
David Ágape
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Jornalista investigativo. Autor do Twitter Files Brazil e Vaza Toga 2 e 4. Contato [email protected]
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Vocês lembram do juiz de Jales que condenou um casal a 50 dias de prisão por fazer homeschooling — ou seja, por ensinar as filhas em casa? Na sentença, o juiz citou a rejeição de uma adolescente ao funk como “sinal de preconceito”. A investigação descobrou que mesmo juiz curtiu o Réveillon ao som de Anitta meses antes. O problema não é o que ele ouve. É usar o gosto musical de uma adolescente — que rejeita funk e prefere música cristã — como fundamento numa condenação criminal. O critério, ao que parece, é muito mais sobre gosto pessoal do que jurídico. O juiz afirmou que havia citado “funk” apenas uma vez na sentença, classificou as críticas como difamação, ameaça e até homofobia, e alertou que quem divulgasse informações do processo sigiloso poderia estar cometendo crime. Só que, no story seguinte, o próprio juiz divulgou um trecho da sentença para tentar se defender. Hoje, Junior da Luz Miranda — cujo nome anterior era Eliel — responde a diversos procedimentos disciplinares simultâneos no CNJ e na Corregedoria do TJSP. Reportagem completa em A Investigação:
David Ágape6,461,618 次观看 • 1 个月前

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA (Department of State) ofereceu até US$ 15 milhões por informações que ajudem a desmontar os mecanismos financeiros do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, o IRGC, Dias depois, o WikiIran (WikiIran) vazou milhares de documentos internos do regime iraniano. Pois A Investigação analisou mais desses 1.600 arquivos. Descobrimos que a rede iraniana tentou usar o histórico limpo de um navio que passou por Santos, carregando petróleo brasileiro do pré-sal, para dar aparência lícita a uma carga clandestina enviada à China.
David Ágape2,303,419 次观看 • 2 个月前

Hoje, estamos publicando a continuação da Vaza Toga. Aquela mesma que foi revelada por Glenn Greenwald e Fábio Serapião na Folha de S.Paulo — e que, depois de algumas reportagens, simplesmente parou. Sim, finalmente vocês vão parar de me perguntar o que aconteceu com o restante dos tais 6 gigas de arquivos. Esses são documentos que ninguém quis publicar. Ofereci a diversos grandes veículos de imprensa — todos recusaram. Alguns elogiaram o trabalho, reconheceram sua importância, mas disseram que era “perigoso demais”. Agora, retomo a parceria com Vieira e com o jornalista americano Michael Shellenberger — a mesma equipe do Twitter Files Brasil, que revelou ao mundo a censura do Judiciário brasileiro. Essa nova fase da investigação mostra que o STF criou uma força-tarefa paralela dentro do TSE para investigar e classificar os presos do 8 de janeiro. Utilizaram sistemas sigilosos, violaram bancos de dados internos e vasculharam redes sociais em busca de curtidas, postagens e opiniões políticas — tudo sem ordem judicial, sem contraditório e sem direito à defesa. Os critérios para manter alguém preso incluíam seguir páginas de direita, criticar Lula ou o STF, ou postar algo em apoio aos protestos. Há casos absurdos. Pessoas mantidas presas mesmo depois da PGR recomendar a soltura. Gente punida por tuítes de 2018 criticando o PT — quatro anos antes das eleições e cinco anos antes dos atos de 8 de janeiro. Como todo mundo sabe, o inquérito do 8 de janeiro virou um instrumento para perseguir qualquer pessoa de direita. E essa investigação, que levou meses de trabalho silencioso e minucioso, comprova com documentos como isso foi feito. Foram horas de análise, cruzamento de dados, verificação de fontes e entrevistas com pessoas envolvidas. Um trabalho arriscado, difícil, e que exigiu coragem. Estou arriscando tudo. Tudo mesmo. Minha carreira, minha segurança, minha liberdade. Pensei muito antes de publicar esse material. A decisão mais segura para mim seria não publicar. Fui aconselhado a ficar quieto. Mas como jornalista, eu não posso me calar. Não diante do que descobrimos. E muito menos enquanto ainda houver brasileiros presos ou perseguidos injustamente por causa do 8 de janeiro. Por isso, peço que você considere apoiar A Investigação. Agradeço profundamente aos que já nos apoiam. É por causa de vocês que isso ainda é possível. E reforço o pedido: se você acredita no que estamos fazendo, nos ajude a continuar. Eles tentaram enterrar a verdade. Mas a verdade tem um defeito: ela insiste em aparecer. E agora, depois de meses de silêncio, ela está de volta — com força total.
David Ágape1,118,707 次观看 • 11 个月前

