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Flávio Bolsonaro diz que “prisão perpétua é inconstitucional” e que não é a favor da pena de morte. Senador afirmou que criminosos devem ficar bastante tempo presos “para refletirem e pararem de cometer crimes”.

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O debate completo dos 20 esquerdistas ainda não saiu, mas eu queria aproveitar e fazer um comentário sobre esse corte aqui, do Mamãe Falei e o Tamir Felipe. O Tamir tá certo quando diz que o estudo do Pery Shikida não conclui defendendo pena de morte, isso é fato. Só que isso não apaga o dado que está dentro do estudo, e esse dado é objetivo: 41,9% dos presos disseram que, se existisse pena de morte, não teriam cometido o crime, e 40% afirmaram o mesmo se houvesse prisão perpétua. Ou seja, o estudo mostra de forma empírica o quanto a severidade da punição tem peso real na decisão de cometer ou não um crime. O erro do Tamir é tentar desqualificar o argumento partindo de uma leitura moral e não empírica. Ele foca em dizer o que o autor não defendeu, mas ignora completamente o que os dados revelam. O Shikida não tá pregando pena de morte, ele tá mostrando que o comportamento criminoso segue uma lógica econômica. É a aplicação direta da teoria do Gary Becker: o criminoso age como um agente racional, calculando o custo e o benefício do ato. Se o risco é baixo e o ganho é alto, ele comete o crime. É simples. O problema é que, no Brasil, o custo do crime é ridículo. Quando quase metade dos presos diz que não teria cometido o crime se houvesse pena de morte ou prisão perpétua, isso mostra que a punição pesa sim na equação racional do criminoso. O Tamir tenta transformar isso numa disputa de princípios, mas ignora o essencial: é sobre entender que a impunidade é o que alimenta o cálculo econômico do crime.

Lopez

99,176 просмотров • 9 месяцев назад