Video wird geladen...
Video konnte nicht geladen werden
mas afinal, o que é J-Splatter?
48,001 Aufrufe • vor 1 Jahr •via X (Twitter)
22 Kommentare

o primeiro uso desse termo data de 1978, quando George A. Romero usou para se referir ao seu próprio filme, Dawn of the Dead. "Splatter" significa, literalmente, "respingar", se referindo ao sangue jorrando nesses filmes. na verdade, podemos ver traços disso desde antes.

o filme Blood Feast (1963) é considerado por muitos como o primeiro splatter do cinema, e o filme I Drink Your Blood (1971) foi um dos primeiros a receber uma classificação indicativa adulta por conta da violência, e não da nudez.

mas voltando pro final dos anos 70/início dos anos 80, quando o termo splatter já havia sido criado, houve uma crescente desses filmes de violência extrema, como Cannibal Holocaust (1980), Evil Dead (1981), Re-Animator (1985), Hellraiser (1987) e a série Guinea Pig no Japão.

nessa época a Toei criou o V-Cinema, que foi uma indústria de filmes direto para o vídeo, ou seja, sem lançamento no cinema do Japão. usado tanto para filmes mais maduros quanto para sequências e spin-offs de séries de tokusatsu.

o V-Cinema é extremamente importante pois havia mais liberdade no lançamento direto para vídeo, possibilitando muitas ideias criativas que viriam a se formar, especialmente relacionadas à violência.

em 1989, Shinya Tsukamoto lançou Tetsuo: The Iron Man, que contava com um body horror incrível e teve uma ótima recepção internacional. esse filme solidificou as ideias do que, alguns anos depois, viria a ser o J-Splatter, ou Japanese Splatter.

é difícil apontar exatamente qual foi o primeiro J-Splatter, mas se fosse para dizer um, eu escolheria Anatomia Extinction, do diretor Yoshihiro Nishimura, lançado em 1995. O primeiro filme do diretor, já com sua marca registrada de efeitos práticos incríveis.

a partir desse ano, começamos a receber vários filmes que consolidaram o gênero como é conhecido hoje. em 1996, Splatter: Naked Blood do Hisayasu Sato. um ano depois, Full Metal Yakuza, do Takashi Miike. em 99, Wild Zero mostrou o J-Splatter assumindo esse caráter de comédia.

chegando nos anos 2000, foi lançado Ichi the Killer, um dos filmes mais famosos do gênero. esse filme já tomou as ideias de sangue jorrando e body horror e o levou para o extremo do ridículo, ao ponto de ser engraçado (ou nojento, ou ambos).

em 2003 e 2005, Yudai Yamaguchi fez Battlefield Baseball e Meatball Machine, mais dois filmes com histórias absurdas e o último tendo a maquiagem e efeitos realizados pelo Yoshihiro Nishimura.

Nishimura que, decidindo contar novamente a história do engenheiro de Anatomia Extinction, pela visão da polícia, lançou Tokyo Gore Police, em 2008, com certeza o J-Splatter mais famoso de todos.

vale mencionar que no mesmo ano Noboru Iguchi lançou The Machine Girl, entrando com tudo no gênero e para ficar, pois logo um ano depois ele fez RoboGeisha, e o Nishimura se juntou com Naoyuki Tomomatsu para Vampire Girl vs Frankenstein Girl.

com o sucesso do J-Splatter no início de 2010, foi fundada a produtora Sushi Typhoon, uma subsidiária da Nikkatsu Corporation, o estúdio cinematográfico mais antigo do Japão.

a Sushi Typhoon foi criada com a intenção de criar filmes de terror, ficção científica e fantasia de baixo orçamento voltados para um público internacional, com seu criador sendo o produtor Yoshinori Chiba e o diretor Takashi Miike como "líder principal".

infelizmente, a Sushi Typhoon entrou em um hiato indeterminado no início de 2012, e não produziu novos filmes desde então, tendo apenas 7 filmes nos seus 2 anos de existência, sendo eles:

Mutant Girls Squad, uma parceria do Yoshihiro Nishimura, Noboru Iguchi e Tak Sakaguchi Alien vs Ninja do Seiji Chiba Cold Fish, do famoso diretor Sion Sono Helldriver, do Nishimura

Yakuza Weapon, do Tak Sakaguchi Deadball, uma espécie de remake do filme Battlefield Baseball, novamente pelo Yudai Yamaguchi E Karate-Robo Zaborgar, do Noboru Iguchi

o fim da Sushi Typhoon em 2012 também marcou a queda de popularidade do J-Splatter, ficando muito mais escasso do que durante os anos 90 e 2000, mas ainda existem alguns destaques que valem a pena mencionar, como:

Dead Sushi (2012) do Noboru Iguchi Gun Woman (2014) do Kurando Mitsutake Bloody Chainsaw Girl (2016) do Hiroki Yamaguchi Meatball Machine Kodoku (2017) um retorno do Nishimura ao gênero

Rise of the Machine Girls (2019), uma espécie de sequência/remake de The Machine Girl, dirigido pelo Yuki Kobayashi e nesta década, teve Lion-Girl (2023) do Kurando Mitsutake

e esse foi um breve sumário e explicação do Splatter e J-Splatter, gênero que não é tão comentado assim e caiu bastante de popularidade nos últimos 10 anos, mas vale a pena olhar para essas gemas escondidas. e todos os filmes japoneses mencionados já estão no catálogo da página!

nós da página vamos continuar indo atrás de cada vez mais J-Splatter ainda desconhecidos, mas também nos permitimos postar outros gêneros do exploitation japonês, até por eles mesmos também serem um pouco inacessíveis em português. é isso, obg pelo apoio smp <3
