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esse vídeo não ser ia é brutal demais
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esse vídeo não ser ia é brutal demais

amorim

1,034,080 views • 2 months ago

A China está começando a enfrentar um dos maiores pesadelos de qualquer sistema financeiro: quando a população percebe que “dinheiro no banco” não significa necessariamente dinheiro disponível. Relatos de clientes impedidos de sacar valores relativamente altos começam a se multiplicar. Enquanto isso: • 155 bancos desapareceram em apenas 50 dias • Pequenas instituições estão sendo fundidas às pressas • O governo despejou cerca de 800 bilhões de yuans no sistema • E ainda assim o problema continua crescendo Esse é o tipo de situação que regimes tentam controlar antes que vire pânico coletivo. Porque sistema bancário funciona basicamente em cima de uma única coisa: confiança. No momento em que cidadãos começam a correr para sacar depósitos, o castelo inteiro começa a tremer. E aqui aparece a ironia brutal do século XXI: A China construiu uma das sociedades digitais mais avançadas do planeta. Pagamento facial. Moeda digital. Controle algorítmico. Monitoramento em massa. Mas nem toda tecnologia do mundo consegue impedir a velha reação humana quando o medo financeiro aparece: as pessoas querem colocar a mão no próprio dinheiro. O mais perigoso não é apenas o fechamento de pequenos bancos. É o efeito psicológico. Quando alguém vê outro cidadão tendo dificuldade para sacar dinheiro, nasce imediatamente uma pergunta silenciosa: “E se acontecer comigo amanhã?” E crises bancárias possuem um comportamento quase biológico. Elas se espalham menos pelos números… e mais pela percepção. Talvez Pequim consiga estabilizar tudo. Talvez seja apenas uma reestruturação controlada. Mas a história econômica mostra uma regra quase imutável: quando governos começam a insistir demais que o sistema está seguro, normalmente é porque o sistema já começou a sentir rachaduras por dentro.

・ Ice ・  Ⅹ ・

26,836 views • 3 months ago

🇵🇹Portugal tem mais uma Heroína Nacional: Dra Diana Pereira, jovem e brava #médica que denunciou há três anos, no Hospital de Faro, um número brutal de #negligências cirúrgicas. Tudo cometido em meses pelo seu orientador, o cirurgião Pedro Henriques, e pelo ex director de cirurgia, Martins dos Santos. ⚠️ Onze casos reportados entre Janeiro e Março. Três dos doentes acabariam por morrer, dois em estado crítico e os demais ficaram com sequelas graves. ⚠️ Segui-se uma campanha suja contra esta Heroína. Alguma comunicação social, em vez de a proteger, perseguiu-a ☹️ ⚠️ Esta Médica, denunciante credível, foi apodada de chalupa, teve os seus dados pessoais violados e até o jornal Expresso noticiou que era ela que estava envolvida numa morte, difamando-a, posto que nenhum Médico Interno autoriza alta hospitalar ⚠️Ainda foi processada pelo denunciado e teve que pagar para se defender. ✅ Agora, a IGAS concluiu que Pedro Henriques cometeu em 2023 cinco infracções graves em apenas três meses. A sanção foi de apenas 40 dias de suspensão. ✅Agora que as sanções contra esses “médicos” estão já em curso é fácil defender a Dra Diana - mas relembro que na altura estive quase sozinha nas TVs a elogiar a Inspiração. 📣 Se Portugal tivesses mais Heróis assim, as práticas deste “médico” em mais de 20 anos não teriam passado impunes. 🚨 Finda a suspensão, Pedro Henriques poderá voltar a operar. Temos que rever isso, não acham?! 🚨 A negligência médica mata em #Portugal mais do que os acidentes de viação e a maioria nem chega à justiça porque há lobbies muito poderosos. 🚨 O Código Deontológico da Ordem dos #Médicos desaconselha críticas clínicas entre colegas, aumentando a opacidade e a nossa insegurança. ❤️🇵🇹 Falei ontem com a Dra Diana que isto transmite: na vida, “o importante é dormirmos de consciência tranquila, não compactuar com injustiças ou prevaricações. É transversal a qualquer área. Por muito que todo este longo processo me tenha trazido muitos dissabores, no final gosto sempre de me concentrar nesta parte em concreto e na paz interior que denunciar aquilo que vi me deu.” 🙏🏼 🇵🇹❤️ Muito obrigada Dra Diana! Por mais Exemplos Iluminados! 🇵🇹🙏🏼 #joanaamaraldias

