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Hugo Freitas

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Vice-presidente e diretor jurídico da @FSU_BR, advogado, colaborador recorrente da @gazetadopovo.

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Glenn Greenwald discorrendo sobre o Brasil para os gringos: "Lula, que é de esquerda, é presidente apenas nominalmente. O juiz Alexandre de Moraes é quem, basicamente, governa o país, mais ou menos como um rei não-eleito. O Lula apoia tudo o que ele faz."

Glenn Greenwald discorrendo sobre o Brasil para os gringos: "Lula, que é de esquerda, é presidente apenas nominalmente. O juiz Alexandre de Moraes é quem, basicamente, governa o país, mais ou menos como um rei não-eleito. O Lula apoia tudo o que ele faz."

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O mundo dá voltas. Em 2021, a mesma Kátia Abreu defendeu “bajular” a China, “deitar no chão e deixar que pise”, sem “o menor orgulho”. O motivo: medo da China retaliar o Brasil por meras falas de ministros nossos contra a China. Trump sancionou o Brasil por bem mais que falas.

O mundo dá voltas. Em 2021, a mesma Kátia Abreu defendeu “bajular” a China, “deitar no chão e deixar que pise”, sem “o menor orgulho”. O motivo: medo da China retaliar o Brasil por meras falas de ministros nossos contra a China. Trump sancionou o Brasil por bem mais que falas.

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Há 7 anos, Renata Lo Prete enunciava corretamente o propósito anunciado pelo STF para abrir o Inquérito 4.781: fake news e “ataques” contra os ministros. Agora, 7 anos depois, a jornalista diz que o inquérito “já cumpriu sua missão e precisaria acabar”. Como assim “já cumpriu sua missão”? Ela não entendeu que o objeto do inquérito é infinito por natureza? Todo dia há novos “ataques” contra o STF. Ou algum bruxo de Harry Potter fez um feitiço de modificação de memória e a fez acreditar retroativamente que a “missão” do inquérito era prender Jair Bolsonaro? O STF certamente não anunciou essa missão em momento algum na portaria instauradora em 2019. E o min. Moraes certamente também não acha que a “missão” era essa, vide o uso que fez do inquérito agora para investir contra o presidente da Unafisco por suas críticas ao STF.

Há 7 anos, Renata Lo Prete enunciava corretamente o propósito anunciado pelo STF para abrir o Inquérito 4.781: fake news e “ataques” contra os ministros. Agora, 7 anos depois, a jornalista diz que o inquérito “já cumpriu sua missão e precisaria acabar”. Como assim “já cumpriu sua missão”? Ela não entendeu que o objeto do inquérito é infinito por natureza? Todo dia há novos “ataques” contra o STF. Ou algum bruxo de Harry Potter fez um feitiço de modificação de memória e a fez acreditar retroativamente que a “missão” do inquérito era prender Jair Bolsonaro? O STF certamente não anunciou essa missão em momento algum na portaria instauradora em 2019. E o min. Moraes certamente também não acha que a “missão” era essa, vide o uso que fez do inquérito agora para investir contra o presidente da Unafisco por suas críticas ao STF.

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🚨GRAVE! A jornalista Daniela Lima confirma a AMEAÇA ilegal contra a empresa do Mark Zuckerberg, que administra o Instagram e o Facebook: se ela não censurar da forma como querem, vai haver RETALIAÇÃO usando abusivamente um julgamento do STF. Supostamente, afirma a jornalista, se o Zuckerberg implantar a promessa de expressão mais livre, ministro(s) passaria(m) a votar com desvio de finalidade, não para cumprir a Constituição, mas sim para retaliar a Meta e forçar a empresa a censurar seu conteúdo conforme o(s) ministro(s) quer(em). O suposto plano funcionaria da forma mais crua possível. Hoje, plataformas como Instagram e Facebook essencialmente não são legalmente obrigadas a fazer “moderação de conteúdo”, impedindo as pessoas de dizerem coisas ou de manterem no ar. Fazem isso, supostamente (e ênfase nessa palavra) porque querem, supostamente para manter um bom ambiente na plataforma. Mas o que a ameaça veiculada pela Daniela Lima está dizendo é: se pararem de censurar “voluntariamente”, uma canetada do STF vai tornar, na prática, obrigatória a mesma censura, responsabilizando as plataformas se mantiverem o conteúdo no ar – quiçá até mesmo sem notificação alguma para remover! A ideia é: “Ou censura por bem, ou censura por mal.” A coisa é pior ainda: como todos sabem que uma decisão assim imporia um passivo muito grande às plataformas, ela equivale a uma punição. Na narrativa da Daniela Lima, essa “punição” ilegal estaria sendo ameaçada como arma para interferir nas políticas internas da plataforma, forçando-as, já hoje, a manter políticas de censura que, potencialmente, poderiam ser ainda mais amplas do que se imagina. Afinal, se as plataformas forem previdentes, elas vão querer fazer qualquer que seja a censura que o detentor da ameaça achar “suficiente”. Depois dessa, só um grande cínico pode defender censura nas plataformas alegando que “é empresa privada e faz o que quiser”. Se a Daniela Lima estiver dizendo a verdade e as empresas estiverem sendo COAGIDAS a censurar conforme agentes de Estado querem, isso não é censura privada, é CENSURA ESTATAL disfarçada. E mal disfarçada, já que o suposto plano estaria sendo divulgado em TV nacional através de uma jornalista.

Hugo Freitas

327,493 görüntüleme • 1 yıl önce

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Glenn Greenwald, que é gay e advogado de liberdades civis, RESPONDE ao pânico moral levantado por Érika Hilton, Duda Salabert e outros que tentam recorrer ao tapetão contra a decisão de permitir o livre debate sobre LGBT no Instagram e Facebook, inclusive o debate se ser trans seria doença mental. "Todo o progresso social na questão LGBT foi produto do livre debate e da persuasão, não da proibição e da censura" – diz Greenwald. Acrescento que isso também vale para o Brasil. Um ministro do STF equivocadamente justificou a criminalização judicial da homofobia em 2019 dizendo que, sem ela "a homofobia vai prosseguir" – uma declaração injustificável à luz dos fatos, visto que TODA a redução da homofobia nos anos 80, 90 até 2019, que o próprio movimento LGBT reivindica como conquista dele, foi feita SEM qualquer criminalização da homofobia no Brasil. Logo, claramente não foi ela a causa. Por que seria necessária agora? PÓS-fato, DEPOIS que o progresso já foi realizado e aceitação LGBT já se tornou a força dominante, é que os grupos tentam impor a sua ideia proibindo o discurso contrário. Fazem isso em nome de proteger os mais fracos, o que é um paradoxo, porque agora só têm força para impor uma proibição justamente por serem os mais fortes – antes, quando realmente eram o lado mais fraco, não teriam força para impor a proibição. Por isso, Greenwald aponta: "A censura nunca é um instrumento dos marginalizados, é sempre um instrumento dos poderosos, POR DEFINIÇÃO."

Hugo Freitas

162,221 görüntüleme • 1 yıl önce