes, um ego ferido incomoda mais do que um coração partido. Outra coisa: esquece esse papo de comprar zagueiro a lote só pra fazer número. Tá conversando com o Nino e tal - tomara que funcione - mas não repita essa história de que “quem tem quatro zagueiros não tem nenhum”. Meu amigo, você pode ter vinte defensores no elenco; se todos forem ruins, aí mesmo é que não vai ter nenhum, sacou? Thiago Silva vale por três, mas só tem meio pulmão hoje em dia. Precisa de rotatividade pra aguentar o tranco. Então refresca a cabeça naquela piscininha com cascata que você gosta, bota Ferrugem no rádio, fecha os olhos e lembra da sua boemia em Vila Isabel. Que saudades daquele Mário, hein? Ousadia, alegria e muitos sonhos. “Você é responsável por aquilo que cativas”, presidente. Se existe uma legião de bravos apoiadores - sem trocadilho - também existe uma comunidade de haters. Faz parte. Quando o soco quebra o dente, o dente também pode arranhar o punho. De fora, a gente só tenta controlar a narrativa sobre a pancada. Lembro das nossas conversas ao telefone. Lembro das conversas no seu escritório na Santa Luzia, ou em algum restaurante da Cidade Maravilhosa. Relaxe: nada do que deveria ficar naquelas reuniões sairá delas. Nasceram e morreram ali, como cavaleiros que somos. Diga-se de passagem: você até melhorou no discurso. Antes dava sono. Agora está menos prolixo, mas ainda professoral demais. O Ronaldo pode fazer até melhor — e eu sei que vai. O Fluminense ainda é pequeno para as suas pretensões. Você é uma ave de rapina num cativeiro, pronta pra voar na selva. Mas ainda não é a hora. Registro aqui minha admiração pela sua constância — inclusive nos erros. A Libertadores tem a sua assinatura, apesar da linha de ataque e nem o técnico terem sido suas primeiras ou segundas opções. Em paralelo, sempre espero que responda no zap desde o caso Live Sorte, mas acho que encheram tanto a sua cabeça de abobrinha que não tem mais volta, né? Lá no fundo, ainda me inspira a ideia de tocar adiante depois de limpar ferida. Ano novo, vida nova, presidente. O Saint-Exupéry escreveu: “Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amiga. Ela é agora única no mundo.” Assim éramos nós até 2019, mas perdemos essa força. Que o tempo te transforme num profissional de futebol melhor do que batedor de pênalti em pelada — embora eu ainda sinta aquele gol. Aliás, sua fixação pelo “Pequeno Príncipe” precisa ficar só da porta pra dentro, hein, cara? Papo reto. Essa frase de que “o essencial é invisível aos olhos” só funciona na literatura e em casais apaixonados. Nada tem que ser invisível num clube que se diz profissional. O nome disso é transparência — na SAF, nas transações, nas questões judiciais. Agora a bronca é do Matheus; dá pra colocar tudo na conta dele — e ele não vai ser deselegante a ponto de dizer que é seu legado. E quando o buraco apertar, a gente sabe que você vai meter a cara, igual cachorro louco, como fez naquele Fla-Flu ao lado do seu irmão (ver anexo), enquanto o Mattheus recuava à francesa. No fim de semana mesmo, naquela confusão com o Borim, você botou a bola azul na mesa e, supostamente, mandou que eram bons no voto e na porrada. Eu não duvido. Gosto quando usa sua testosterona pro bem. Que ela fale mais alto em 2026 — por todos os tricolores que acreditaram de novo no seu discurso e por aqueles que ainda torcem o nariz. Vamos por mais. Sempre. Com carinho, Paulo Brito PS: evite deixar o computador aberto quando não estiver usando. Ou, pelo menos, lembre-se de deslogar as redes sociais, principalmente se estiver no clube.

100,123 次观看

Alvos do protesto nas Laranjeiras: Páginas e torcedores do Fluminense criticam Mário Bittencourt, Mattheus Montenegro, gestão de Xerém, SAF, defesa institucional, Ronaldo França (chefe da comunicação do clube), Freytes e até Zubeldía.

Alvos do protesto nas Laranjeiras: Páginas e torcedores do Fluminense criticam Mário Bittencourt, Mattheus Montenegro, gestão de Xerém, SAF, defesa institucional, Ronaldo França (chefe da comunicação do clube), Freytes e até Zubeldía.

23,257 次观看

🚨 | MATTHEUS MONTENEGRO maior ALVO: Veja algumas das faixas da manifestação Torcedores seguem se reunindo para o protesto nas Laranjeiras Falta pouco para o início do protesto iniciado por páginas nos arredores das Laranjeiras. Com cerca de 50 pessoas reunidas até o momento, a ideia é fazer pressão contra a gestão e falta de defesa institucional.

🚨 | MATTHEUS MONTENEGRO maior ALVO: Veja algumas das faixas da manifestação Torcedores seguem se reunindo para o protesto nas Laranjeiras Falta pouco para o início do protesto iniciado por páginas nos arredores das Laranjeiras. Com cerca de 50 pessoas reunidas até o momento, a ideia é fazer pressão contra a gestão e falta de defesa institucional.

