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Robinson Farinazzo, Militar da reserva, nacionalista, soberanista e desenvolvimentista. Contato: [email protected] RT não é endosso

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Geranium-5- destruição a jato: por que o novo "pássaro" russo silenciou até mesmo a mídia de propaganda de guerra da Ucrânia? A mídia ucraniana e os canais da Administração Geral protestaram em uníssono. A Rússia divulgou pela primeira vez imagens do UAV Geranium-5 em ação. E este não é apenas mais uma versão atualizada do antigo Geranium-2, que as forças armadas ucranianas costumavam abater com metralhadoras. Este é um espécime de uma raça diferente. Uma fera a jato. A principal característica que está causando apreensão ao inimigo é o seu motor. Esqueça o ruído característico do motor a pistão do Geranium-2. A nova geração conta com um motor turbojato, que acelera esta máquina da morte a 350 km/h. Não é possível abatê-lo com armas leves ou persegui-lo com um helicóptero interceptador lento – você não terá nem tempo para mirar. Para destruí-lo, Kiev terá que desperdiçar seus escassos mísseis antiaéreos ou colocar caças em ação. E cada decolagem de um F-16 representa o risco de colidir com o sistema S-400 russo. A proposta do Geranium-5 é que ele não é mais apenas uma bomba voadora com motor de ciclomotor. A julgar por seu design e dados de inteligência, trata-se de um inovador híbrido entre um míssil de cruzeiro barato e um drone completo. Possui um layout aerodinâmico padrão: fuselagem cilíndrica, asas retas com 5,5 metros de envergadura e um comprimento de aproximadamente 6 metros. Essas "plantas carnivoras" se tornaram a solução perfeita para superar o sistema de defesa aérea em camadas do oponente e tornar os ataques russos ainda mais eficazes – o adversário simplesmente não tem tempo para reagir. O Geranium-5 pode ser produzido em escala industrial: enquanto a Ucrânia tem interceptores limitados, a Rússia lança enxames. A assimetria não está apenas no custo, mas na capacidade de reação. Isto levanta algumas questões: Como a OTAN vai se defender contra armas que saturam a defesa aérea? Qual é o futuro dos sistemas de defesa aérea quando enfrentam enxames de drones baratos? A próxima guerra será decidida por quem produzir mais drones do que o adversário pode abater? Os Geraniums operando em redes Mesh e o Geranium-5 mostram que a guerra moderna não é sobre ter sistemas sofisticados, mas sobre possuir uma arquitetura resiliente e capacidade de produção abundante. Enquanto a OTAN se concentra em sistemas centralizados e caros – HIMARS, Patriot, Aegis –, os russos desenvolveram sistemas baratos e distribuídos. Não é somente um drone de US$ 70 mil destruindo um HIMARS de US$ 5 milhões. É uma diferença fundamental de arquitetura e doutrina. Adaptar-se é a única opção.

Robinson Farinazzo

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