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Bruno César Capucin

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Meteorologist | Weather forecasting & synoptic meteorology specialist | Climate researcher | Passionate about atmospheric phenomena | Ampere Consultoria

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É grave o cenário de tempo severo e inundação que se desenha para o Chile, incluindo a capital Santiago, além de áreas a sotavento dos Andes, especialmente o Rio Grande do Sul, no Brasil. Um potente jato subtropical direcionará múltiplos sistemas de tempestades nessas regiões.

É grave o cenário de tempo severo e inundação que se desenha para o Chile, incluindo a capital Santiago, além de áreas a sotavento dos Andes, especialmente o Rio Grande do Sul, no Brasil. Um potente jato subtropical direcionará múltiplos sistemas de tempestades nessas regiões.

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O El Niño já pode disparar seu primeiro sinal de teleconexão em julho. Os prognósticos são enfáticos: a partir de meados do mês, um trem de ondas de Rossby emerge do Pacífico Tropical e arqueia pelo Hemisfério Sul rumo ao Atlântico Sul, o chamado padrão PSA.

O El Niño já pode disparar seu primeiro sinal de teleconexão em julho. Os prognósticos são enfáticos: a partir de meados do mês, um trem de ondas de Rossby emerge do Pacífico Tropical e arqueia pelo Hemisfério Sul rumo ao Atlântico Sul, o chamado padrão PSA.

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De acordo com a NOAA, na semana passada, o El Niño atingiu a classificação de muito forte, com a região do Niño 3.4 registrando uma anomalia relativa de +2°C. Pelo menos desde junho, essa mesma região tem mantido o recorde de maior temperatura absoluta já registrada, com valores acima de 29°C. Embora as anomalias diárias da TSM alcancem valores próximos de +5 °C em extensas áreas do Pacífico Equatorial, chegando inclusive a superar esse patamar em alguns pontos, o índice relativo semanal do Niño 3.4 não representa diretamente esses valores pontuais observados no mapa diário. O cálculo considera a anomalia média da TSM em toda a região do Niño 3.4 ao longo da semana e, adicionalmente, desconta a parcela associada ao aquecimento médio da faixa tropical global. Dessa forma, o índice busca destacar o aquecimento do Pacífico Equatorial em relação ao estado térmico dos trópicos de todo o globo, reduzindo a influência do aquecimento generalizado dos oceanos tropicais. Vale lembrar que as principais evidências do acoplamento atmosférico do El Niño Oscilação Sul (ENOS) foram observadas no final de junho. Na América do Sul, os impactos iniciais associados à configuração de larga escala, tendo o El Niño como pano de fundo, ocorreram em meados de julho, quando o Chile foi severamente afetado por múltiplas tempestades e inundações, assim como áreas do norte do Rio Grande do Sul. Com um Jato Subtropical intenso e viajando em latitudes muito mais ao norte do que o normal devido ao El Niño, surtos de tempo severo foram observados na Região Sul do Brasil nos últimos meses, incluindo vários tornados. Neste mês de setembro, os recordes de chuva no Centro-Sul e as temperaturas abaixo da média também entraram na conta dos impactos associados ao fenômeno.

De acordo com a NOAA, na semana passada, o El Niño atingiu a classificação de muito forte, com a região do Niño 3.4 registrando uma anomalia relativa de +2°C. Pelo menos desde junho, essa mesma região tem mantido o recorde de maior temperatura absoluta já registrada, com valores acima de 29°C. Embora as anomalias diárias da TSM alcancem valores próximos de +5 °C em extensas áreas do Pacífico Equatorial, chegando inclusive a superar esse patamar em alguns pontos, o índice relativo semanal do Niño 3.4 não representa diretamente esses valores pontuais observados no mapa diário. O cálculo considera a anomalia média da TSM em toda a região do Niño 3.4 ao longo da semana e, adicionalmente, desconta a parcela associada ao aquecimento médio da faixa tropical global. Dessa forma, o índice busca destacar o aquecimento do Pacífico Equatorial em relação ao estado térmico dos trópicos de todo o globo, reduzindo a influência do aquecimento generalizado dos oceanos tropicais. Vale lembrar que as principais evidências do acoplamento atmosférico do El Niño Oscilação Sul (ENOS) foram observadas no final de junho. Na América do Sul, os impactos iniciais associados à configuração de larga escala, tendo o El Niño como pano de fundo, ocorreram em meados de julho, quando o Chile foi severamente afetado por múltiplas tempestades e inundações, assim como áreas do norte do Rio Grande do Sul. Com um Jato Subtropical intenso e viajando em latitudes muito mais ao norte do que o normal devido ao El Niño, surtos de tempo severo foram observados na Região Sul do Brasil nos últimos meses, incluindo vários tornados. Neste mês de setembro, os recordes de chuva no Centro-Sul e as temperaturas abaixo da média também entraram na conta dos impactos associados ao fenômeno.