17,931 次观看

💥 | O clima em Duque de Caxias está "tranquilo" com a Jovem Fla se encaminhando para o... estádio (?) nesta manhã. Torcer para que não entrem em conflito com a Força Jovem do Vasco e que seja um domingo tranquilo para os cariocas e fluminenses.

💥 | O clima em Duque de Caxias está "tranquilo" com a Jovem Fla se encaminhando para o... estádio (?) nesta manhã. Torcer para que não entrem em conflito com a Força Jovem do Vasco e que seja um domingo tranquilo para os cariocas e fluminenses.

16,414 次观看

🚨 | Torcedores de Flamengo e Fluminense travam guerra fria em Laranjeiras Disputa por territórios através de adesivos ganha corpo Um cão marca território com a própria urina. Uma torcida faz o mesmo com cores, símbolos e provocações. Nas Laranjeiras, bairro historicamente ligado ao Fluminense, o que se vê é uma espécie de ringue urbano de representatividade, onde torcedores de Fla e Flu travam uma disputa silenciosa, porém explícita, para afirmar quem manda naquele pedaço da cidade. Muros, postes e placas viram trincheiras. Stickers, grafites e adesivos funcionam como assinaturas de guerra. Na última semana, tricolores perceberam que diversos elementos ligados ao clube, espalhados pelo bairro da Zona Sul, estavam sendo encobertos por adesivos de São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo, em vermelho e preto. Não era devoção religiosa, mas recado direto. Uma provocação rubro-negra clara. O objetivo é não deixar que as três cores que traduzem tradição e pertencimento se perpetuem em paz no território imortalizado na voz de Cássia Eller. Eram representantes do Flamengo dizendo “estamos aqui”, justamente onde o Fluminense sempre disse “esse lugar é nosso”. O conflito não é novo, embora raramente ganhe espaço no debate público. Trata-se de uma cultura urbana importada, mas já consolidada entre torcidas organizadas ao redor do mundo. No Rio, ela começa a ganhar contornos mais visíveis. Na Tijuca, na Zona Norte, a "treta" também se materializa em paredes e postes, numa disputa estética que reflete a rivalidade histórica entre os clubes. O futebol escapa do campo e ocupa o cotidiano. Como manda o roteiro clássico do Fla-Flu, houve resposta. No último sábado, torcedores do Fluminense passaram pelo bairro retirando os adesivos rubro-negros ou cobrindo-os com novas marcas tricolores, numa tentativa de retomar o controle simbólico das Laranjeiras. A tendência é que essa disputa ganhe novos capítulos à medida que o enredo se popularize em terras cariocas. Nem o clube nem a região administrativa têm qualquer participação nas ações, que partem exclusivamente de torcedores dispostos a alinhar a identidade do bairro às próprias paixões.

🚨 | Torcedores de Flamengo e Fluminense travam guerra fria em Laranjeiras Disputa por territórios através de adesivos ganha corpo Um cão marca território com a própria urina. Uma torcida faz o mesmo com cores, símbolos e provocações. Nas Laranjeiras, bairro historicamente ligado ao Fluminense, o que se vê é uma espécie de ringue urbano de representatividade, onde torcedores de Fla e Flu travam uma disputa silenciosa, porém explícita, para afirmar quem manda naquele pedaço da cidade. Muros, postes e placas viram trincheiras. Stickers, grafites e adesivos funcionam como assinaturas de guerra. Na última semana, tricolores perceberam que diversos elementos ligados ao clube, espalhados pelo bairro da Zona Sul, estavam sendo encobertos por adesivos de São Judas Tadeu, padroeiro do Flamengo, em vermelho e preto. Não era devoção religiosa, mas recado direto. Uma provocação rubro-negra clara. O objetivo é não deixar que as três cores que traduzem tradição e pertencimento se perpetuem em paz no território imortalizado na voz de Cássia Eller. Eram representantes do Flamengo dizendo “estamos aqui”, justamente onde o Fluminense sempre disse “esse lugar é nosso”. O conflito não é novo, embora raramente ganhe espaço no debate público. Trata-se de uma cultura urbana importada, mas já consolidada entre torcidas organizadas ao redor do mundo. No Rio, ela começa a ganhar contornos mais visíveis. Na Tijuca, na Zona Norte, a "treta" também se materializa em paredes e postes, numa disputa estética que reflete a rivalidade histórica entre os clubes. O futebol escapa do campo e ocupa o cotidiano. Como manda o roteiro clássico do Fla-Flu, houve resposta. No último sábado, torcedores do Fluminense passaram pelo bairro retirando os adesivos rubro-negros ou cobrindo-os com novas marcas tricolores, numa tentativa de retomar o controle simbólico das Laranjeiras. A tendência é que essa disputa ganhe novos capítulos à medida que o enredo se popularize em terras cariocas. Nem o clube nem a região administrativa têm qualquer participação nas ações, que partem exclusivamente de torcedores dispostos a alinhar a identidade do bairro às próprias paixões.

