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Ex-presidente do Fluminense, Horcades exalta parceria que fez com Celso Barros, relembra títulos e diz que mudou a história do Fluminense junto com o ex-mandatário da Unimed.

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🚨 | ISOLADO E TRAÍDO EM VIDA, MINIMIZADO APÓS A MORTE: Celso Barros recebe homenagem discretíssima no Maracanã Diretoria cria expectativas e entrega praticamente nada O falecimento do ex-presidente da Unimed, doutor Celso Barros, pegou a todos de surpresa no último fim de semana. Durante o velório no Salão Nobre das Laranjeiras - gentilmente cedido aos familiares - o presidente Mário Bittencourt, acompanhado por outros membros da gestão, incluindo o vice-geral Mattheus Montenegro e o chefe de comunicação, Ronaldo França, prestou suas condolências. Além disso, prometeram aos parentes e amigos uma homenagem à altura do ex-dirigente no Fla-Flu do Maracanã. Tudo ficou no discurso. A expectativa sobre o que seria feito em tributo ao médico era visível. Inicialmente, cerca de 20 ingressos de cortesia foram distribuídos entre o Maracanã+ e o Setor Sul. Pelos corredores do clube, comentava-se sobre conversas entre Mário e Celsinho, filho de Celso Barros, nas quais o presidente teria desenhado uma homenagem espetacular. Acreditava-se em algo grandioso. Ledo engano. Apesar de o time atuar de luto pela morte de Celso, houve apenas a exibição de uma foto do ex-mandatário da Unimed no telão do Maracanã, por um minuto. Nada além disso. Nenhum vídeo, nenhuma mensagem, nenhuma interação institucional. O único gesto partiu da arquibancada, que espontaneamente puxou o grito: “Ah, é Celso Barros!”. Parecia que o doutor havia sido apenas um sócio comum, visitante ocasional das Laranjeiras - e nada mais. Vale lembrar que o departamento de marketing, responsável pela homenagem em conjunto com a comunicação, responde diretamente a Ronaldo França, braço direito do presidente. Celso Barros sempre apontou França como responsável por sua saída do clube, após a publicação de uma nota na coluna de Lauro Jardim - amigo de Ronaldo - insinuando um atrito entre o dirigente da Unimed e Abel Braga. Celso ficou irritadíssimo, negou qualquer problema com Abel e, ao interpretar que Ronaldo teria sido a origem da informação, pediu sua demissão. Mário Bittencourt não permitiu. Desde então, Celso foi gradualmente isolado, a ponto de deixar de receber ingressos e camisas durante um período, mesmo ocupando a vice-presidência do clube. Nem ações simples foram realizadas: nenhuma imagem de Celso celebrando um gol quando o Fluminense balançasse as redes, nenhum vídeo histórico do médico endereçado à torcida - e há vários -, nenhuma entrada em campo com camisas ou faixas carregando seu nome. A sensação foi de uma homenagem culposa: feita sem alma, sem identidade, sem verdadeira intenção de homenagear. Celso via o Fla-Flu como o jogo mais importante. Num ambiente lotado, transmissão para diversos países, atmosfera de celebração incrível, o Fluminense perdeu uma oportunidade única de fazer algo inesquecível. Continuam existindo promessas de outras homenagens, mas nada que se compare com o impacto de um tributo no clássico. Responsável por mudar a história do Fluminense no fim dos anos 90, quando apostou no clube por meio da Unimed e ajudou a reerguer a instituição, Celso foi perdendo prestígio conforme os aportes financeiros diminuíram. Como principal investidor tricolor, conquistou dois brasileiros, uma Copa do Brasil, três Cariocas, além de um vice da Sul-Americana e outro da Libertadores. E, ainda assim, teve no Maracanã um tributo que não condiz com sua dimensão.

Paulo Brito

50,539 views • 9 months ago