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Busca e apreensão , confisco de passaporte , confisco de celular , perseguição a um líder religioso , a última barreira para a construção total de uma tirania : a prisão de um pastor . Líderes religiosos são presos e mortos em tiranias que substituem a religião pela obediência...

25,985 次观看 • 1 年前 •via X (Twitter)

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Em sua primeira atividade formal em Oslo nesta quinta-feira, 11 de dezembro, após vencer o Prêmio Nobel da Paz, Maria Corina Machado foi recebida no Parlamento da Noruega pelo presidente Masud Gharahkhani. A líder democrática agradeceu as honras e afirmou que o prêmio pertence “a todos os venezuelanos que resistem”, transformando seu discurso em uma denúncia direta ao regime de Nicolás Maduro. Diante da imprensa internacional, Machado descreveu o ambiente de perseguição que domina a Venezuela: opositores são presos, jornalistas são demitidos por noticiar fatos básicos e jovens são detidos nas ruas caso tenham em seus celulares qualquer referência ao Nobel. A líder destacou que muitos de seus aliados mais próximos estão na cadeia como presos políticos, enquanto suas famílias vivem sob intimidação constante. Em um dos trechos mais fortes, Machado afirma que “qualquer pessoa que viva na Venezuela e queira falar a verdade está em perigo” e lembra que seus melhores amigos e colegas, neste exato momento, estão presos. Ela também relata casos de censura imediata após o anúncio do Nobel e a reação violenta do regime a qualquer tentativa de divulgação. Maria Corina declarou que recebeu o prêmio em nome do povo venezuelano e que pretende retornar ao país “no momento certo”, com o objetivo de contribuir para o fim da tirania e pela reconstrução de uma Venezuela. O testemunho de Corina, expõe a deterioração institucional de um país onde a verdade se tornou risco e a dissidência, crime. E, diante desse cenário, qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência - é um alerta sobre o uso político das instituições, a perseguição a dissidentes e a erosão silenciosa da democracia.

Karina Michelin

23,939 次观看 • 8 个月前

O cinismo tem nome, sobrenome e um cargo de comando em Caracas. Jorge Rodríguez, o estrategista-mor do chavismo, acaba de lançar um bumerangue verbal que atinge em cheio a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ao admitir que a famigerada "Lei contra o Ódio" foi deformada para se tornar uma metralhadora giratória contra opositores, Rodríguez não está confessando um erro; está expondo a anatomia de uma tirania que se finge de legalista. Enquanto a cabeça do regime venezuelano reconhece que a lei serviu para prender ilegalmente quem não rezava pela cartilha de Maduro, o Brasil observa o Inquérito das Fake News (Inq 4781) completar 7 anos de uma vigência que desafia a lógica democrática. O roteiro é idêntico; cria-se um monstro jurídico com conceitos elásticos - “ódio" lá, "ataque às instituições" aqui - e entrega-se o controle remoto da censura ao Estado. A correlação é ácida e inevitável, na Venezuela, o termo "fascista" virou o salvo-conduto para o cárcere. No Brasil, o rótulo de "antidemocrático" ou "disseminador de fake news" tornou-se a sentença prévia que derruba perfis, bloqueia contas bancárias e silencia parlamentares sem o devido processo legal transparente. A armadilha é sempre pavimentada com boas intenções; dizem proteger a "democracia" enquanto destroem os pilares que a sustentam: a liberdade de expressão e a paridade de armas. Se até o mentor do autoritarismo venezuelano assume que essas ferramentas de controle social são armas de perseguição, qual é a desculpa brasileira para manter um inquérito de exceção aberto por tempo indeterminado e presos políticos?

Karina Michelin

22,467 次观看 • 6 个月前