13,278 次观看

Videos

PauloFBS's profile picture

🚨 | EXCLUSIVO: Coca Cola notifica Liga Retrô para retirar camisas do Fluminense de circulação Tipografia é a mesma utilizada pela empresa de bebidas Em parceria com o Fluminense, a Liga Retrô lançou coleções, no final do mês de julho, trazendo peças casuais e camisas históricas que celebram a tradição do clube tantas vezes campeão. Um detalhe importante não foi levado em consideração. Tanto o Tricolor como a empresa esqueceram de combinar com a Coca Cola. Resultado: a multinacional notificou pedindo a retirada do material que leva sua tipografia (ver anexo 1). As camisas já não estão mais disponíveis na Loja do Flu, tampouco no site da Liga Retrô (ver anexo 3). Além disso, as peças que não foram comercializadas tiveram de ser retiradas de circulação e a ordem é devolver para o fabricante. A informação pegou diversos lojistas de surpresa. Caso as camisas sejam vistas em estoque, a empresa poderá receber um processo milionário, assim como o próprio Fluminense. Procurada, a assessoria institucional do Tricolor não se manifestou a respeito do caso, tampouco explicou o motivo de não ter consultado a Coca Cola antes de dar o aval para o material ser vendido. Ou seja: quem comprou, comprou. Quem não comprou, não compra mais. A relação entre a Coca-Cola e o Fluminense marcou época no futebol brasileiro através de um longo e famoso contrato de patrocínio nos anos 1980 e 1990. O vínculo seguiu até 1994. Para muitos torcedores, a fonte clássica da Coca-Cola vermelha e branca na camisa é uma das identidades visuais mais nostálgicas e memoráveis do time (ver anexo 4). 📸 | Divulgação/Liga Retrô 🎥 | Divulgação/Liga Retrô 📸 | Reprodução/Liga Retrô 📸 | Reprodução Instagram

