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Bandidos executam delegado que comandou prisões de integrantes do PCC. O ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes foi assassinado na noite desta segunda-feira (15), na região da Baixada Santista. Ele foi um dos primeiros policiais a investigar a facção, ainda no início dos anos 2000: #JN

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O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi covardemente assassinado nesta segunda-feira, 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral sul paulista, em uma emboscada brutal que expôs a falência do Estado no enfrentamento ao crime organizado. Fontes foi perseguido por criminosos, teve o carro fechado por um ônibus, capotou e, já imobilizado, foi metralhado com disparos de fuzil. A cena foi digna de uma execução de guerra - planejada, organizada e sem qualquer temor da reação das forças públicas. Os assassinos entraram em um carro preto e desapareceram no nada. Ruy Ferraz, não era um alvo qualquer, construiu sua carreira em mais de 40 anos de serviço policial como um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi responsável por operações que desmontaram esquemas milionários de lavagem de dinheiro, isolaram chefes da facção e levaram Marcola, o líder máximo do PCC, para presídios de segurança máxima. Por essas ações, em 2019, o Ministério Público registrou oficialmente que ele estava jurado de morte pela facção de Marcola. E mesmo diante de todas essas evidências, o que o Estado fez? Nada. Nenhuma escolta permanente, nenhuma blindagem oficial, nenhuma vigilância reforçada. No momento da execução, ele estava sozinho, em um carro comum, sem proteção alguma, como se fosse um cidadão anônimo, e não o homem que desafiou a maior organização criminosa do país. O alerta já havia surgido em dezembro de 2023, quando o ex-delegado foi assaltado à mão armada em Praia Grande, com uma pistola apontada para a cabeça diante da esposa. Tratado então como crime comum, hoje o episódio parece parte de uma escalada anunciada e ignorada. A morte de Ruy Ferraz Fontes não é um crime isolado, mas a prova do abandono estatal. Se um ex-chefe da Polícia Civil, jurado de morte pelo PCC, pôde ser executado sem proteção, o que resta ao policial da base, ao agente penitenciário ou ao cidadão que denuncia o crime? A omissão das autoridades em proteger seus agentes transforma essa execução em um retrato da covardia institucional diante da força terrorista crescente do PCC.

Karina Michelin

153,185 views • 10 months ago