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É interessante como Marina Sena consegue digerir tantas referências e devolvê-las com uma assinatura sua. No show de “Coisas Naturais”, a entrada performática evoca Ney Matogrosso; os movimentos de quadril lembram Shakira; essa câmera reforça o seu corpo como parte do espetáculo. Vai da MPB ao funk com naturalidade,...

129,711 views • 10 months ago •via X (Twitter)

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O maior problema da teoria de Adorno são os adornianos da opinião pública. Esses intelectuais usam Adorno simplificada (as vzs inconscientemente) para deslegitimar e problematizar gêneros musicais ou até dizer, como o Safatle já disse, que "É o fim da música". O Adorno que eu leio não é tão “fim dos tempos’ assim. No Fetichismo da Música e Regressão da Escuta, Adorno já começa dizendo algo mais ou menos assim: "falar em decadência musical é coisa mais velha que andar pra frente". Pois é, certos intelectuais atrapalham o entendimento do que Adorno trouxe e "indústria cultural" não é um adjetivo usado para inferiorizar gêneros musicais, é uma análise de como TODA A ARTE é vendida e consumida no capitalismo. E isso vale até pra música clássica! Adorno, assim como o doido do Thiagson, também era bem crítico da música clássica de seu tempo. Enxergamos como contraditório o que ainda não conseguimos estabelecer alguma conexão. Adorno não é um inimigo do Funk ou do Sertanejo, ele tem umas ideias que podem nos ajudar. E vamo continuar ouvindo! Pq funk e gostoso demais! Ninguém lê o mesmo livro, ninguém vê o mundo da mesma forma, afinal, o aprendizado é um processo autoral. Não se vê o mundo como ele é, mas vemos o mundo como somo. O Adorno que leio não é igual ao que muita gente de esquerda fala dele. Não se trata de defender Adorno, até porque o capitalismo mudou e as formas de se comercializar arte mudaram que contrariam muito a teoria do Adorno, teoria que nunca foi testada na pratica, como mostrou a Tia DeNora. Mas, se trata de conectar mundos e pensamentos. Aliás, outra coisa que ninguém diz sobre Adorno é que ele "é um obstáculo pra análise Marxista da música", como escreveu Adam Krims… Adorno acreditava no poder da música. É como se a música pudesse transformar a sociedade, ao contrário do que uma análise materialista diria: "é a organização social é quem define a música" Chega de surpresas por hoje! Vamos às referências. Dialética do Esclarecimento de Adorno e Horkheimer Fetichismo na Música e Regresão da Escuta de Adorno After Adorno de Tia DeNora Marxist music analysis without Adorno: popular music and urban de Adam Krims

Thiago B. A. de Souza (Thiagson)

25,993 views • 1 year ago