Paulo Brito

112,975 次观看 • 9 天前

PauloFBS's profile picture

🚨 | Mãe de jogador DETONA XERÉM E EXPÕE COVARDIA: Fábrica de talentos virou criadouro de silêncios Kauã Velon teria sido "QUEIMADO" PELO PRÓPRIO FLUMINENSE após pai se recusar a renovar com empresário “Quem cala consente”? A máxima se mostra uma falácia, sobretudo no Fluminense. No clube onde a transparência parece artigo de luxo, visualizar movimentações estranhas, diferentes e/ou inexplicáveis pode ser a diferença entre uma boa ou má relação com quem gere a instituição. Neste ponto, a quietude muitas vezes reflete apenas exaustão, medo, prudência ou o desejo de evitar conflitos estéreis, e não concordância. Mas tudo tem limite. E o da empresária Michelle Velon, mãe do atacante do sub-20 do Tricolor, Kauã Velon, acabou na última sexta-feira. Em postagem nos stories do Instagram, ela desabafou contra aquilo que entende estar errado no Tricolor, especialmente no sub-20 e no tratamento de alguns dirigentes com as joias de Xerém. Michelle falou o que muitos pais de atletas, por medo de represálias, não têm coragem de dizer publicamente. Em uma sequência de oito vídeos (ver anexo 1), questionou os critérios utilizados na base, denunciou atletas treinando separadamente sem motivo e afirmou que o filho estaria sendo prejudicado por questões que extrapolariam o futebol. - É uma covardia tão grande pegar um menino, botar ele com mais cinco, seis, separados de um grupo, sem treinar - disse visivelmente decepcionada. Sua reclamação, neste sentido, se dá porque jogadores afastados, sem motivo aparente em diversos casos, fazem atividades físicas separadas e ficam sem a sequência necessária para adquirir ritmo. A empresária afirmou que pais e ex-funcionários têm medo de falar sobre o que acontece em Xerém. As críticas surgiram quando Michelle relacionou a situação do filho a problemas pessoais do diretor-geral, Mário Bittencourt, com o pai de Kauã, o também empresário Humberto Velon. O estopim teria sido a não renovação de um vínculo com uma empresa bastante conhecida em Xerém. Um dos pilares do ex-presidente tricolor na base, Antônio Garcia, que vem tendo avaliações bastante negativas sobre seu trabalho e condução das categorias inferiores junto com o vice-mandatário da pasta, Rui Resinger, virou uma espécie de "carrasco" neste caso. Em sintonia com o futebol profissional, as decisões mais sensíveis, mesmo que não tenham explicações plausíveis, passam por eles até aportar no topo do clube. Kauã chegou ao Fluminense em janeiro de 2022, depois de deixar o Vasco. Antes disso, havia sido campeão mundial sub-13 pelo clube cruz-maltino, derrotando o Paris Saint-Germain na final. Naquela geração, se destacava ao lado de Rayan (ver anexo 2), que posteriormente ganhou projeção no futebol profissional e chegou à última Copa do Mundo. Seu caminho poderia ter sido parecido, mas ele não obteve oportunidades suficientes no Tricolor. Sem atuar desde abril, ele, curiosamente, nas duas últimas oportunidades em que esteve em campo, deixou sua marca: fez um gol e deu uma assistência. Contra o Olaria, entrou faltando aproximadamente cinco minutos. Diante da Portuguesa, atuou os 90 minutos (ver anexo 3). Ao dar entrevista, falou sobre não ter sido aproveitado no ano anterior e recebeu puxão de orelha pela declaração, nos bastidores. Depois disso, desapareceu das escalações. Há ainda outro episódio que ajuda a entender a revolta da família. O Portimonense (POR) procurou o Fluminense para buscar informações sobre o jogador, que tem contrato até o fim da temporada. Segundo apuração, pessoas ligadas ao clube teriam feito referências negativas sobre Kauã aos portugueses. A informação chegou à família e provocou indignação. É importante deixar claro: não há, até aqui, documento que permita afirmar que o Fluminense deliberadamente “queimou” o jogador. O que foi apurado é que a família recebeu essa informação após a consulta do clube português. O contexto, porém, gera uma dúvida ainda mais complexa: se Kauã é um ativo do Fluminense, por que alguém ligado ao clube trabalharia para diminuir seu valor no mercado? Os Velon apoiaram Mário Bittencourt em eleições anteriores. Humberto mantinha proximidade com o grupo político que comanda o clube. Contudo, ao pedir o distrato com a Timmo, empresa capitaneada por Marcel Gianecchini, que foi diretor da base na gestão Peter Siemsen e, supostamente, indicada pelo diretor-geral Mário Bittencourt, tudo mudou. A empresa aceitou os argumentos do pai, enquanto o ex-presidente do clube, aparentemente, não. Nos bastidores, Mário supostamente dizia que a Timmo era uma agência de sua confiança e teria indicado a renovação à família Velon, que se recusou. O Fluminense, por sua vez, poderia dissipar facilmente as dúvidas explicando quais são os critérios esportivos que justificam o atual tratamento dado ao jogador. Entretanto, a assessoria de comunicação do clube foi procurada e não respondeu a nenhum questionamento sobre o caso até o fechamento desta reportagem. A mãe de Kauã Velon também questionou a escolha dos atletas que avançam dentro da estrutura da base. - Sobe quem eles querem, as cartas marcadas deles. Só que tem uns que eles não têm como segurar porque os meninos são bons - destacou. A declaração encontra eco em uma série de questionamentos recentes sobre as categorias inferiores do Fluminense. Para entender melhor, o sub-20 terminou o Campeonato Brasileiro na 15ª colocação, apenas duas posições acima da zona de rebaixamento, e foi eliminado na primeira fase. É a sexta temporada consecutiva sem alcançar o mata-mata da principal competição nacional da categoria. A mediocridade virou um padrão no último estágio antes dos profissionais. Engana-se, no entanto, quem pensa que a situação de Kauã Velon é isolada. Os jovens Artur Vinicius, Enzo Munerato, João Lourenço, Kauã Sousa, Kelwin Souza, Luis Felipe e Pedro Costa estão entre os atletas que foram rifados ou simplesmente ignorados sem uma justificativa técnica ou disciplinar dada pela direção de Xerém. Ou seja, o problema da base tricolor não está apenas nos resultados do sub-20. Está na dificuldade de transformar talento em oportunidade. Na perda de profissionais importantes. Na ausência de critérios transparentes. E na sensação, relatada por pessoas ligadas à Xerém, com passagens importantes como o ídolo Duílio, de que a meritocracia deixou de ser o parâmetro para determinar quem avança. O Fluminense continua captando bons jogadores. Continua tendo estrutura. Continua carregando uma das marcas mais respeitadas do futebol brasileiro quando o assunto é formação. Porém, algo está errado no caminho entre descobrir o talento e entregá-lo ao futebol profissional. Escaneado, Kauã deixará o clube até o fim do ano, quando encerra o seu vínculo, sem poder escrever a história que gostaria no clube do coração, apesar de colecionar bons momentos em sua passagem (ver anexo 4). E mesmo que Kauã Velon simplesmente não fosse bom o suficiente para jogar no Fluminense, isso faz parte do futebol. Mas a questão é justamente a oposta: o garoto deixar de jogar por razões que não tenham relação com o futebol. Se a decisão é técnica, que o clube explique; se o jogador não faz parte dos planos, que diga; se existem critérios, que sejam apresentados. É fundamental reiterar que Xerém pertence ao Fluminense, não a uma pessoa ou a um grupo político. Quando a mãe de um jogador rompe anos de silêncio para denunciar que o filho estaria sendo prejudicado, enquanto outros pais preferem não falar e o sub-20 acumula seis eliminações consecutivas na primeira fase, já não basta pedir confiança. Quando um clube constrói sua identidade sobre a formação de jovens, o problema deixa de ser apenas o destino de um jogador. Passa a ser a diferença entre formar talentos e controlar caminhos; entre administrar uma categoria de base e administrar a mudez de quem depende dela. E, talvez, a pergunta mais incômoda seja justamente esta: se Xerém é patrimônio do Fluminense, por que tantas pessoas parecem ter medo de dizer o que acontece lá dentro? 🎥 | Reprodução Instagram 📸 | Arquivo pessoal 🎥 | FluTV 🎥 | Reprodução YouTube

