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Centenas de indígenas e grupos de esquerda acabaram de invadir a Blue Zone, área central das negociações da COP30, o espaço mais controlado do evento. O falso discurso de paz e sustentabilidade virou palco de confusão, empurra-empurra e vandalismo.

81,147 次观看 • 8 个月前 •via X (Twitter)

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A COP30, vendida ao mundo como o “símbolo da união pelo planeta”, entrou em clima de confronto e confusão em Belém (PA). Nesta terça-feira, 11 de novembro, manifestantes romperam barreiras de segurança e entraram em choque com agentes privados que faziam o controle de acesso ao local da conferência climática. De acordo com a Reuters, um homem ficou ferido e precisou ser retirado em cadeira de rodas após o tumulto. Imagens que circulam nas redes mostram empurra-empurra, spray de pimenta e um grupo tentando forçar a passagem pelos portões principais. A cena contrasta com o discurso oficial do governo brasileiro e da ONU, que até ontem garantiam “segurança total e clima de diálogo”. Na prática, o que se viu foi o colapso da vitrine verde — a conferência que deveria “salvar o planeta” começa afundando na própria contradição: um evento que prega harmonia global, mas é cercado por muros, crachás e seguranças armados — e movido a diesel, o mesmo combustível fóssil que seus organizadores dizem querer eliminar. Fontes da imprensa internacional, como o portal DevDiscourse, indicam que os protestos estariam ligados a grupos insatisfeitos com o custo bilionário do evento e com a exclusão de representantes locais e movimentos rurais da pauta oficial. Ou seja: a “voz da Amazônia” ficou de fora do evento que diz defendê-la. Enquanto isso, a organização da COP30 ainda não divulgou nota sobre o episódio. O silêncio institucional é ensurdecedor… A COP30 virou exatamente isso - um retrato em tempo real de como o marketing verde de Lula substituiu a verdade.

Karina Michelin

51,741 次观看 • 8 个月前

A COP30, vendida como o ápice da “sustentabilidade global”, está mostrando o oposto do que prega. Coxinha a R$ 30, água a R$ 25 e almoço a R$ 70 - valores dignos de um resort de luxo, não de um evento que diz lutar contra a desigualdade. Mas o absurdo não para no cardápio; dinheiro vivo e cartões comuns foram proibidos. Só é aceito um cartão exclusivo da Cielo, criado especialmente para o evento. Para obter o chamado “cartão sem dinheiro”, o participante precisa se registrar com passaporte ou documento pessoal. O sistema é pré-pago e só funciona dentro do recinto - e mesmo para recarregar, é preciso enfrentar filas em pontos específicos. Ou seja: nem a liberdade de escolher como pagar sobreviveu à “economia verde”. Tudo é controlado, monitorado e limitado sob o pretexto da sustentabilidade. E como se não bastasse, faltou água nos banheiros e houve quedas de energia elétrica, segundo relatos de jornalistas presentes. O evento que se propõe a salvar o planeta não conseguiu garantir o básico aos próprios participantes. A COP30 virou o retrato perfeito da contradição climática: um espetáculo bilionário que fala em proteger a Terra, mas serve como laboratório de controle financeiro, vigilância e marketing corporativo. Enquanto líderes discursam sobre justiça climática, os bastidores mostram luxo, caos logístico e exclusão financeira. A natureza, mais uma vez, é usada como cenário - e o planeta, como pretexto. É a economia “verde” mostrando sua cor real: não a da floresta, mas a do dinheiro controlado. A COP30 não é só um encontro ambiental - é um ensaio do futuro digital onde liberdade e consumo dependem de quem controla o sistema.

Karina Michelin

62,394 次观看 • 8 个月前