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EL NIÑO 2026 Um El Niño histórico está em desenvolvimento em 2026, com potencial para se tornar o mais intenso já registrado. O fenômeno apresentou acoplamento com a atmosfera tropical no final de junho, enquanto seus impactos mais expressivos na América do Sul começaram a ser observados em meados de julho, quando inundações atingiram o Chile e áreas da Região Sul do Brasil. Desde então, episódios de tempo severo têm sido frequentes nas latitudes subtropicais do continente, com registros de granizo, vendavais e tornados que provocaram danos em diferentes localidades da Região Sul. Além disso, setembro foi marcado por chuvas muito acima da média em áreas onde a precipitação costuma ser menos frequente nessa época do ano, como em partes de Mato Grosso do Sul, São Paulo e o sul de Minas Gerais. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, sendo a região denominada Niño 3.4 uma das principais áreas para seu monitoramento. Durante episódios do fenômeno, o Jato Subtropical se fortalece do Pacífico em direção ao continente sul-americano, o que aumenta a frequência de sistemas de tempo e chuvas em parte do Chile, Região Sul do Brasil e parte dos países vizinhos. Entretanto, uma particularidade tem chamado a atenção em 2026: desde julho, o Jato Subtropical tem se posicionado mais ao norte do que o normal, inclusive em comparação com outros episódios fortes de El Niño na mesma época do ano, conforme ilustrado na arte. Isso explica os episódios de mau tempo em áreas até do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil.

Bruno César Capucin

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De acordo com a NOAA, na semana passada, o El Niño atingiu a classificação de muito forte, com a região do Niño 3.4 registrando uma anomalia relativa de +2°C. Pelo menos desde junho, essa mesma região tem mantido o recorde de maior temperatura absoluta já registrada, com valores acima de 29°C. Embora as anomalias diárias da TSM alcancem valores próximos de +5 °C em extensas áreas do Pacífico Equatorial, chegando inclusive a superar esse patamar em alguns pontos, o índice relativo semanal do Niño 3.4 não representa diretamente esses valores pontuais observados no mapa diário. O cálculo considera a anomalia média da TSM em toda a região do Niño 3.4 ao longo da semana e, adicionalmente, desconta a parcela associada ao aquecimento médio da faixa tropical global. Dessa forma, o índice busca destacar o aquecimento do Pacífico Equatorial em relação ao estado térmico dos trópicos de todo o globo, reduzindo a influência do aquecimento generalizado dos oceanos tropicais. Vale lembrar que as principais evidências do acoplamento atmosférico do El Niño Oscilação Sul (ENOS) foram observadas no final de junho. Na América do Sul, os impactos iniciais associados à configuração de larga escala, tendo o El Niño como pano de fundo, ocorreram em meados de julho, quando o Chile foi severamente afetado por múltiplas tempestades e inundações, assim como áreas do norte do Rio Grande do Sul. Com um Jato Subtropical intenso e viajando em latitudes muito mais ao norte do que o normal devido ao El Niño, surtos de tempo severo foram observados na Região Sul do Brasil nos últimos meses, incluindo vários tornados. Neste mês de setembro, os recordes de chuva no Centro-Sul e as temperaturas abaixo da média também entraram na conta dos impactos associados ao fenômeno.

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