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A urna eletrônica já foi hackeada SIM, e isso não depende de conexão com a internet. Nesse pequeno vídeo é provado pros ministros do TSE/STF que a urna FOI SIM hackeada, incluindo diversas falhas: Imprimiram BU falso, acessaram a chave da urna e quebraram o sigilo do voto.

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O nosso atual sistema de votação permite RECONTAGEM DOS VOTOS como afirma o TSE? Não, eu explico o motivo 👇 O Registro Digital do Voto (RDV) do sistema eleitoral brasileiro é um arquivo eletrônico gerado pelas urnas eletrônicas que armazena os votos de forma agregada, sem identificar eleitores, para garantir o sigilo do voto. Contudo, ele não serve para uma recontagem efetiva dos votos por diversos motivos, especialmente considerando a ausência de voto impresso e a impossibilidade de o eleitor verificar diretamente se seu voto foi registrado corretamente. Primeiramente, o RDV é um resumo digital dos votos computados pela urna, mas não contém informações individualizadas que permitam ao eleitor confirmar se seu voto foi corretamente registrado para o candidato escolhido. Como o sistema brasileiro não utiliza voto impresso ou qualquer comprovante físico que o eleitor possa verificar, não há como confrontar o registro eletrônico com uma prova tangível do voto depositado. Isso cria uma dependência total do software da urna, sem um mecanismo independente para validação pelo eleitor. Além disso, o RDV é gerado pelo mesmo sistema que processa os votos, o que significa que qualquer eventual erro, manipulação ou falha no software da urna seria refletido no próprio RDV. Para uma recontagem ser confiável, seria necessário um registro independente do processo eletrônico, como um comprovante físico ou um sistema paralelo de auditoria que não dependesse exclusivamente dos dados gerados pela urna. Sem isso, a recontagem do RDV seria apenas uma revisão dos mesmos dados digitais, sem possibilidade de detectar discrepâncias que poderiam ocorrer no momento da votação. Outro ponto é que o RDV não permite rastrear a intenção original do eleitor, pois os votos são agregados por candidato ou partido, sem manter uma relação direta com cada voto individual. Isso impede uma auditoria que verifique se cada voto foi corretamente atribuído ao candidato escolhido pelo eleitor. A ausência de um comprovante físico, como um voto impresso depositado em urna física, elimina a possibilidade de uma recontagem manual que sirva como contraprova dos resultados eletrônicos. Por fim, a confiança no sistema eleitoral brasileiro depende de auditorias técnicas, como testes de integridade e verificação do código-fonte das urnas, mas essas medidas não substituem a possibilidade de uma recontagem independente. Sem o voto impresso ou um mecanismo que permita ao eleitor confirmar seu voto, o RDV é apenas um reflexo do processamento interno da urna, incapaz de oferecer uma recontagem que elimine dúvidas sobre a fidelidade dos resultados. Assim, a falta de um registro físico e verificável pelo eleitor compromete a capacidade de realizar uma recontagem verdadeiramente independente e confiável.

O Sóciotário

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