Eu posso ser incluído nos inquéritos das “milícias digitais” até amanhã. Eu, Eli Vieira e Eduardo Tagliaferro viramos alvo de uma representação criminal da Letícia Sallorenzo — a “bruxa da Vaza Toga”. Ela nos acusa de “ataques coordenados” e mandou o caso direto para Alexandre de Moraes, apesar de mensagens em que dizia ser próxima da esposa dele. Moraes aceitou e a PGR decide amanhã se abre investigação. E o mais absurdo: ela tenta nos enquadrar em quase todo o Código Penal — difamação, perseguição, incitação, organização criminosa e até abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Eu nunca ataquei Sallorenzo. Eu só publiquei reportagens mostrando o papel dela como colaboradora informal do TSE — algo que ela mesma admite no Lattes. Os ataques citados por ela são de terceiros.E o único tuíte meu no processo é eu divulgando a minha reportagem. O que estão tentando fazer é claro: criminalizar jornalismo investigativo. E eu não vou recuar. Mas preciso de você. Assine A Investigação e me ajude a continuar esse trabalho. Pix: [email protected]
David Ágape433,446 次观看 • 8 个月前

Neste vídeo, conto a história do Terceiro Manuscrito da Serra do Curral, encontrado no celular do delegado da PF Rodrigo de Melo Teixeira. Teixeira foi o delegado que investigou a facada contra Jair Bolsonaro e concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho. Anos depois, tornou-se o número três da Polícia Federal no governo Lula. No celular dele, a PF encontrou três manuscritos: organogramas desenhados à mão que mapeavam um dos maiores esquemas de corrupção na mineração de Minas Gerais. Dois circularam na imprensa. O terceiro foi omitido. E era justamente o terceiro que mostrava a etapa final do esquema: a rota do minério extraído ilegalmente até grandes compradoras do setor, como a Vale. Ao longo dos últimos meses, A Investigação vem revelando como essa rede atravessa governos, órgãos ambientais, empresas de fachada, operadores políticos, banqueiros e mineradoras. Minas virou o laboratório onde se encontram três economias: a mineral, que depende de licenças; a financeira, que transforma ativos problemáticos em garantias e negócios; e a eleitoral, que converte acesso, doações e influência em poder. Leia a reportagem completa em A Investigação.
David Ágape78,749 次观看 • 1 个月前

Poucos minutos depois de Moraes concluir o seu voto, o senador Flávio Bolsonaro abriu uma coletiva de imprensa em que apresentou o laudo pericial produzido a pedido da nossa reportagem em A Investigação. O documento aponta fraude temporal no relatório da PF utilizado por Alexandre de Moraes para autorizar a operação contra empresários de direita em 23 de agosto de 2022: embora datado de 19 de agosto, os metadados mostram que o arquivo só foi gerado em 29 de agosto, mesmo dia em que o ministro retirou o sigilo da Petição 10.543. Na coletiva, Flávio afirmou que oficiará todos os ministros do STF para cobrar investigação sobre o episódio, classificando-o como “fraude processual”, e que pedirá a suspensão do julgamento dos atos de 8 de janeiro até que o caso seja apurado.
David Ágape342,936 次观看 • 10 个月前

Exclusivo: Banco Master tentou exportar para os EUA o mesmo modelo que arruinou servidores brasileiros e aposentados do INSS Em março, A Investigação foi até Miami para investigar as operações do Master nos EUA. Fomos até o Brickell, no coração financeiro da cidade, e subimos ao 5o andar do número 801, onde registros apontavam a presença de empresas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro. Uma delas é a Salarly, antiga CredCesta USA — nome que remete ao sistema nascido na Bahia, em governos do PT, e que impulsionou o crescimento do Master no Brasil. No local, encontramos vestígios de uma operação que não desapareceu depois do colapso do banco. Mudou de nome, de fachada e de apresentação pública, mas continuou conectada à estrutura americana do grupo. Esta é a primeira reportagem do especial Banco Master em Miami.
David Ágape73,968 次观看 • 2 个月前

Por mais de uma década, milhões de toneladas de minério foram extraídas de forma ilegal de uma área tombada em Belo Horizonte. Por trás da operação estava uma estrutura sofisticada de empresas em camadas, diretores de fachada (“laranjas”) e um suposto controlador de fato conhecido como “o Gaúcho”. Nova investigação revela documentos da PF, áudios, planilhas apreendidas e como o grupo sobreviveu a operações federais e agora migra para minerais críticos. Leia a reportagem completa:
David Ágape26,195 次观看 • 1 个月前

Publicamos mais uma reportagem exclusiva da série Vaza Toga. Dessa vez, trazemos uma perícia independente que identificou indícios de fraude temporal no relatório da PF usado por Alexandre de Moraes para justificar a operação contra empresários bolsonaristas em 23 de agosto de 2022.
David Ágape118,939 次观看 • 10 个月前