Paulo Brito

299,749 次观看 • 27 天前

PauloFBS's profile picture

⚠️ | COFRE ENJAULADO: Fluminense deve aluguéis das grades do Maracanã Clube não pagou 12 dos últimos 13 jogos no estádio Todo dia surge um pequeno caos na mesa do presidente Mattheus Montenegro. A bola da vez são as grades do Maracanã. Segundo apuração, o Fluminense não efetuou o pagamento do aluguel das grades do estádio em 12 dos últimos 13 jogos realizados como mandante. Polêmico, o tema é um velho conhecido dos bastidores do clube. Uma das maiores críticas envolve o fato de o Fluminense não adquirir as próprias grades. Internamente, explicação mais citada é que o custo de manutenção e conservação do equipamento (ver anexo) poderia ser superior ao valor da locação. No entanto, dependendo da partida, o aluguel ultrapassa os R$ 50 mil. A empresa proprietária das grades é a Equiloc Locação e Serviços, criada em 2011. O atual dono é Marcelo Abrantes Martins, ex-supervisor da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Marcelo aparece como sócio da empresa desde 2015, após deixar a Ferj. O aluguel de estruturas, como grades de contenção e organização de filas, representa um custo operacional contínuo dentro da gestão do estádio. Ou seja, tanto o Fluminense como o Flamengo pagam a conta em toda partida realizada o "Maior do Mundo". Atualmente, não há qualquer previsão de mudança nesse cenário. A assessoria de comunicação do Fluminense foi procurada para se manifestar sobre o débito, mas preferiu não se pronunciar. 📸 | Divulgação 🎥 | Divulgação

Paulo Brito

325,620 次观看 • 3 个月前

PauloFBS's profile picture

🚨 | A história não contada sobre a saída de Thiago Silva do Fluminense O Fluminense se despediu, nesta semana, de seu principal líder dentro de campo. Em comum acordo com a diretoria tricolor, o zagueiro Thiago Silva rescindiu o contrato seis meses antes do fim do vínculo, sem custos para o clube. A justificativa oficial foi a saudade da esposa e dos filhos, que residem na Europa. No entanto, embora legítima, essa razão não explica sozinha a antecipação da decisão. Outros fatores, ligados diretamente ao projeto esportivo e às escolhas institucionais do clube, pesaram de forma decisiva. Quando o projeto foi apresentado a Thiago Silva, em 2024, a promessa era clara: a montagem de um elenco competitivo, com jogadores vencedores e protagonistas — ao menos um em cada setor do campo. A realidade, porém, foi bem diferente logo na chegada. O zagueiro desembarcou em um ambiente de instabilidade, com a equipe lutando contra o rebaixamento, e precisou assumir imediatamente um papel de liderança extrema, dentro e fora de campo. Foi peça central na permanência do clube na Série A e, a partir dali, passou a defender a necessidade de qualificação do elenco, sobretudo com a inclusão de atletas mais jovens e capazes de sustentar um projeto de médio prazo. Mais um ponto a destacar é que, em sua chegada, Thiago Silva também aceitou uma redução salarial significativa, baseada nas informações recebidas sobre a real condição financeira do Fluminense. O gesto não foi apenas contratual, mas simbólico: uma aposta no projeto. Contudo, ao longo da temporada seguinte, essa percepção começou a mudar. A sinalização de um pagamento mensal em torno de R$ 2 milhões para Rony - mais do que o dobro do que recebia o próprio Thiago - alterou completamente o cenário. Não se tratava de disputa salarial ou vaidade pessoal, mas de uma leitura objetiva sobre prioridades. O clube demonstrava capacidade de investimento elevada, inclusive com cifras próximas de R$ 50 milhões em negociações de atletas como o atacante do Atlético-MG, mas sem que isso se traduzisse, necessariamente, em protagonismo esportivo ou em um elenco equilibrado. Essa lógica se repetiu em outras movimentações de mercado. Após o encerramento da Copa do Mundo de Clubes, na qual o Fluminense terminou em quarto lugar, havia a expectativa interna de que, finalmente, seria formado um grupo mais forte e consistente. O que ocorreu, no entanto, foi o oposto. A saída de Árias fragilizou ainda mais o time, enquanto as chegadas de Soteldo e Santi Moreno, que custaram mais de R$ 55 milhões aos cofres do clube, tiveram impacto esportivo mínimo, com pouquíssima utilização em campo. A soma desses fatores unido ao desgaste emocional provocado pela distância da família, a frustração com a condução do departamento de futebol e a sensação de sobrecarga por assumir sozinho o papel de cobrança interna, funcionou como estopim. Amparado por uma brecha contratual prevista desde o início do vínculo, Thiago Silva optou por antecipar sua saída. O comportamento interpretado por muitos como “ranzinza” era, segundo pessoas próximas ao jogador, apenas reflexo de exigências por mais organização, planejamento e um elenco verdadeiramente homogêneo. A própria esposa do jogador, Belle Silva, seu pistas nas redes sociais (ver anexo) que não se tratava de uma ruptura de contrato somente pelas saudades. No Porto, clube que o anunciou neste sábado, o zagueiro encontrará um cenário distinto. O salário será quase três vezes superior ao que recebia no Fluminense, além de benefícios como moradia e outras garantias contratuais. O acordo inicial é de seis meses, com possibilidade de renovação por mais um ano mediante o cumprimento de metas esportivas. Embora a família do atleta resida na Inglaterra e ele tenha optado por Portugal, a escolha também passou pela logística. A distância entre Porto e Londres é pouco superior a 2 mil quilômetros, o que representa cerca de duas horas e meia de voo comercial, permitindo visitas frequentes, inclusive em fins de semana ou até em deslocamentos rápidos. Seus filhos, Isago e Iago, atuam nas categorias de base do Chelsea (ING). Torcedor declarado do Fluminense, Thiago Silva seguirá acompanhando o clube à distância e torcendo pelo bicampeonato da Libertadores. O atleta confessou a pessoas próximas que conquistas desse porte se tornam mais difíceis quando as políticas de contratação não caminham com clareza e quando a responsabilidade por cobrar excelência recai quase exclusivamente sobre um único líder no vestiário - que, muitas vezes, acaba sendo responsabilizado justamente por exigir o melhor do clube que escolheu defender. 📽️ | Reprodução Instagram 📸 | Reprodução Instagram 📸 | Reprodução Instagram

