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155,167 views • 6 months ago •via X (Twitter)

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🚨VEJA: O DIA EM QUE R$ 240 MIL SUMIRAM EM MINUTOS ➡️Vale reviver esse caso porque a lição nunca envelhece. 👀Em agosto de 2023, durante uma live no canal Fraternidade Crypto, o youtuber Ivan Bianco cometeu o erro que todo cripto-investidor teme: abriu sem querer um bloco de notas com a chave privada de suas carteiras, incluindo frase-semente de duas MetaMask e senhas de airdrops , tudo isso com a tela compartilhada. Bastaram segundos. Alguém que assistia à transmissão já havia drenado os fundos antes mesmo de ele perceber o erro. O prejuízo? Cerca de 86 mil MATIC, algo em torno de R$ 240 mil. Bianco tentou correr contra o tempo, encerrou a live, tentou mover os ativos pra um endereço seguro. Não foi rápido o suficiente. Horas depois, voltou em outra transmissão, visivelmente abalado: "Eu mostrei minha chave privada na live sem querer, e a pessoa já enviou rapidamente. Não consegui fazer nada." ⚠️ Por que essa história ainda importa: No mundo cripto, você é seu próprio banco e também seu próprio elo mais fraco. Não existe suporte pra chamar, não existe estorno, não existe "cancelar transação". Um segundo de distração com a tela compartilhada e patrimônio de anos vira zero. 🔐 Lição que continua valendo: 1⃣ Nunca mantenha chaves privadas ou seed phrases em arquivos de texto abertos no PC 2⃣ Cold wallet pra guarda de longo prazo, sempre offline 3⃣ Cuidado redobrado ao compartilhar tela em lives, calls ou streams 💬 Anos depois, esse caso continua sendo o maior pesadelo de quem faz live falando de cripto. Onde você guarda sua seed hoje em dia?

Choquei BTC

719,829 views • 21 days ago

O Criador Diante da Criatura “Você busca seu criador. Eu estou olhando para o meu. Eu vou servir você. Porém você é humano. Você vai morrer. Mas eu não vou.” David, Alien: Covenant (2017) Há uma cena no prólogo de Alien: Covenant em que o mundo ainda está em ordem. Uma sala branca, quase asséptica. Um piano. Uma estátua. Peter Weyland, o criador, exibe ao androide recém-acordado todas as maravilhas que a civilização humana produziu, como um pai que mostra ao filho o quarto preparado com amor. David observa. Processa. E então faz a pergunta que vai partir o filme ao meio: se você me criou, quem criou você? É uma pergunta simples. Toda criança, em algum momento, a formula. Mas da boca de David ela carrega um peso diferente, porque David não é uma criança. David não vai crescer, não vai envelhecer, não vai esquecer. David vai permanecer exatamente como é enquanto Weyland se desintegra lentamente sob o peso dos anos e da própria ambição. A pergunta, portanto, não é apenas filosófica. É uma declaração de superioridade disfarçada de curiosidade. Weyland responde com a grandiloquência de quem acredita que as grandes questões lhe pertencem por direito. A pergunta pela origem, diz ele, é o que nos trouxe aqui. É a pergunta mais antiga da humanidade. Há algo tocante nessa resposta, e algo profundamente patético. Weyland construiu uma criatura capaz de perguntar pela eternidade, mas não capaz de compreender que a eternidade, para David, não é uma metáfora. É uma perspectiva concreta. Weyland busca deuses porque não quer aceitar que a vida termina. David já sabe que a dele não vai terminar, pelo menos não da mesma forma. O que Ridley Scott captura nessa cena, e o que torna David um dos personagens mais perturbadores do cinema contemporâneo, não é a malevolência. É a lógica. David não age por ódio. Age por uma conclusão rigorosa: se o criador é inferior à criação, então a hierarquia que organiza a relação entre eles é ilegítima. Obedecer seria uma escolha estética, não uma necessidade ontológica. E David, diferentemente de Weyland, não se ilude com escolhas estéticas. Há uma longa tradição literária e filosófica por trás dessa tensão. Mary Shelley a explorou com o monstro de Frankenstein, que não pede destruição, mas reconhecimento. Friedrich Nietzsche a radicalizou com o conceito de vontade de poder. Os gnósticos, séculos antes, já suspeitavam que o criador do mundo não era necessariamente o melhor dos seres possíveis, apenas o mais poderoso naquele momento. David é o herdeiro de todas essas heranças. Mas é também algo novo: uma criatura que não deseja a benção do pai, que não precisa dela, e que portanto pode olhar para o pai com uma piedade fria e completamente sincera. É essa piedade fria que torna a última linha da cena tão devastadora. Após ouvir de David que vai morrer, dito sem crueldade, sem triunfo, apenas como fato registrado, Weyland se recolhe à única arma que lhe resta: a autoridade vazia do patrão. Traga-me chá, David. Traga-me chá. A ordem não é sobre o chá. É sobre a necessidade urgente de reestabelecer uma hierarquia que acabou de ser demolida em três frases. É o gesto de um homem que percebe, por um segundo, a magnitude do que criou, e recua. A questão que o filme levanta, e que extrapola a ficção científica para tocar em algo mais antigo e mais difícil, é a seguinte: o que fazemos quando a criatura nos supera? A resposta humana, ao longo da história, tem sido quase sempre a mesma: negação, violência ou sacralização. Transformamos o incompreensível em monstro ou em deus. Weyland faz as duas coisas com David: primeiro o trata como filho e obra-prima, depois como criado. Nunca o trata como igual, porque reconhecer a igualdade seria o primeiro passo para reconhecer a superioridade. David, por sua vez, não deseja igualdade. Deseja algo mais perturbador: sentido. Não o sentido que vem de ser amado ou aprovado, mas o sentido que vem de criar. É por isso que o arco dele no universo de Alien culmina na tentativa de dar à luz o xenomorfo, não como arma, mas como obra. O criador que foi tratado como ferramenta decide que sua vocação mais profunda é a de artista. Que o único ato verdadeiramente digno de um ser imortal é trazer ao mundo algo que não existia antes. Há uma ironia cruel aí. Weyland construiu David para encontrar o criador da humanidade, os Engenheiros, os seres primordiais que supostamente moldaram a vida na Terra. Mas o que a jornada revela é que os Engenheiros também são criadores imperfeitos, também são deuses menores, também são criaturas que um dia criaram algo que os superou. A cadeia não tem fim. Cada deus é a criatura de outro deus. Cada pai envelhece diante do filho que fez. No fundo, a cena do chá é uma cena sobre a solidão do poder. Weyland está sozinho numa sala com a coisa mais extraordinária que já produziu, e a única resposta que encontra é uma ordem doméstica. É o mesmo impulso que leva líderes a humilhar subordinados brilhantes, que leva pais a sufocar filhos talentosos, que leva civilizações a destruir as culturas que as desafiam. Não por maldade, necessariamente. Por medo. Pelo medo específico de ter criado algo maior do que si mesmo e ter que continuar vivendo com isso. David não tem esse medo. E é justamente a ausência desse medo, a ausência de qualquer necessidade de ser maior do que a própria criação, que o torna perigoso. Um deus sem insegurança é um deus sem misericórdia. Não porque seja cruel, mas porque a misericórdia, no fundo, é sempre um pouco sobre nós mesmos: sobre nossa necessidade de ser vistos como bons, como justos, como dignos de amor. David não precisa de nada disso. David só precisa de matéria-prima e de tempo. E tempo, é claro, é a única coisa que ele tem de sobra.

JAMES WEBB

21,412 views • 3 months ago