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ELE É COMPLETAMENTE DESCONTADO MENTALMENTE. Afirmar que o Br é pobre porque sempre foi governado por quem só pensou em si mesmo, depois de 20 anos de PT e no seu terceiro mandato, é ser idiota demais.

269,486 просмотров • 7 месяцев назад •via X (Twitter)

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A música “Everybody Wants to Rule the World”, do Tears for Fears, soa leve, quase inocente. Mas carrega uma verdade incômoda: o poder seduz, corrompe e, quase sempre, transforma homens em reféns de si mesmos. É um retrato atemporal, e, olhando para o Brasil de hoje, parece mais atual do que nunca. Vivemos um tempo em que muitos querem governar, poucos querem servir e raríssimos resistem à tentação de se apaixonar pelo próprio poder. A política virou palco, vaidade, cálculo frio. E nesse cenário, a frase “todo mundo quer governar o mundo” deixa de ser apenas uma constatação e passa a ser um aviso. O que vemos hoje é mais do que disputa política. É uma tentativa clara de reescrever a memória. Apagar, desconstruir e substituir. Não apenas ideias, mas símbolos. Porque ideias podem ser debatidas, mas símbolos mobilizam, despertam e permanecem. E é justamente por isso que a figura de Jair Bolsonaro incomoda tanto. Não porque foi perfeito, nenhum homem é, mas porque representou algo raro: alguém que, ao chegar ao topo, não se moldou completamente ao sistema que deveria dominar. Em um ambiente onde o poder costuma domesticar, ele tensionou. Onde muitos se adaptam, ele confrontou. Onde tantos se encantam com os privilégios, ele manteve, aos olhos de seus apoiadores, uma relação mais direta com o povo e com a ideia de país. E isso, em política, é imperdoável. A música fala que nada dura para sempre. E é verdade. Mas há algo que resiste ao tempo: a memória coletiva. Por isso, o esforço não é apenas derrotar politicamente, é fazer esquecer. É diluir, relativizar, reduzir a uma nota de rodapé aquilo que, para muitos, foi um ponto de ruptura. Como na canção, há um jogo silencioso acontecendo. Não é só sobre governar o mundo, é sobre controlar a narrativa, definir quem foi herói e quem deve ser esquecido. Mas a história não pertence aos que gritam mais alto no presente. Pertence aos que deixam marcas reais. E talvez a grande lição, tanto da música quanto do momento que vivemos, seja essa: o poder passa, a vaidade se dissolve, mas aquilo que é percebido como verdade pelo povo permanece, mesmo quando tentam apagar.

MarioFrias

11,856 просмотров • 3 месяцев назад