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446,921 次观看 • 8 个月前 •via X (Twitter)

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As recentes declarações de Sandro Castro, neto de Fidel Castro, não são apenas surpreendentes - são profundamente constrangedoras para a esquerda que, há décadas, constrói sua identidade política demonizando o capitalismo. Em entrevista a CNN, Sandro afirmou, que muitos cubanos querem sim o capitalismo - e admitiu que, se Donald Trump ajudasse a abrir a economia da ilha e melhorar a vida da população, isso seria bem-vindo. A frase, por si só, implode um dos pilares mais repetidos pela militância de esquerda ao redor do mundo, de que o capitalismo seria uma imposição externa, rejeitada pelos povos. Aqui, o que se vê é o oposto - o desejo nasce de dentro, no coração de um país que vive há décadas sob um regime comunosocialista. E o cenário descrito não deixa espaço para romantização. Apagões constantes, escassez, infraestrutura colapsando. Enquanto isso, o próprio neto de Fidel vive em um apartamento sustentado por gerador, cercado por uma população mergulhada na escuridão. Durante anos, Cuba foi vendida como símbolo de resistência ao “imperialismo capitalista”. Intelectuais, artistas e políticos ao redor do mundo defenderam o modelo cubano como alternativa moralmente superior. Mas agora, é alguém de dentro da própria dinastia revolucionária quem admite - há uma demanda crescente por exatamente aquilo que sempre foi condenado. O que dirá a esquerda radical diante disso? Como sustentar a narrativa de que o capitalismo é o grande vilão quando até mesmo em Cuba - sob um dos regimes mais ideologicamente fechados do mundo - surgem vozes pedindo sua adoção? A declaração de Sandro Castro é um sintoma de esgotamento. Um sistema que já não consegue convencer nem os seus próprios herdeiros. E talvez seja esse o ponto mais gritante de todos; não é o “inimigo externo” que está questionando o modelo cubano, é o sobrenome Castro.

Karina Michelin

23,425 次观看 • 5 个月前