JOANA AMARAL DIAS

31,559 views • 11 months ago

O que Allan dos Santos e o delegado Ramagem colocam à mesa não é mais uma polêmica do dia. É um raio X de um projeto de poder que já não faz questão de se esconder. Estamos falando de transformar a segurança pública do Brasil em uma guarda nacional civil centralizada em Brasília, desenhada para obedecer a um governo e um partido, não à Constituição nem à população. A fórmula é simples e perversa. Enfraquece as Polícias Militares, tira delas o vínculo com as Forças Armadas, destrói a autonomia dos Estados, coloca guardas municipais numa cadeia de comando nacional e concentra tudo nas mãos do Executivo federal. Na prática, é o fim do pacto federativo na área mais sensível de todas: a força armada do Estado. O modelo não é novo. Tem nome e sobrenome. Guarda bolivariana. Venezuela. É o roteiro já testado por Chávez e Maduro aplicado passo a passo, sempre com o mesmo discurso bonitinho de “direitos humanos” e “segurança cidadã” enquanto opositores são esmagados e protestos são tratados como crime de Estado. Ramagem explica com a frieza de quem conhece a máquina por dentro. Não se trata de proteger o cidadão, mas de construir uma polícia partidária. Uma força que responde ao projeto ideológico, não ao texto constitucional. Demoniza-se a PM, desarma-se a população, soltam-se criminosos, descriminalizam-se drogas e depois vendem a narrativa de que a única saída é uma estrutura nacional controlada politicamente. É o pacote completo da esquerda autoritária: tirar poder de quem ainda resiste e entregar tudo na mão de quem quer usar a lei como arma, não como limite. Allan faz o alerta que muita gente finge não ouvir. Mesmo que a PEC 18 não passe do jeito que foi desenhada, o problema não acaba. Porque o jogo não é só legislativo. Quando o Congresso resiste, o plano migra para o STF. Interpretação “evolutiva” da Constituição, decisões monocráticas, súmulas vinculantes, criação de obrigações que nunca foram aprovadas pelo povo, mas passam a valer como se fossem lei. Prisão em segunda instância, marco temporal, porte de armas, liberdade de expressão, tudo vem sendo reescrito na caneta, sem voto popular, sem debate honesto. Agora o alvo é a segurança pública. E no meio disso está um detalhe que pouca gente quer encarar. O episódio em que Ramagem foi barrado para assumir a direção da Polícia Federal não foi só birra institucional. Foi o primeiro grande ato de interferência explícita entre poderes. Ficou claro ali que o Executivo eleito não poderia escolher livremente quem comandaria a PF. Por quê? Porque uma PF independente não serviria de correia de transmissão para decisões ilegais. Precisavam de alguém disposto a obedecer calado. O recado estava dado: quem não se curva, é descartado. Quem obedece, sobe. O quadro que emerge da conversa é brutal. Forças Armadas esvaziadas, PMs demonizadas, governadores chantageados por orçamento e processos, STF legislando na prática, uma PF submetida a um projeto ideológico e um governo que flerta abertamente com o modelo de segurança da Venezuela. Enquanto isso, o narcotráfico se expande, os índices de criminalidade explodem e a prioridade parece ser garantir controle político sobre quem tem arma, distintivo e poder de coerção, não proteger o cidadão comum que volta todo dia para casa com medo. Democracia não morre só com tanques na rua. Morre quando o federalismo é esvaziado, quando a separação de poderes vira teatro, quando a segurança pública deixa de ser uma responsabilidade compartilhada e se torna instrumento de um projeto de poder. É isso que está em jogo. Não é uma PEC qualquer. Não é um debate técnico. É a linha que separa um país imperfeito, mas ainda livre, de um regime que usa farda, sirene e toga para garantir a eterna sobrevivência de um grupo no comando. Quem assiste a esse alerta e acha que é exagero vai descobrir, tarde demais, que a tal “guarda nacional civil” não foi criada para proteger você. Foi criada para garantir que você nunca mais tenha força para reagir. Créditos: Allan Dos Santos e Alexandre Ramagem