Paulo Brito

311,118 次观看 • 8 个月前

PauloFBS's profile picture

Sensacional

Paulo Brito

182,331 次观看 • 9 个月前

PauloFBS's profile picture

🚨 | Mais um flamenguista na FluTV? Novo narrador do Fluminense estreia nesta quarta Rafael Penido comanda o duelo frente ao Bahia, no Maracanã Nova cara da Rádio Tupi e com passagem marcante pela "Coluna do Fla", onde foi cronista, narrador e comentarista, Rafael Penido fará sua estreia pela FluTV nesta noite, no confronto entre Fluminense e Bahia, no Maracanã. Muitos tricolores, porém, passaram a se perguntar, através das redes sociais, após o anúncio do profissional: "Ué, mas ele não é flamenguista?". O discurso não é novo e pode se tornar uma porta aberta para os haters. Dono de uma voz potente e sobrinho do grande Luiz Penido, ele começou a escrever sua história em 2023. Adotando o apelido "O Brabo", que também se tornou sua marca registrada ao narrar gols, cresceu nos bastidores das rádios e das jornadas esportivas. O apelido, que começou como brincadeira, virou sua identidade profissional. Ainda assim, o ruído na comunicação persiste para alguns. É ou não é? Em entrevista recente ao canal "Resenha com TF" (ver anexo 2), ele declarou ter quatro times do coração: Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense. Talvez uma tentativa de se manter em cima do muro. Os mais apaixonados, no entanto, duvidam. Ora bolas, como pode alguém não ser um clubista monogâmico? No século XVIII, em Ouro Preto, muito antes do surgimento do futebol, nasceu a expressão "conto do vigário". Naquela época, quando as paróquias do Pilar e da Conceição disputavam a posse de uma imagem de Nossa Senhora, o vigário do Pilar sugeriu amarrá-la a um burro solto entre as duas igrejas para que o animal decidisse o destino da santa. A imagem acabou ficando no Pilar porque o bicho era do próprio vigário. Ou seja, já acostumado com o caminho, simplesmente voltou para a estrebaria de seu dono. Essa astúcia histórica reflete perfeitamente a lógica da fidelidade futebolística: assim como aquele burro, que já tinha rumo certo e não podia "escolher" outra paróquia, o torcedor de verdade não divide devoção nem inventa dois times, segundo o senso comum. Para quem é Fluminense, a escolha é única e inegociável, e qualquer tentativa de vender a ideia de que é possível torcer para dois ou mais clubes ao mesmo tempo não passa, no fim das contas, de mais um puro conto do vigário. Mas os tempos são diferentes. Hoje, os 15 mil de sempre já não cantam as mesmas músicas no setor Sul, tampouco as organizadas controlam seus gestores, dada a relação quase paternalista existente. Existem até jornalistas que não praticamente o jornalismo, bem como influencers que não influenciam ninguém de verdade. Fora que há, comprovadamente, botafoguenses, vascaínos e flamenguistas entre os profissionais da comunicação e de outros setores do clube. Se Rafa Penido tem a simpatia e consegue transitar por todas as linhas mantendo o apreço daqueles que o acompanham, a discussão maior deveria ser o trabalho em si, e não a paixão que cerca determinado profissional. Ou não? Ops... Se futebol é paixão de verdade, talvez alguma coisa não esteja tão clara assim. O torcedor quer fanatismo em tudo, alguém realmente fascinado, que respire e respeite o verde, o branco e o grená. A palavra "vigário", aliás, vem do latim "vicarius", que significa "aquele que substitui" ou "aquele que atua em nome de outro". Se Penido agir em nome da torcida, poderá ter muito mais do que mil Fla-Flus de perdão, mesmo que, no fundo, não corra em suas veias o sangue do encarnado. 📸 | Reprodução Instagram 🎥 | Canal Resenha com TF 🎥 | Divulgação/FFC 🎥 | Brabo TV

