
Marcus Arboés
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Narrador, jornalista e analista tático. Falo de futebol, cultura, rap e defendo o que penso com a alma.
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Ibanez hoje deixou muito claro o motivo de ter sido convocado. Convocado na vaga de "lateral direito", testado assim nos amistosos, Ibanez tem uma valência que foi muito considerada na decisão de levá-lo para a Copa do Mundo: jogar em todas as posições da defesa e, ainda, se precisar, de primeiro volante. Na base, jogou de volante pelo Fluminense. Como profissional, no clube tricolor, na Atalanta, na Roma no Al Ahli, seu clube atual, jogou nos dois lados da zaga e nas duas laterais, mostrando muita qualidade defensiva e de construção, principalmente conduzindo e dando passes que rompem linhas de marcação por dentro. Hoje, algumas pessoas podem ter estranhado ele entrar como zagueiro esquerdo, mas quem acompanha sabe que essa é sua principal posição. Nos primeiros minutos, teve alguns erros de tempo de bote na perseguição, que acabam prejudicando a auto confiança no resto da partida, mas o efeito sob ele foi o contrário. Contra o Egito, se destacou, acima de tudo, nas coberturas, protegendo as costas dos laterais, de Casemiro e principalmente do Marquinhos. Não foi tão exigido em bloco baixo, mas marcando alto, teve muitos pontos positivos. Ainda que tenha errado inicialmente nisso, foi muito bem avançando perseguindo individualmente o jogador egípcio que baixava por dentro na saída de bola e roubou duas bolas assim. Também se garantiu protegendo a profundidade e, como já tinha mostrado nos amistosos em que foi lateral, recuperando a posse de bola após a perda e recompondo para matar a transição do adversário. É compreensível termos desconfianças de um jogador que atua na liga saudita, afinal, nem todo time lá tem um nível de exigência muito alta. Mas futebol é contexto e encaixe de pessoas e suas características. Ibanez te entrega um bom suplente em cinco posições diferentes, com o que oferece enquanto jogador. Não foi um jogo perfeito, mas que se justifica bem. Bom defensor!
Marcus Arboés79,418 просмотров • 17 часов назад

Isso aqui é narração. Luís Roberto não é o Zero Um da Globo por nada. Texto emocionante, tocando no histórico do Brasil na modalidade, que descreve de forma simples e bonita a trajetória. Transmitiu o tamanho e o significado dessa medalha de bronze. Vozes também ficam na história através do esporte. E isso me motiva a fazer o que eu faço. Luís Roberto é uma referência, um monstro.
Marcus Arboés1,180,548 просмотров • 1 год назад

UM ABSURDO NO CAMPEONATO CATARINENSE O Caio publicou esse vídeo explicando a situação do Barra, que precisava vencer para se classificar e fez o gol no último minuto. O juiz Bráulio da Silva Machado validou o gol, apitou o fim da partida e anulou o gol depois do final, classificando o Joinville e eliminando o Barra, inclusive, da Série D de 2026, quebrando o projeto do clube. Vejam essa bizarrice. SACANAGEM GRANDE.
Marcus Arboés684,127 просмотров • 1 год назад

Se você se incomoda com drible e "firula", me desculpa, o problema é seu. E ninguém deveria ser punido porque você é frágil. Esse rapaz da foto é o Kaio, atleta promissor que está jogando a Copinha pela Ponte Preta. Se você cer o vídeo do segundo slide, notará que ele dominou uma bola com classe, fez embaixadinhas/altinhas e deu um passe de efeito. Isso resultou numa entrada forte do adversário. Ambos foram punidos com amarelo: um por conduta violenta e o outro por conduta antidesportiva. Num dia foi Neymar, no outro Leozinho. Hoje, é um adolescente na Copinha. Do profi à base, estão roubando o brasileirismo com punições silenciosas. Afinal, para que serve um drible ou firula? Se pensarmos que só serve se for um recurso objetivo dentro das métricas visíveis, ou seja, para gerar vantagem tática, chance clara de gol, estaremos reduzindo drible a algo que, gostei você ou não, não lhe define. O drible, a firula e a jogada de efeito não servem só para gerar vantagens visíveis. O futebol é um jogo mental, e gerar desvantagem psicológica no adversário é um recurso e SEMPRE foi um recurso do futebol brasileiro. Provocar, tirar a concentração, manipular, enganar... nada disso é errado. Se existe algo que serve para a eficácia do objetivo do jogo (vencer o oponente), a discussão sobre a firula como antidesportiva se torna apenas uma imposição moralisfa. Uma imposição de que tipo de comportamento é certo ou errado. Quando aprendemos a jogar bola no Brasil, o drible e a firula se tornam diversão, expressão cultural e artística. Uma expressão de sobrevivência. Se serve como uma arma no jogo, aquela expressão se torna ainda mais útil. Então por que punir? Porque há uma tentativa de "higienizar" futebol. Tornar sério sob uma perspectiva tecnocrata e eurocêntrica, tirar do Brasileiro aquilo que é Brasil, fingir que nós não somos nós. Isso acontece dentro e fora de campo. É uma falsa ideia de nos polir. É uma maneira, também, de proteger a fragilidade do mundo, que nunca soube lidar emocionalmente com essa arma chamada provocação, que o brasileiro sempre dominou. Essa punição só "protege" o marcador, que fica refém da própria fragilidade e não aprende a lidar com o próprio temperamento. Como vai ser na hora que pegar um argentino catimbeiro? Na prática, sem moralismo, se a firula te afeta, você quem é frágil. O problema deveria ser só seu.
Marcus Arboés46,727 просмотров • 5 месяцев назад
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