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Michelle Bolsonaro estar no Ceará não é turismo, não é fuga, não é insensibilidade. É estratégia. Hoje, entre as cidades mais perigosas do Brasil, várias estão no Ceará. E quem está lá, enfrentando o sistema de frente, é o senador Eduardo Girão, candidato ao governo e Michelle é peça...

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Eduardo falou o óbvio que muita gente já está vendo e fingindo que não vê. Nikolas e Michelle jogando lado a lado nas redes, compartilhando um ao outro, fortalecendo narrativa paralela, enquanto a eleição real está polarizada. Ele foi claro. A disputa é Flávio Bolsonaro contra Lula. Não é tese acadêmica. Não é especulação. É cenário político concreto. Nikolas está no primeiro mandato. Michelle sequer tem mandato. Ambos sabem ler ambiente político. Não precisam de reunião estratégica para entender onde está a batalha principal. A pergunta que fica é simples e incômoda: se a eleição é essa, por que o silêncio seletivo? Eduardo Eduardo Bolsonaro🇧🇷 não acusou, não gritou, não fez teatro. Ele apenas expôs a incoerência. Disse que não viu apoio da Michelle ao Flávio. Disse que ela compartilha Nikolas toda hora. Disse que parece haver uma amnésia estratégica. E ele tem razão. Em política, silêncio também é posicionamento. Não apoiar publicamente quem representa o campo principal numa eleição polarizada é escolha. Não é distração. Não é acaso. É cálculo. Ele ainda foi cuidadoso. Disse que não queria gerar polêmica. Que é pergunta que deve ser feita a eles. Mas o ponto está lançado. Se o adversário é Lula, a prioridade deveria ser inequívoca. Política não é rede social de amizade. É alinhamento estratégico. Se o campo conservador começa a dispersar foco no momento crucial, não adianta depois reclamar do resultado. Eduardo apenas verbalizou o que muitos já perceberam: a eleição tem dois polos. E quem finge que não vê isso está, no mínimo, jogando outro jogo.

・ Ice ・  Ⅹ ・

23,286 просмотров • 4 месяцев назад

Perseguir um líder evangélico no Brasil é brincar com fogo. Quem faz isso não entende nada do nosso povo. Não sabe o que significa mexer com a fé de quem carrega na alma a memória de que Jesus foi perseguido e avisou: “sereis perseguidos por causa do meu nome”. O pastor Silas Malafaia nunca foi unanimidade entre os evangélicos — e nem precisa ser. Mas no momento em que um pastor é atacado pelo sistema, não é mais sobre ele. É sobre o Evangelho. E nesse ponto não existe divisão: a igreja entende perseguição como “guerra santa”. Não com armas, mas com fé, resistência e disposição de lutar até o fim. Silas disse hoje em entrevista o que todo mundo precisa ouvir: “o maior erro é perseguir alguém que não tem medo”. Ele não tem medo de críticas, não tem medo de eleições de morais, não tem medo de ser preso. Quem persegue alguém assim só alimenta a chama. E a história da Igreja prova isso. Jesus não teve medo da cruz por um pecado que não era d’Ele. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Paulo passou anos preso em Roma, de onde escreveu cartas que até hoje sustentam a fé cristã. Para o evangélico, até a prisão é lucro. Ser perseguido é honra. É saber que está no caminho certo. Dobrar a aposta contra os evangélicos é cutucar o nicho mais mobilizável do Brasil. A perseguição não enfraquece a igreja, ela fortalece. A igreja cresce todos os dias e, segundo prognósticos, será maioria no Brasil até 2032. Depois disso, o 7 de setembro tem tudo para ser infinitamente maior do que vocês podem imaginar.

Anita

41,209 просмотров • 11 месяцев назад

Essa frase não é inocente. É baixa. E é baixa porque se esconde atrás de um tom supostamente analítico para fazer um rebaixamento simbólico calculado. "O Lula mesmo, há oito anos, estava preso [...] hoje é presidente da república. Então, ASSIM COMO, também Bolsonaro, agora está preso e quem sabe: pode também virar o presidente da república, né?! Pelo visto brasileiro gosta de um ex-presidiário". Quando se diz que Lula esteve preso e hoje é presidente e em seguida se acrescenta “assim como Bolsonaro”, o que se faz não é uma constatação histórica neutra. É um enquadramento. Não se comparam crimes, dizem. Mas se igualam trajetórias. Não se misturam contextos, dizem. Mas se coloca tudo no mesmo pacote narrativo. O efeito é imediato e proposital. Bolsonaro deixa de ser vítima de perseguição e passa a ser tratado como mais um personagem do folclore nacional do ex presidiário reciclável. Isso não é leitura fria do cenário. É normalização da injustiça. Bolsonaro não está preso porque o sistema falhou. Está preso porque enfrentou o sistema. Lula voltou apesar do sistema. Bolsonaro está sendo esmagado por ele. Tratar essas duas realidades como equivalentes é desonestidade intelectual travestida de pragmatismo político. E quando se arremata com a frase de que o brasileiro gosta de ex presidiário, o desprezo fica completo. O problema deixa de ser o Judiciário, a perseguição seletiva, o jogo de poder e passa a ser o povo. Como se tudo fosse fruto de uma tara cultural, não de engenharia política, narrativa judicial e manipulação contínua. É a terceirização da culpa em sua forma mais confortável. Essa fala não fortalece Bolsonaro. Ela o dilui. Não denuncia o sistema. Ensina a conviver com ele. Não aponta a injustiça. A transforma em precedente. É o tipo de discurso que não se queima com ninguém. Agradável ao establishment, palatável ao centro, seguro para quem quer parecer maduro, institucional e viável. Enquanto isso, o símbolo é amortecido. O perseguido é normalizado. A exceção vira estatística. Isso não é defesa. É acomodação. Não é coragem. É conveniência. Colocar Bolsonaro nessa moldura não é protegê-lo. É torná-lo administrável. É dizer, em outras palavras, que tudo está dentro do jogo, que basta esperar o tempo passar, que a injustiça pode ser digerida como estratégia. E quando a injustiça vira estratégia, quem ganha não é o perseguido. Ganha quem espera a vez sem precisar enfrentar nada.

・ Ice ・  Ⅹ ・

35,940 просмотров • 7 месяцев назад