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Bolsonaro não é qualquer um, é um ex-presidente da República e merece, no mínimo, respeito e dignidade. Bolsonaro precisa voltar para casa, ao único lugar onde poderá receber a assistência que sua condição atual exige. Ele passou por uma mega cirurgia em abril e, aos 70 anos, ainda carrega...

392,306 次观看 • 8 个月前 •via X (Twitter)

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Neste sábado, 21 de março,Jair Bolsonaro não vive um aniversário comum. Não há celebração pelos seus 71 anos, não há encontro com apoiadores, não há sequer a liberdade de estar com a própria família. O que existe é um leito de hospital, um corpo fragilizado por mais de dez comorbidades e uma rotina marcada por dor, limitações e incertezas. Muitas dessas sequelas têm origem direta no atentado de 2018 - que na prática, nunca terminou. Aquela facada não ficou no passado; ela se prolongou no tempo. Está nas cirurgias sucessivas, nas complicações, nas noites difíceis, nas traições políticas - e tudo isso está marcado em um corpo que já não responde como antes. Mas o verdadeiro calvário não é apenas físico. É existir sob julgamento permanente, ser reduzido a versões falaciosas; é ver a própria história ser disputada, reinterpretada, fragmentada e distorcida - sem que seja permitido que a verdade prevaleça. Bolsonaro deixou de ser apenas um homem há muito tempo; tornou-se um símbolo. E símbolos não têm descanso - são exaltados ou destruídos, mas raramente compreendidos. O isolamento que hoje o cerca não é apenas de paredes. É o silêncio dos que se afastaram, é a superficialidade dos que o condenam - é o peso de existir em um país onde a verdade já não é consenso, mas território de guerra. Neste aniversário, Jair Bolsonaro, não apaga velas, ele enfrenta o tempo. Tempo para lembrar que todo poder é transitório. Que toda ascensão carrega, em si, a possibilidade da queda.E que, no fim, o que resta de um homem não é o cargo que ocupou - mas aquilo que foi capaz de suportar. Há algo profundamente humano em sua condição atual. Porque, despido do poder, da voz e da multidão, resta apenas o essencial: um homem à frente de seu tempo, que lutou pelo que acreditava ser verdade e justiça e que, diante de todas as cruzes que carregou, permaneceu de cabeça erguida ancorado na verdade em sua própria travessia. E talvez seja justamente esse o ato “revolucionário” que desconcerta uma República falida.

Karina Michelin

12,444 次观看 • 4 个月前