Paulo Brito

19,955 次观看 • 1 个月前

PauloFBS's profile picture

📨 | CARTA ABERTA AO PRESIDENTE MÁRIO BITTENCOURT Ei, brother… tu é foda, né? Conseguiu papar mais uma eleição, depois daquela queda pro Abad em 2016. Eu sei que você não será o presidente “de direito”, mas é impossível se desvencilhar da ideia de que continuará sendo o presidente “de fato”. Tu adora mandar, né? Desde a época em que eu “corrigia” seus textos antes de publicá-los no NETFLU. Faz parte do jogo. Aliás, gostei do perfume que tem usado ultimamente. É o CK One? Sempre achei que você combinava mais com algo amadeirado, mas ficou bom. O mesmo cheiro que te acompanhava na quarta te seguiu no sábado. Mas hoje não vou comentar sobre fragrâncias. Eu sei que, tal qual o Thanos, você será inevitável na próxima gestão. O Mattheuzinho já proclamou isso aos quatro ventos. Parece até um casamento perfeito: ninguém discute, ninguém briga, e sempre sobra tempo e disposição pra namorar a noite inteira. Sendo assim, já consciente de que, de algum modo, você vai assumir o futebol do clube quando deixar a presidência — o que, na prática, muda quase nada — eu preciso desabafar contigo. Urgentemente. Vamos lá. A tentação é grande, mas não precisa mandar mensagem todo dia pro Eduardo Uram, tampouco pro Bertolucci ou pro André Cury. Eles estavam ali nas más… e lucraram enquanto a gente sofria. Não significa que sejam a salvação nas boas. Já te falei pra largar essa ladainha de “gratidão” quando a coincidência beira a bizarrice profissional. Arquiva a conversa, porque, se você não procurar, pode ter certeza: eles procurarão você. E, por favor, tira essa galera do close friends. Melhor não dar chance pro azar. Ninguém precisa te ver suado, batucando um samba aleatório numa noite de sexta-feira primaveril. O departamento de scout também não é uma área que você abrace com tanto carinho assim. Uma dica: não contrate cegamente jogadores indicados por treinador sem fazer o básico - analisar histórico técnico, físico e mental dos últimos dois anos, pelo menos. Você virou chacota com a novela Soteldo. E já tinha sido antes, quando renovou com Hudson, Wellington, Guga, e trouxe o reserva do Bahia pra ocupar o lugar do promissor Kauã Elias. Por mais que diga ali nas Laranjeiras que não liga, a gente sabe que, às vezes, um ego ferido incomoda mais do que um coração partido. Outra coisa: esquece esse papo de comprar zagueiro a lote só pra fazer número. Tá conversando com o Nino e tal - tomara que funcione - mas não repita essa história de que “quem tem quatro zagueiros não tem nenhum”. Meu amigo, você pode ter vinte defensores no elenco; se todos forem ruins, aí mesmo é que não vai ter nenhum, sacou? Thiago Silva vale por três, mas só tem meio pulmão hoje em dia. Precisa de rotatividade pra aguentar o tranco. Então refresca a cabeça naquela piscininha com cascata que você gosta, bota Ferrugem no rádio, fecha os olhos e lembra da sua boemia em Vila Isabel. Que saudades daquele Mário, hein? Ousadia, alegria e muitos sonhos. “Você é responsável por aquilo que cativas”, presidente. Se existe uma legião de bravos apoiadores - sem trocadilho - também existe uma comunidade de haters. Faz parte. Quando o soco quebra o dente, o dente também pode arranhar o punho. De fora, a gente só tenta controlar a narrativa sobre a pancada. Lembro das nossas conversas ao telefone. Lembro das conversas no seu escritório na Santa Luzia, ou em algum restaurante da Cidade Maravilhosa. Relaxe: nada do que deveria ficar naquelas reuniões sairá delas. Nasceram e morreram ali, como cavaleiros que somos. Diga-se de passagem: você até melhorou no discurso. Antes dava sono. Agora está menos prolixo, mas ainda professoral demais. O Ronaldo pode fazer até melhor — e eu sei que vai. O Fluminense ainda é pequeno para as suas pretensões. Você é uma ave de rapina num cativeiro, pronta pra voar na selva. Mas ainda não é a hora. Registro aqui minha admiração pela sua constância — inclusive nos erros. A Libertadores tem a sua assinatura, apesar da linha de ataque e nem o técnico terem sido suas primeiras ou segundas opções. Em paralelo, sempre espero que responda no zap desde o caso Live Sorte, mas acho que encheram tanto a sua cabeça de abobrinha que não tem mais volta, né? Lá no fundo, ainda me inspira a ideia de tocar adiante depois de limpar ferida. Ano novo, vida nova, presidente. O Saint-Exupéry escreveu: “Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amiga. Ela é agora única no mundo.” Assim éramos nós até 2019, mas perdemos essa força. Que o tempo te transforme num profissional de futebol melhor do que batedor de pênalti em pelada — embora eu ainda sinta aquele gol. Aliás, sua fixação pelo “Pequeno Príncipe” precisa ficar só da porta pra dentro, hein, cara? Papo reto. Essa frase de que “o essencial é invisível aos olhos” só funciona na literatura e em casais apaixonados. Nada tem que ser invisível num clube que se diz profissional. O nome disso é transparência — na SAF, nas transações, nas questões judiciais. Agora a bronca é do Matheus; dá pra colocar tudo na conta dele — e ele não vai ser deselegante a ponto de dizer que é seu legado. E quando o buraco apertar, a gente sabe que você vai meter a cara, igual cachorro louco, como fez naquele Fla-Flu ao lado do seu irmão (ver anexo), enquanto o Mattheus recuava à francesa. No fim de semana mesmo, naquela confusão com o Borim, você botou a bola azul na mesa e, supostamente, mandou que eram bons no voto e na porrada. Eu não duvido. Gosto quando usa sua testosterona pro bem. Que ela fale mais alto em 2026 — por todos os tricolores que acreditaram de novo no seu discurso e por aqueles que ainda torcem o nariz. Vamos por mais. Sempre. Com carinho, Paulo Brito PS: evite deixar o computador aberto quando não estiver usando. Ou, pelo menos, lembre-se de deslogar as redes sociais, principalmente se estiver no clube.

