
Hugo Freitas
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Vice-presidente e diretor jurídico da @FSU_BR, advogado, mestre em Direito pela UFMG, colaborador recorrente da @gazetadopovo.
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Gilmar Mendes: as decisões de André Mendonça no inquérito são inconstitucionais, porque podem ter impacto na eleição. O mesmo Gilmar Mendes em rede nacional em abril, defendendo manter o Inquérito do Fim do Mundo aberto "pelo menos até as eleições. Acho que é relevante."
Hugo Freitas248,509 views • 4 days ago

Tiago Pavinatto explica: a sessão do STF no dia 15 para votar se Alexandre de Moraes é investigado nem precisava existir. Não há previsão desse requisito para abrir uma investigação. Mas alguns ministros dizem que só pode acontecer se tiverem acesso ao celular do Daniel Vorcaro
Hugo Freitas25,490 views • 2 days ago

PEGA NA MENTIRA: Tábata jura que seria impensável seu PL da Misoginia ser usado contra piadas. Júlia Zanatta desmascara apontando que a própria Tábata já denunciou um humorista ao MP por piadas — acusando justamente de “machismo”. Tábata agora diz que nunca aconteceu.
Hugo Freitas581,323 views • 2 months ago

Essa entrevista do Gilmar Mendes para a Renata Lo Prete em abril foi o retrato perfeito da relação da imprensa com o Inquérito do Fim do Mundo. Jornalista: “O inquérito foi importante para defender a democracia e nós apoiamos, mas por que ainda não acabou? Estamos começando a desconfiar que o inquérito tem outra função.” Gilmar manda na lata: • “O inquérito vai acabar quando terminar.” (Ou seja, quando os ministros do STF quiserem, e a imprensa não tem que dar pitaco.) • Ao contrário da imprensa, não doura a pílula falando de “democracia”. (Assim como a palavra nem aparecia na portaria de instauração do inquérito.) Fala na maior tranquilidade que o objetivo do inquérito é perseguir quem “vilipendiar” (ultrajar por meio de palavras) o tribunal. O exemplo de alvo necessário do Inquérito, que ele dá na maior tranquilidade: o senador Alessandro Vieira, que, enquanto relator da CPI do Crime Organizado, indiciou o próprio ministro Gilmar. Assim como, em 2019, auditores fiscais que investigaram variações patrimoniais dos ministros e disseram ver indícios de crimes foram botados no Inquérito. Assim como, agora em 2026, um ministro do próprio STF disse ver indícios de crimes do relator do Inquérito e se tornou… alvo do Inquérito. O objetivo é claro, cristalino e explícito. Mas a imprensa, ao traduzir isso pra população, age como intérprete enganador e informa: “É para defender a democracia.”
Hugo Freitas30,759 views • 4 days ago

🙌Aleluia, aconteceu um MILAGRE! Depois de 7 anos e meio, a imprensa se lembrou de qual foi o objetivo de instaurar o Inquérito do Fim do Mundo! Spoiler: não foi para "defender a democracia", como a imprensa vem informando inveridicamente há anos. Foi para... passo a palavra para a Globo: "Apurar acessos e vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros do Supremo e seus familiares" Ufa! Que alívio, me sinto sozinho falando isso há anos e agora voltei a ter companhia. (Na época, há 7 anos, a imprensa sabia disso e noticiou corretamente; mas, desde então, tinham misteriosamente se esquecido.) Faltou falar que os tais acessos a dados fiscais eram feitos pela Receita Federal e que membros da Receita enxergaram indícios de crimes. Algo que lembra muito a situação de agora, em que outro agente público, Mendonça, também enxergou indícios de crimes e se tornou, correspondentemente, alvo do Inquérito. A natureza do fenômeno pouco mudou (ao contrário da descrição da imprensa, que deu 180 graus e agora outros 180, para voltar ao mesmo lugar). Mas isso não é tudo! Veja como a Globo se refere, agora, aos cidadãos que foram vítimas da perseguição estatal abusiva através do Inquérito: "O Inquérito levou ao bloqueio de contas em redes sociais, buscas apreensões e quebras de sigilo de diversos INFLUENCIADORES e ATIVISTAS POLÍTICOS." Estávamos acostumados a ouvir da imprensa, e principalmente desse veículo em específico, termos como "blogueiros", "golpistas" e até (na pior fase) "terroristas". Alguma coisa certamente mudou.
Hugo Freitas18,661 views • 5 days ago

A Lei do Carma é real. Ouve essa história: 🧵 1) Dias depois de assumir, Lula assina a Lei Antipiadas (14.532), que criminaliza o humor no país, passando a tratar piadas como crime MAIS GRAVE do que falar a sério. Detalhe: escolheu um dia especial para assinar a lei, que foi +
Hugo Freitas1,923,605 views • 2 years ago

🚨 EM PRIMEIRA MÃO: A jornalista Andréia Sadi afirma que ministros do Supremo estão exigindo CONTRAPARTIDA do governo Lula por “resolver” questões do governo em julgamentos. No caso, a contrapartida seria ajudar os ministros do Supremo no caso Master. A demanda viria, segundo a jornalista, dos mesmos “ministros que defendem o Dias Toffoli”. A questão é: contrapartida pelo quê? Juiz nenhum faz favor quando profere decisão ao ser acionado, porque é dever. Juízes não podem escolher responder ou não às ações judiciais. Então eventual favor que geraria dívida em favor dos ministros só poderia dizer respeito ao CONTEÚDO da decisão. A jornalista explica: “O governo […] sabe que, se recorrer ao Supremo, vai acabar levando”. Resultado garantido em decisão judicial em troca de favores?
Hugo Freitas363,723 views • 7 months ago

Glenn Greenwald afirma que as reportagens da Vaza-Jato, das quais ele participou, teriam servido de “pretexto” para anular as condenações do Lula, “mas na verdade foi porque o STF queria ele liberto, sabendo que ele era a única pessoa que podia derrotar o Bolsonaro na eleição”
Hugo Freitas331,599 views • 1 year ago

Glenn Greenwald sobre a JovemPan: "foi praticamente desmantelada pelo STF. Ainda existe, mas foi punida de várias formas, exigiram que demitisse os âncoras mais populares e os substituísse por figuras mais mornas … Imagine se a Suprema Corte dos EUA fizesse isso"
Hugo Freitas383,812 views • 2 years ago

Não podemos esquecer o papel que a imprensa exerceu no estado de exceção no Brasil: normalizar o absurdo. “Ministro praticamente fugiu do Brasil depois de ter insultado ministros do Supremo.” A Renata Vasconcellos, do Jornal Nacional da Globo, falou isso com a maior naturalidade do mundo, entre uma frase e outra numa discussão sobre educação (algo que toda democracia discute). O público corre o risco de nem perceber que o que ela estava mencionando era um caso de exilado político que teve que se refugiar em outros países por falas proferidas contra detentores do poder. (Isso eu garanto que já não é algo comum de se mencionar em democracias.)
Hugo Freitas185,459 views • 1 year ago