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A explosão é uma das características mais marcantes do Felipe Anderson. A rapidez na primeira passada, aliada ao controle refinado da bola, permite que ele saia de espaços curtos sob pressão e acelere a jogada sem perder o domínio da condução. Só precisa encontrar mais regularidade para mostrar isso...

12,646 views • 23 days ago •via X (Twitter)

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🚨 Controle Orientado: a base técnica invisível do jogo posicional De todos os conceitos que já discutimos (half-space, terceiro homem, losango, finalização posicional), o **controle orientado** é o único que não é exatamente uma tática. É a habilidade técnica individual que torna todas as outras executáveis na velocidade do jogo de elite. ### O que é controle orientado? Receber a bola **já com o corpo e o primeiro toque direcionados** para a próxima ação. Em vez de parar a bola e só depois decidir o que fazer, o jogador recebe já preparado para passar, conduzir ou finalizar. Sem essa habilidade, o losango perde velocidade, o terceiro homem chega atrasado e a combinação quebra. ### Por que esse treino é tão importante? **1. Elimina o “toque perdido”** Um jogador que precisa de dois ou três toques para se organizar quebra o timing de toda a sequência e dá tempo para a defesa se recompor. **2. Prepara o jogador para receber sob pressão** Especialmente importante no half-space e no “pocket”, onde o jogador frequentemente recebe de costas para o gol. **3. Aumenta a velocidade de circulação sem aumentar o risco** Permite jogar rápido **e** com segurança — a diferença entre um time que troca passes com qualidade e um que só troca passes com pressa. ### Conexão com a Premier League É a habilidade que separa muitos dos meias e atacantes mais valorizados do mercado (perfil de Saka, Ødegaard, Wirtz etc.). O Manchester City lidera em passes progressivos em grande parte porque tem jogadores capazes de sustentar esse ritmo com controle orientado consistente. Mas há uma tensão real: com o retorno do jogo mais direto em 2025-26, o valor relativo desse refinamento técnico cai um pouco. O controle orientado de alto nível continua concentrado num grupo mais restrito de clubes (Arsenal, City e a tentativa do Chelsea de Xabi Alonso). ### Conexão com a EFL Aqui a diferença é estrutural. O controle orientado se desenvolve com **anos de repetição** nas categorias de base. Na Premier League o investimento por atleta é muito maior. No Championship, o modelo de formação é mais disperso e com menos recursos. Por isso o jogo mais direto não é só uma escolha tática na segunda divisão — em muitos casos é também uma **necessidade técnica**. Quando o elenco não tem esse nível de primeiro toque orientado, sustentar posse rápida e segura sob pressão fica muito mais difícil. ### Resumo O controle orientado é o alicerce invisível. Sem ele, half-space, terceiro homem e losangos perdem eficiência na velocidade real do jogo. É uma das habilidades que mais claramente separam a elite técnica da Premier League da realidade da EFL. Você repara quando um jogador recebe já orientado para a próxima ação? 👇

Football On

69,194 views • 27 days ago

Valeu a pena tanto assim vender o Maurício? Essa é uma pergunta que, quanto mais o tempo passa, mais pesa. E não é só pela saudade dentro de campo, mas pelo contexto geral da decisão. O Internacional fez dinheiro com a venda, sim. Mas sejamos sinceros: não foi aquele valor que muda o patamar financeiro do clube, que traz estabilidade ou resolve problemas estruturais. Foi uma venda relevante, mas longe de ser transformadora. E quando você vende um jogador importante sem resolver sua vida financeira, automaticamente precisa compensar dentro de campo. E aí vem o problema. O Inter simplesmente não contratou ninguém à altura para repor a saída do Maurício. E isso escancara ainda mais o impacto da venda. Porque não foi só perder um jogador, foi perder uma peça fundamental sem reposição. E o Maurício não era qualquer jogador. Ele decidia. Fazia gols importantes, aparecia em momentos grandes, tinha uma finalização acima da média. Além disso, ajudava muito taticamente, entendia o jogo, ocupava espaços, contribuía na recomposição. Era aquele tipo de jogador moderno, completo. Na bola parada, também era útil. Um cara que agregava em vários aspectos do jogo. E não podemos esquecer: jovem. Um jogador com margem clara de evolução, que poderia render ainda mais dentro de campo e, no futuro, até gerar uma venda mais vantajosa. Ou seja, o Inter abriu mão não só de um bom jogador, mas de um ativo esportivo e financeiro. No fim das contas, fica a sensação de que foi uma venda que não se pagou totalmente. Nem dentro de campo, nem fora dele. E aí fica a pergunta pra você, torcedor: valeu mesmo a pena?

Diogo Bohun

39,207 views • 4 months ago