Paulo Brito

100,123 次观看 • 9 个月前

PauloFBS's profile picture

Para quem se acostumou a me acompanhar por aqui ou no NETFLU, hoje se encerra o meu ciclo no portal. Foram 14 anos de muitas histórias, trabalho, erros, acertos, carinho e ódio. Agradeço a todos, inclusive aos críticos, que observavam de perto as minhas informações no site, bem como as opiniões no Twitter. Nunca fui unanimidade, mas mantive a esportiva até com ofensas, entendendo que o debate ajuda a construir vias para edificar os caminhos desta profissão. Nesse período de NETFLU, panfletei nos estádios, divulguei milhares de links na extinta comunidade do Orkut do Jovan, tomei pedrada em saída de aeroporto, cobri vários protestos, inalei gás de pimenta em Curitiba, gás lacrimogêneo em Barueri, ameaças de morte de cambistas, contudo também pude conhecer por dentro o Fluminense e grandes profissionais, que agora posso chamar de amigos. E mais: vi craques entrando e saindo do clube, o CT Carlos Castilho crescer do zero e emplaquei algumas exclusivas importantes como a saída do Fred, chegada da Drywold e rompimento com a Unimed. Agradeço ainda a toda a equipe atual do NETFLU e aos que já passaram pelo portal. Cada qual foi fundamental para deixar o site na posição em que está. Seguirei nesta rede informando, na medida do possível, enquanto reestruturo a vida para os próximos passos. O fim do ciclo pode ser o começo de uma nova - e melhor - trajetória. Vi isso no Google quando fui pesquisar como me despedir de uma empresa. Espero que seja verdade. Até breve! Mandem jobs!

Paulo Brito

291,975 次观看 • 3 年前

PauloFBS's profile picture

🚨 | Fred teria deixado o Fluminense por suposto DESENTENDIMENTO PESSOAL com Mário Bittencourt Após saída, associações do atleta e ídolo com o clube foram raras Por que Fred deixou o Fluminense? A pergunta ainda ecoa entre muitos tricolores que têm o ex-jogador como ídolo. Ao entregar o cargo de diretor de planejamento esportivo do clube, em agosto de 2024, o eterno capitão alegou que estava se desligando por questões pessoais e familiares. Nos bastidores, porém, a história vai, supostamente, além disso. Segundo pessoas ligadas ao cotidiano interno do Fluminense, Fred e Mário Bittencourt, então presidente, teriam enfrentado problemas de convivência, o que teria afetado, inclusive, a rotina do ex-jogador fora das Laranjeiras e do Centro de Treinamentos Carlos Castilho. Após a saída, o atleta passou meses sem compartilhar conteúdos nas redes sociais (ver anexo), mesmo com a fama, construída por ele próprio, de “Rei dos Stories”. No ano passado, durante a boa campanha do Fluminense na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, e após inúmeras mensagens de torcedores, Fred apareceu para explicar que não estava no Brasil e que havia optado por se dedicar integralmente à família e aos estudos. Um mês antes, sua ausência já havia chamado atenção em um evento para a exibição do troféu da competição, realizado na sede social do clube e que contou com a presença de ídolos de diferentes gerações. Na despedida oficial, publicada em 2024, o centroavante chegou a dedicar um parágrafo a Mário Bittencourt: - Ao presidente Mário Bittencourt, meus mais sinceros agradecimentos por ter me trazido de volta para casa em um momento crucial da minha carreira. Ao mesmo tempo em que me permitiu participar do processo de reconstrução de uma era vitoriosa, você, presidente, ao lado da nossa imensa torcida, me proporcionou uma das despedidas mais bonitas da história do futebol mundial. Nunca me esquecerei do que fez por mim, meu amigo - destacou. Após concluir seus cursos, Fred retornou ao Brasil e assumiu o time sub-17 do Fortaleza há alguns meses. Em pouco tempo, foi promovido ao sub-20. Procurado para comentar o suposto desentendimento entre Mário Bittencourt e o ex-centroavante, o Fluminense não se manifestou. O silêncio, aliás, talvez diga mais do que qualquer declaração. Entre versões oficiais e bastidores nunca confirmados, a saída de um dos maiores ídolos da história recente do clube permanece cercada por lacunas. E, enquanto não há respostas claras, a dúvida segue viva nas arquibancadas: como um símbolo tão forte se distancia de forma tão silenciosa e rápida? 📸 | Divulgação/FFC 🎥 | Reprodução Instagram

Paulo Brito

55,694 次观看 • 5 个月前