Agora em Praia Grande, São Paulo, acompanhei de perto uma nova cena de violência: bandidos realizaram um arrastão na Ponte do Mar Pequeno, que faz divisa com a cidade de São Vicente. Eu estava no local com a minha filha quando a perseguição começou e vi a polícia avançando atrás dos criminosos, enquanto motoristas tentavam escapar pela contramão. Tudo isso acontece na mesma cidade onde, dias atrás, o ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, inimigo declarado do PCC e então secretário municipal, foi brutalmente assassinado. Em resposta, o governador Tarcísio de Freitas determinou o envio de equipes da ROTA e de batalhões especiais da PM para a Baixada Santista, além da criação de uma força-tarefa do DHPP e da DIG de Praia Grande para investigar o caso.
David Ágape103,373 次观看 • 10 个月前

Vitória do jornalismo! O ministro Alexandre de Moraes finalmente arquivou a representação criminal de Letícia Sallorenzo contra mim, Eli Vieira e Tagliaferro Charlotte, seguindo recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A tentativa da “Bruxa” de criminalizar as reportagens da Vaza Toga e nos empurrar para os inquéritos das fake news e das milícias digitais fracassou miseravelmente. Entretanto, é preciso destacar que, apesar de correta, a decisão ainda legitima inquéritos ilegais que jamais deveriam existir no STF. Muitos podem se perguntar quais foram as motivações para o arquivamento. Será o momento desfavorável para o ministro diante do escândalo do Banco Master? Ou seria exagero grotesco das acusações feitas por Sallorenzo? Ou ainda a fragilidade de uma banca de advogados que comprou uma narrativa ridícula sem sequer entender com quem estava mexendo? Enfim, de nada adiantou puxar o saco do ministro e enviar petição diretamente pra mesa dele. E de nada adiantou ONG financiada com grana do exterior fazer dossiê pra embasar a perseguição. A investigação continua.
David Ágape52,774 次观看 • 5 个月前

Nos últimos meses, publicamos diversas reportagens em A Investigação sobre as engrenagens da mineração ilegal em Minas Gerais. Elas eram o pano de fundo e o contexto para esta reportagem sobre a tragédia de Brumadinho, que matou 272 pessoas em 25 de janeiro de 2019. A Vale sempre afirmou que foi um acidente. Os documentos reunidos para esta reportagem mostram outra história. As investigações da Polícia Federal e das CPIs já haviam demonstrado que os laudos que atestavam a estabilidade da barragem foram fraudados. Mas a fraude só ganha sentido quando se examina o negócio da New Steel. Em 11 de dezembro de 2018, a Vale anunciou a compra da New Steel por cerca de R$ 2 bilhões. No mesmo dia, obteve autorização para explorar os rejeitos da própria B1 — o material que a barragem continha. A licença só foi possível porque a estrutura estava classificada como estável. Quarenta e cinco dias depois, a barragem colapsou. A Vale sabia do risco. Mesmo assim, não retirou os funcionários. A Polícia Federal concluiu que o gatilho do rompimento foi uma perfuração feita pela própria empresa, no mesmo dia, para coletar amostras do material que pretendia vender. A Investigação teve acesso a um acordo secreto assinado pela Vale em julho de 2017, que revela que o interesse em explorar os rejeitos da B1 existia muito antes do desastre. A CPI de Brumadinho solicitou todos os contratos relacionados aos rejeitos da barragem, mas esse acordo nunca foi entregue. Entre as empresas que assinaram o acordo estavam justamente as contratadas pela Vale para realizar a limpeza dos rejeitos após o rompimento. Essas mesmas empresas apareceriam anos depois em investigações sobre mineração ilegal na Serra do Curral. Três anos após a compra, ao incorporar a New Steel, a Vale registrou seu valor em menos de R$ 80 milhões — cerca de 4% do que havia pago. Há ainda uma contradição formal: em 2018, diante do Cade, a Vale afirmou que o valor da New Steel se justificava pela “rentabilidade futura dos rejeitos”. Em 2022, diante da CVM, declarou que rejeitos “não são ativo de nenhuma natureza”. Sete anos depois, nenhum dos responsáveis centrais pelo rompimento de Brumadinho está preso. A Vale voltou a registrar lucros bilionários, enquanto as famílias das vítimas ainda aguardam na Justiça as compensações prometidas. Leia a reportagem completa em A Investigação:
David Ágape13,585 次观看 • 1 个月前

Nesta reportagem exclusiva, revelo que a Edelman, a agência de relações públicas contratada com recursos da ONU, promoveu a Janja como porta-voz internacional da COP30. No e-mail registrado pelo Departamento de Justiça dos EUA, enviado em 22 de setembro, a primeira-dama é descrita como “voz central” da conferência. Além do e-mail comprometedor, nesta reportagem, você entenderá a extensão do "gabinete paralelo" e a influência de Janja na presidência da República.
David Ágape56,648 次观看 • 9 个月前