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Lula alertou, em cúpula internacional sobre inteligência artificial, que a tecnologia não pode ficar sob controle das big techs e das potências globais, sob risco de aprofundar desigualdades, manipular democracias e violar a soberania dos países. Ao defender uma governança internacional liderada pela ONU, multilateral e voltada ao desenvolvimento,...

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🚨 MENINAS E MULHERES ESTÃO EM RISCO A Comissão da Mulher, junto com a Comissão Especial da Inteligência Artificial, debateu hoje o risco que a inteligência artificial representa às meninas e mulheres do nosso país por meio dos chamados deep nudes. Vivemos um cenário abismal, no qual as big techs estão LUCRANDO com material porn*gráfico de crianças e adolescentes gerados a partir da inteligência artificial. É algo que vai muito além do que expôs o youtuber Felca, por exemplo. Hoje, alguém pode simplesmente fotografar uma CRIANÇA na rua e, a partir da inteligência artificial, transformar esta foto em um conteúdo criminoso, porn*gráfico e, ao lado das big techs, lucrar ou se satisfazer com ele. Este é um debate que precisa ser feito com seriedade, pois estão em risco justamente aquelas que já não têm poder algum. Coloca em risco as meninas, coloca em risco as minorias sociais e, no país do "estup*o corretivo" e da transfobia, coloca em risco a comunidade LGBTQIA+. Fico feliz de, como membra de ambas as Comissões, ao lado de organizações sérias, profissionais e especialistas que estudam isso há anos, poder trabalhar e contribuir com este debate. Um debate por REGULAMENTAÇÃO e pela integridade física e psicológica das crianças e mulheres do país. E, infelizmente, mais um debate que as autointituladas "feministas radicais" se recusaram a participar. Preferem continuar perseguindo, com uma ajudinha da extrema-direita e das big techs, as existências trans.

ERIKA HILTON

114,986 Aufrufe • vor 10 Monaten

🇺🇸🇨🇳 O que vimos em Munique é estarrecedor, e parece ter saído de uma ficção distópica. Marco Rubio defendeu uma ditadura militar global. Uma ditadura sanguinária, violenta e sem leis. Uma ditadura chefiada pelos EUA, naturalmente, apoiada pelos vassalos do "Ocidente", sem pedir "permissão" a ninguém. Ou seja, os EUA defendem hoje que o direito internacional seja substituído por uma tirania imperial, hostil à soberania dos povos e ao multilateralismo. Há algo, porém, profundamente irônico na fala de Rubio. É macabro, mas irônico que os Estados Unidos tenham se convertido no maior inimigo de um sistema baseado em regras democráticas, em que as decisões que afetam a comunidade internacional sejam tomadas coletivamente, entre iguais, com respeito ao direito de todos. Num cenário como esse descrito por Rubio, países como o Brasil não teriam nenhum direito, nenhuma proteção, e estaríamos totalmente vulneráveis a todo tipo de violências. Toda essa diatribe de Rubio foi precedida por uma longa exaltação das violências imperiais dos séculos passados, seguida de um lamento pelas lutas anticoloniais que puseram fim a séculos de opressão. Não é um discurso sutil. Não há ambiguidade ou metáforas. Rubio defende, sem que seus aliados sejam "acorrentados pela culpa e pela vergonha" (sim, ele usou essa expressão), uma espécie de recolonização do Sul Global. Francamente, eu sempre paro para pensar, nesses momentos, no que as nossas elites políticas acham desse tipo de barbárie. O que pensam, no Brasil, os militares, os bolsonaristas, Tarcísio, e a direita "nacionalista" de um Aldo Rebelo, dessa convocação medieval à tirania, à violência imperial, e à destruição de um direito internacional que o mundo vem tentando construir desde o fim da II Guerra? Naturalmente, Rubio também tenta demolir retoricamente qualquer resquício de respeito que deveríamos ter pela ONU. O secretário trata a ONU como um entulho incômodo e caro, que não conseguiu resolver nenhum dos conflitos recentes, como o da Ucrânia, Gaza e Irã. Ele finge ignorar, por óbvio, que foram os EUA que vêm bloqueando, deliberadamente, unilateralmente, isoladamente, qualquer decisão da ONU ou da comunidade internacional. Felizmente, a fala de Rubio não ficou sem contraponto na Conferência de Segurança em Munique. O orador seguinte foi ninguém menos que Wang Yi, ministro de Relações Exteriores da China. Wang Yi e Rubio ocupam funções equivalentes na hierarquia de seus governos. O contraste não poderia ser mais esclarecedor sobre que nações, hoje, defendem um direito internacional democrático, humanista, baseado no respeito mútuo entre os povos, e quem defende uma ditadura dos mais fortes sobre os mais fracos. Wang Yi agiu como o verdadeiro porta-voz não apenas do Sul Global, mas da Maioria Global. O chanceler chinês defendeu a ONU — "Sem ela, o mundo retornaria à lei da selva, onde os fortes predam os fracos" — e disse que os grandes países devem liderar pelo exemplo: "cooperação em vez de confronto, igualdade em vez de imposição". Wang Yi defendeu mais "democracia nas relações internacionais" e que os assuntos globais devem ser decididos por todos. A soberania dos povos e das nações jamais deve ser violada, é o recado da China. Legendamos e dublamos trechos emblemáticos dos dois discursos, para vocês julgarem com os próprios olhos. Um celebra impérios escravocratas e sanguinários, e lamenta que estes entraram em declínio no pós-guerra. Outro defende a igualdade entre nações, um direito democrático internacional, e comemora a ascensão do Sul Global. Munique 2026 expôs o confronto geopolítico e ideológico que vai definir o século XXI. De que lado o Brasil vai ficar, a propósito, vai depender do país que emergir das urnas em outubro deste ano.

O Cafezinho 🇧🇷

72,848 Aufrufe • vor 4 Monaten

Após Donald Trump afirmar que o Brasil vive uma situação “politicamente complicada” e “perigosa”, além de demonstrar preocupação com as medidas judiciais envolvendo Eduardo Bolsonaro, coube ao jornalista Américo Martins, da CNN, levar o tema diretamente a Lula. A resposta de Lula não respondeu ao centro da crítica. Trump não havia questionado as urnas eletrônicas, sua declaração estava concentrada no ambiente político e jurídico do país e na situação enfrentada por Eduardo Bolsonaro. Mesmo assim, Lula dedicou grande parte da resposta a defender o sistema eleitoral brasileiro “infalível” das urnas eletrônicas e a exaltar a rapidez da apuração dos votos. Questionado sobre insegurança jurídica e sobre a percepção internacional de que adversários políticos estariam sendo alvo de medidas cada vez mais duras, Lula respondeu falando das urnas. Questionado sobre a preocupação manifestada por Trump em relação ao cenário político brasileiro, respondeu atacando bolsonaristas que vivem nos Estados Unidos. Ao falar em soberania e em não permitir interferências externas, Lula parece ignorar que, às vésperas das eleições de 2022, representantes do governo Biden chegaram a atuar diretamente junto a autoridades brasileiras para discutir o processo eleitoral. O então diretor da CIA, William Burns, e o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, transmitiram recados claros ao governo Bolsonaro sobre as eleições. É difícil sustentar que não houve qualquer influência externa quando integrantes do governo americano se envolveram de forma tão direta em um dos momentos políticos mais sensíveis da história recente do Brasil. E vale lembrar - isso aconteceu sob Joe Biden, não sob Donald Trump.

Karina Michelin

23,353 Aufrufe • vor 19 Tagen