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Francisco J. Marques

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Eis até onde pode chegar a estupidez humana. Centenas de milhar de mortos e o Moniz, que desta vez não fugiu para o Brasil, a tentar fazer graçolas, marimbando-se para o sofrimento causado pela guerra. Triste TVI que é dirigida por gente que só vive para as revistas cor de rosa.

Eis até onde pode chegar a estupidez humana. Centenas de milhar de mortos e o Moniz, que desta vez não fugiu para o Brasil, a tentar fazer graçolas, marimbando-se para o sofrimento causado pela guerra. Triste TVI que é dirigida por gente que só vive para as revistas cor de rosa.

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Antigamente goleávamos os de Lisboa, agora somos goleados e publicamos alegremente nas nossas páginas oficiais vídeos sem pés nem cabeça com o sotaque afetado de Lisboa. Pior do que perder jogos é perder a identidade, porque essa demorou anos a construir e demorará a reconstruir. É impressionante a rapidez com que esta direção mais parece uma comissão liquidatária do FC Porto vencedor e orgulhoso. Batam palmas, não abram os olhos que não é preciso.

Antigamente goleávamos os de Lisboa, agora somos goleados e publicamos alegremente nas nossas páginas oficiais vídeos sem pés nem cabeça com o sotaque afetado de Lisboa. Pior do que perder jogos é perder a identidade, porque essa demorou anos a construir e demorará a reconstruir. É impressionante a rapidez com que esta direção mais parece uma comissão liquidatária do FC Porto vencedor e orgulhoso. Batam palmas, não abram os olhos que não é preciso.

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Benfica foi feliz. Se hoje tivesse tido o mesmo VAR do jogo da primeira volta, quando ganhou o jogo com este penálti, de certeza que a falta na área sobre Osmajic teria sido devidamente sinalizada.

Benfica foi feliz. Se hoje tivesse tido o mesmo VAR do jogo da primeira volta, quando ganhou o jogo com este penálti, de certeza que a falta na área sobre Osmajic teria sido devidamente sinalizada.

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Bem, estranhamente parece que o VAR era o mesmo. E até parece que foi o mesmo que, enquanto árbitro, assinalou recentemente um lindo mergulho em Chaves. Pura poesia.

Bem, estranhamente parece que o VAR era o mesmo. E até parece que foi o mesmo que, enquanto árbitro, assinalou recentemente um lindo mergulho em Chaves. Pura poesia.

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Faz hoje sete anos que o Estádio do Dragão se encheu para celebrar a conquista do campeonato nacional, o célebre pentaxau. De todos os campeonatos nacionais que vi o FC Porto ganhar (e já são 25) este foi o mais saboroso, por o ter vivido de perto e por ter sido tão difícil, com obstáculos tão grandes e poderosos – vivíamos o apogeu do benfiquistão. Devemos isso aquele grupo de jogadores em quem nem os próprios adeptos acreditavam quando a época começou, mas devemos essencialmente a dois homens com uma vontade indómita de vencer e que a todos contagiaram, falo, é claro, de Jorge Nuno Pinto da Costa e de Sérgio Conceição, os reais feiticeiros do título. Pinto da Costa soube, uma vez mais, reinventar-se e no momento mais débil das nossas finanças não hesitou em manter a ambição de ganhar. Contra a maioria das opiniões, em conjunto com Luís Gonçalves, apostou em Sérgio Conceição. Como certamente todos recordam, não houve contratações (exceto o guarda-redes suplente Vanã, por um milhão de euros), porque não havia dinheiro. O plano de recuperação era de todos os anos melhorar um bocadinho, mantendo a aposta desportiva, porque só através do sucesso desportivo se podia recuperar economicamente. E assim foi, nesse ano não se compraram jogadores, mas só se vendeu um, André Silva. Mantiveram-se jogadores como Corona, Brahimi, Danilo, Felipe, Otávio, cujas vendas teriam de imediato permitido contas mais simpáticas, mas sacrificariam a competitividade da equipa. Sérgio Conceição trouxe uma ambição e uma ética no trabalho insuperáveis. Duro, direto, exigente, mas justo com os jogadores. Porque não sou dos que acertam no totobola depois dos jogos, devo dizer que Sérgio não seria a minha escolha. Eu, como a maioria dos portistas de então, queria Marco Silva, mas mais uma vez Pinto da Costa tinha razão e a escolha foi perfeita – ainda nos primeiros meses dessa época disse isso mesmo ao Sérgio, porque já nessa altura ele merecia que todos fossemos frontais, como ele era com todos nós, para o bem ou para o mal. Ganhámos esse campeonato porque fomos muito melhores do que os nossos adversários, porque jogávamos muito melhor, mas não faltaram as armadilhas, que a equipa soube tornear, sempre empurrada por presidente e treinador – e que ninguém pense que não havia casos de indisciplina, que não havia todos os problemas em que são férteis os planteis de futebol, mas sempre houve acima quem soube resolver as coisas dentro de casa, unicamente com dois objetivos em mente, clube e equipa em primeiro lugar – talvez um dia se faça justiça ao trabalho de Luís Gonçalves, uma espécie de escudeiro de Pinto da Costa e de amortecedor de Sérgio Conceição. Neste dia, há sete anos, enchemos o Dragão e celebramos muito. O ambiente no estádio estava espetacular, como todo o ano tinha sido, em casa ou fora e atesta o pequeno vídeo. O título tinha chegado no dia anterior, com o empate num jogo entre Benfica e Sporting e é dessa noite esta foto em que estou com o presidente, já campeões, com JNPC a passear a flute de espumante, porque ele não bebia álcool, só brindava. A foto do Sérgio com a taça é já em fim de festa, na sala de aquecimento do estádio, junto ao balneário, e é quase o descanso do guerreiro depois do trabalho mais desafiante de toda a vida – pegar num clube sem ganhar há quatro anos, atolado em problemas financeiros e transformá-lo em campeão. Ele tinha dito que não vinha para aprender, mas para ensinar e cumpriu exemplarmente.

Francisco J. Marques

31,365 görüntüleme • 1 yıl önce

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