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Eu acho curioso como a internet muda completamente a régua dependendo de quem está envolvido. Quando a pessoa é querida, tudo vira "brincadeira", "resenha" e "ela é assim mesmo". Mas será que essa reação seria a mesma se outra mulher fizesse exatamente a mesma coisa com o companheiro da...

122,837 views • 9 hours ago •via X (Twitter)

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O Brasil atravessou uma linha perigosa. Aquela em que a falta de humanidade deixa de ser exceção e vira método. Quando um homem aparece ferido, sangrando, precisando de atendimento médico, e a reação de parte da mídia é o silêncio cínico ou a relativização burocrática, algo essencial já apodreceu. Não se trata de política. Não se trata de direita ou esquerda. Trata-se de um ser humano em sofrimento e de um sistema que escolheu fingir que não vê. A dor não virou pauta. Virou inconveniente. Se fosse um criminoso útil, desses que a engrenagem protege, o protocolo seria automático. Atendimento imediato. Cuidado. Direitos garantidos. Mas quando o alvo é Jair Bolsonaro, a regra muda. A exceção vira norma. A crueldade vira procedimento. E não é só ele. É a família inteira submetida a esse espetáculo de desgaste psicológico. Mulher, filhos, uma filha jovem assistindo à desumanização pública do pai. Isso não é justiça. Isso é punição simbólica, calculada para humilhar, para quebrar, para servir de exemplo. O mais grave é a naturalização disso. Um ministro que decide quem investiga, quem acusa, quem julga e agora, aparentemente, quem merece atendimento médico. A soberania da medicina substituída pela vontade de um homem. Isso não é rigor institucional. É requinte de crueldade. A imprensa, que deveria ser freio, virou correia de transmissão. Silencia quando convém. Noticia quando já não dá mais para esconder. E ainda tenta enquadrar o absurdo como algo normal, administrativo, rotineiro. Não é. Qualquer sistema minimamente civilizado entende que saúde não é favor. É direito. Não depende de simpatia política nem de alinhamento ideológico. Negar isso é cruzar o limite entre Estado de Direito e perseguição. O que se vê não é apenas abuso. É um recado. Calar, prender, condenar e destruir simbolicamente o maior líder político de um campo inteiro. Não basta derrotar politicamente. É preciso apagar, desmoralizar, desumanizar. Ditaduras não começam com tanques na rua. Começam quando a sociedade aceita que um inimigo político possa sangrar sem socorro. Quando a exceção vira regra. Quando a crueldade vira virtude. E o mais assustador é que já nem tentam esconder.

・ Ice ・  Ⅹ ・

14,387 views • 6 months ago

1 - O vídeo é o recorte do evento com as falas do Tarcísio usadas para cortes no seu Instagram E os momentos que foram omitidos. 2- O 1º print é a frase da esposa com a curtida de Tarcísio. 3 - O 2º print são as curtidas da Michelle e o compartilhamento do vídeo de Tarcísio no seu Stories. 1* - Aconteceu uma invocação explícita para “presidente”. A pergunta foi direta. Tarcísio não nega, não reafirma Bolsonaro ou o seu escolhido, sorri, disfarça e silencia. Seja neutralidade por causa do ambiente ou ambiguidade calculada, ambas as posturas destoam quando a pergunta confronta indiretamente um amigo. 2* - Gramaticalmente a frase da esposa se dirige ao marido, não o nomeia como CEO. Não é preciso “assassinar” a vírgula que chama o vocativo (Tarcísio) para inflar desconfianças sobre a não postura do governador. Quem lê a frase como se ela dissesse que o marido é o novo CEO do Brasil, mostra uma leitura equivocada, descontextualizada ou intencionalmente distorcida. Somos melhores do que isso. 3* - A Michelle n faz ressalvas, não reafirma a decisão de Bolsonaro, não reafirma Flávio, não neutraliza a leitura e não bloqueia (se é que é) a narrativa de Tarcísio como presidente. Ao não fazer nada disso, ela permite que o seu gesto seja lido como sinal político, ainda que não verbalizado. Está claro que existem dois lados. Um, puxa para o Tarcísio, outro, puxa para Flávio. Nada do que foi descrito acima é aleatório. Também não são ataques, mas significam algo. O problema não é jogar o jogo político. O problema é fingir que o jogo não está sendo jogado e quem está com quem. Saindo do jogo político, e aqui é onde a coisa complica. Se eu sou a esposa e o companheirismo existe, eu fecho como um escudo do meu companheiro. Se eu sou amiga, idem. Bolsonaro seria fácil meu amigo pessoal, mesmo não sendo, é alguém que valorizo e me importo muito, por isso as posturas de Michelle e Tarcísio ultrapassam o jogo político e confrontam totalmente a minha postura como pessoa. Fechar os olhos pra isso seria como eu bater a porta na minha própria cara.

𝒯𝓈𝓊𝓀𝒾 ☭⃠

49,400 views • 6 months ago