
Matheus Alexandre | מתאוס אלכסנדר
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יהודי ספרדי Doutorando em sociologia e professor.
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Oi, growthsupplements! Vi que vocês patrocinam o criador Igor Malheiros, que publica e estimulou conteúdos com códigos antissemitas no Instagram. Em um vídeo recente, judeus são apresentados como alvo de culpa difusa, seguidos do meme “I don’t know”. Esse formato não é neutro, nem “piada inocente”. Trata-se do que a literatura chama de “apito de cachorro” (dog whistle): uma mensagem construída para que um público específico entenda o alvo, enquanto o emissor preserva ambiguidade suficiente para negar a intenção se for questionado. No caso, judeus aparecem como alvo implícito de culpa, sem serem nomeados diretamente. A ironia (“I don’t know”) funciona como proteção discursiva: comunica a insinuação para quem reconhece o código e, ao mesmo tempo, permite alegar que “era só humor”. Gostaria de saber se esse tipo de conteúdo está alinhado aos valores da Growth. Se sim, é importante que os consumidores saibam disso.
Matheus Alexandre | מתאוס אלכסנדר744,010 просмотров • 10 месяцев назад

Que absurdo este vídeo, Jessé Souza! Um desfile de teorias conspiratórias, generalizações racistas e responsabilização coletiva que resgatam, quase palavra por palavra, tropos antissemitas historicamente dirigidos contra os judeus. Você não analisou um indivíduo específico acusado de crimes. Preferiu mobilizar insinuações e estereótipos dirigidos explicitamente aos judeus e ao povo judeu como um todo, repetindo diversas vezes referências coletivas que não têm qualquer relação legítima com a responsabilidade individual do caso. Isso não é crítica social, não é sociologia e muito menos é análise intelectual séria. É a reprodução direta de um repertório histórico de preconceito que já produziu consequências devastadoras ao longo dos séculos. Um intelectual que abandona o rigor analítico para difundir generalizações conspiratórias contra um grupo inteiro não está contribuindo para o debate público. Está o degradando. Em qualquer ambiente acadêmico minimamente comprometido com padrões éticos e responsabilidade pública, falas desse tipo deveriam gerar imediata responsabilização institucional e jurídica. MPFederal
Matheus Alexandre | מתאוס אלכסנדר158,861 просмотров • 8 месяцев назад

Crianças cantando Hatikvah em uma escola judaica, na Ucrânia, em 1930. Nenhuma delas sobreviveu. Todas foram assassinadas pelo projeto genocida nazista. Hatikvah é, hoje, o hino nacional de Israel. Lembrar os seis milhões de judeus assassinados na Shoá é lembrar também por que Israel precisa existir. Em um mundo que perseguiu judeus por dois milênios, judeus terem uma pátria não é excesso. É o mínimo.
Matheus Alexandre | מתאוס אלכסנדר26,313 просмотров • 9 месяцев назад

Imaginem a pergunta: “Você é palestino, então você é terrorista?” Imaginem alguém ser hostilizado depois de ouvir algo assim. Pois bem. O antissemitismo é o único ódio racial que consegue soar como progressista e decolonial. Ele assume essa aparência virtuosa, como se estivesse defendendo “o bom, o justo e o melhor do mundo”. Mas, no fim, é apenas isso: racismo. Um inaceitável cruzamento da linha que separa a indignação política contra um governo ou um Estado da hostilidade e da generalização dirigidas a uma sociedade inteira e a um povo. Quando aplicado a qualquer outro povo, isso é prontamente reconhecido como racismo. Quando dirigido a israelenses, muitos hesitam e dizem: “mas é só crítica a Israel”. Jura? Para. Para e reflete. Ademais, essa atitude é criminosa. A lei é clara: “Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional” é CRIME. Que os responsáveis, ainda que se imaginem moralmente superiores, respondam nos termos da lei.
Matheus Alexandre11,351 просмотров • 8 месяцев назад
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