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ALERTA MEDIOCRIDADE: Enquanto as mulheres entregam performances impecáveis e dedicação total, Justin Bieber parece confundir o palco do Grammy com o quintal de casa, apresentando-se de samba-canção. Será que o "hate" constante finalmente entrou na mente do casal e agora a necessidade de provar algo a eles é real?🫠

224,424 views • 6 months ago •via X (Twitter)

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Há uma armadilha elegante no mundo da cultura: confundir postura com pensamento. Citar o filósofo certo no momento certo, depreciar o cinema popular, tratar o gosto alheio como evidência de inferioridade; tudo isso compõe um ritual que parece sofisticação mas é, no fundo, ansiedade disfarçada de autoridade. Quando o intelecto vira performance, ele perde aquilo que o torna valioso. Deixa de ser uma forma de habitar o mundo com mais atenção e passa a ser um traje que se usa para impressionar. A curiosidade, que é o coração de qualquer inteligência viva, apodrece quando substitída pela necessidade de aprovação. Anthony Hopkins, em Westworld, define muito bem isso: a do intelecto humano como as penas do pavão. Belo, vistoso, mas inútil para o voo. O animal exibe o que tem enquanto permanece preso ao chão. É um retrato cruel e preciso de certa erudição: toda plumagem, nenhuma altitude. A inteligência que vale algo não precisa se anunciar. Ela aparece na capacidade de encontrar substância tanto numa sinfonia quanto num filme de domingo à tarde, sem necessidade de hierarquia, sem pose. Quem realmente sabe não sente necessidade de diminuir o que o outro aprecia para se sentir em vantagem. O conhecimento que transforma é aquele que age por dentro, silenciosamente, mudando o modo como se vê e se vive. Não o que se exibe como troféu. A experiência honesta de uma obra, sem a mediação constante do olhar alheio, vale mais do que qualquer vitrine bem montada.

JAMES WEBB

11,644 views • 3 months ago