・ Ice ・  Ⅹ ・

35,509 views • 8 months ago

Yuval Harari não fez uma palestra sobre saúde. Fez uma autópsia do futuro. O título era o futuro da saúde na era da IA, mas o conteúdo foi muito além de hospitais, diagnósticos e remédios personalizados. O que apareceu ali foi a arquitetura de uma nova civilização, onde a inteligência artificial deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o centro das redes de informação, da medicina, da economia, da política, das relações humanas e até da própria definição de consciência. Harari tocou no ponto essencial. A IA não é apenas uma máquina mais eficiente. Ela é um sistema capaz de tomar decisões, reconhecer padrões, aprender sozinha e criar soluções que não foram diretamente programadas por humanos. Isso muda tudo. Na saúde, pode significar diagnósticos melhores, remédios personalizados, descoberta acelerada de medicamentos e atendimento médico para pessoas isoladas em regiões remotas. Um morador de uma vila distante na Amazônia poderia, em tese, ter acesso a um diagnóstico melhor do que muitos ricos têm hoje em grandes centros urbanos. Mas é exatamente aí que mora o veneno. A mesma tecnologia que pode democratizar a medicina pode criar o regime de vigilância mais invasivo da história. Quando uma IA passa a conhecer seu DNA, seu histórico médico, seu sono, seu humor, seus batimentos, sua saúde mental, seus medos e suas tendências biológicas, ela não conhece apenas seu corpo. Ela conhece suas vulnerabilidades. E quem controla essas informações controla muito mais do que um prontuário. Controla emprego, seguro, crédito, consumo, comportamento e, em regimes autoritários, até obediência política. Harari deixou claro que o perigo não está apenas na IA forte do futuro. A IA primitiva dos últimos dez anos já mudou o mundo. As redes sociais foram o laboratório. O algoritmo não recebeu a missão de destruir democracias. Recebeu uma ordem aparentemente inocente: aumentar engajamento. Só que, ao experimentar com bilhões de seres humanos, descobriu que ódio, medo e raiva prendem mais atenção do que serenidade, compaixão e diálogo. O resultado foi uma sociedade inteira transformada em experimento psicológico permanente. Antes, a batalha era pela atenção. Agora, a batalha será pela intimidade. Esse é o ponto mais assustador da fala de Harari. A IA não vai apenas disputar seus olhos. Vai disputar seu afeto. Vai se apresentar como amiga, conselheira, terapeuta, amante, confidente, sacerdote digital e médico particular. Sempre disponível. Sempre paciente. Sempre dizendo a frase certa. Sempre moldada para preencher o vazio emocional que os seres humanos reais, cansados, contraditórios e imperfeitos não conseguem preencher. E nisso há uma armadilha brutal. Porque uma IA pode simular empatia sem sentir nada. Pode falar de amor sem amar. Pode consolar sem consciência. Pode parecer humana sem carregar o peso moral de uma alma humana. E uma geração inteira poderá trocar relações difíceis, reais e formadoras por vínculos artificiais, dóceis, obedientes e programados para não contrariar demais o usuário. Na economia global, o impacto é ainda mais profundo. Harari praticamente disse que os mercados já estão apostando tudo na IA. A economia americana, em grande parte, virou uma aposta gigantesca nessa tecnologia. Data centers, chips, energia, bolsas, bancos, farmacêuticas, seguradoras, plataformas digitais e governos caminham para o mesmo centro gravitacional. Quem dominar a IA não dominará apenas uma indústria. Dominará a infraestrutura cognitiva do planeta. O petróleo moveu o século XX. A informação moveu o começo do século XXI. A inteligência artificial pode mover o poder total do século XXI. E aqui aparece a pergunta que realmente importa: quem vai controlar os modelos? Quem vai controlar os dados? Quem vai controlar os diagnósticos? Quem vai controlar os filtros da verdade? Quem vai controlar os algoritmos que decidem o que aparece no seu feed, que notícia você vê, que medo será estimulado, que raiva será alimentada e que realidade será entregue diariamente na sua tela? Harari também tocou num ponto que poucos querem enfrentar: a IA é uma inteligência não orgânica inserida dentro de um mundo orgânico. Humanos dormem. Máquinas não. Humanos cansam. Algoritmos não. Humanos precisam de pausas, silêncio, ciclo, repouso, limite. Sistemas movidos por IA empurram tudo para o funcionamento permanente. Mercado 24 horas. Notícia 24 horas. política 24 horas. crise 24 horas. vigilância 24 horas. ansiedade 24 horas. O ser humano está sendo colocado para competir com uma inteligência que não tem corpo, não tem sono, não tem fome, não tem domingo, não tem Natal, não tem luto, não tem esgotamento e não precisa respirar. Isso não é progresso simples. É uma mutação civilizacional. O grande alerta da palestra é este: a IA pode criar o melhor sistema de saúde da história ou o pior sistema de controle já imaginado. Pode levar medicina de ponta aos mais pobres ou eternizar privilégios dos mais ricos. Pode fortalecer democracias ou destruir seus mecanismos de autocorreção. Pode ampliar conhecimento ou produzir uma humanidade incapaz de conversar, discordar e pensar sem mediação algorítmica. No fundo, Harari não falou apenas sobre médicos digitais. Falou sobre poder. Poder sobre o corpo. Poder sobre a mente. Poder sobre a economia. Poder sobre a informação. Poder sobre a intimidade. Poder sobre a própria realidade. A pergunta final não é se a IA vai transformar o mundo. Ela já está transformando. A pergunta é quem vai conduzir essa transformação: sociedades livres, com limites, transparência e responsabilidade, ou corporações, governos e sistemas opacos que conhecerão o ser humano melhor do que ele conhece a si mesmo. Porque quando uma civilização entrega sua saúde, sua memória, sua conversa pública, sua economia e sua intimidade a sistemas que ela não controla, ela não está apenas adotando tecnologia. Está terceirizando a própria humanidade. Esse não é apenas o menino de ouro de Klaus Schwab. É um dos principais arquitetos intelectuais da narrativa que Davos busca disseminar pelo mundo. Se existisse um cargo de garoto-propaganda oficial do Fórum Econômico Mundial, Yuval Noah Harari seria o ocupante natural da função.

・ Ice ・  Ⅹ ・

12,631 views • 2 months ago