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Bolsonaro dividiu o GADO em 3 classes: a classe do rico que acha que é americano, do evangélico que acha que é israelense e mais agora essa: o pobre de classe rica que luta para ferrar com ele mesmo. Isso aqui é uma aula de política com humor 😅

188,330 次观看 • 11 个月前 •via X (Twitter)

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É tudo tão previsível que chega a ser cômico. O partido de Tarcísio declarando apoio ao Jorge Messias é quase uma confissão pública: não existe mais direita, não existe mais oposição, existe apenas sobrevivência política. E sobrevivência, no Brasil de hoje, significa ajoelhar diante do sistema, pedir bênção ao regime e fingir independência enquanto passa pano para tudo que mantém Bolsonaro preso e calado. É impressionante como eles falam isso com naturalidade. O repórter descreve a cena como se fosse apenas um detalhe da vida democrática, quando na verdade é uma obra-prima da traição institucional. O Republicanos, partido de Tarcísio, suposto bastião conservador, evangélico, oposicionista, agora declara apoio ao nome mais conveniente para o Planalto, o queridinho da máquina, o operador perfeito para o jogo do Supremo. E fazem isso com a cara lavada, recitando justificativas quase espirituais. É religião, dizem. É perfil evangélico, dizem. É afinidade. É puro teatro. A verdade é outra: ninguém quer ficar marcado como defensor de Bolsonaro. Ninguém quer atrair para si a fúria do sistema que já mostrou do que é capaz. O apoio a Messias não é afinidade espiritual. É medo. É autopreservação. É cálculo frio. É o recado explícito de que Bolsonaro precisa continuar preso porque solto ele estraga o arranjo, rompe o pacto, desmonta o jogo que garante sobrevida a essa gente toda. Tudo encaixa com perfeição. O partido diz que é independente, mas mama no Ministério do Esporte. Diz que é oposição, mas se alinha com o Planalto. Diz que representa conservadores, mas entrega o voto para quem promete consolidar a estrutura que mantém o país como está. Diz que não tem como levar o apoio para a bancada, mas anuncia mesmo assim, porque o objetivo não é coerência. É submissão. E aí vem o detalhe que denuncia tudo: o mesmo partido de Tarcísio, que posa de alternativa nacional, que alimenta a ilusão de candidatura forte para 2026, agora empurra um nome alinhado ao sistema para o STF. Isso é estratégia de governo? É coerência ideológica? Não. É garantia de tapete vermelho. É o selo de aprovação do regime para entrar no jogo. E o melhor (ou pior) é ouvir que até André Mendonça, indicado por Bolsonaro, está fazendo campanha para Jorge Messias. É a prova final de que o sistema cooptou tudo. Até quem deveria ser voz de equilíbrio agora se comporta como peça do tabuleiro. Tudo isso serve para mostrar o óbvio que ninguém gosta de engolir: querem Bolsonaro preso porque solto ele desarruma o conluio. Ele estraga a festa. Ele desmascara o teatro. Ele impede a normalidade artificial em que todos esses personagens prosperam. Bolsonaro é o único elemento que não aceita o script, e por isso precisa ser silenciado. O apoio do partido de Tarcísio a Jorge Messias não é notícia isolada. É diagnóstico. É o retrato da nova direita domesticada, urbana, palatável, que sorri para as câmeras enquanto entrega a alma do país no bastidor. É o plano perfeito para fingir renovação enquanto garantem que nada, absolutamente nada, saia do controle. O Brasil está diante de uma disputa que não é política. É moral. É estrutural. É sistêmica. E a pergunta que fica é uma só: se até os supostos aliados estão entregando o país de bandeja, quem realmente está disposto a enfrentar o sistema que mantém Bolsonaro atrás das grades? Porque agora está escancarado. Não querem justiça. Querem silêncio. E vão usar qualquer pretexto, qualquer aliança, qualquer verniz religioso para fingir que isso é democracia.

・ Ice ・

81,708 次观看 • 7 个月前