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O 7 de Setembro marca a independência, a liberdade e a soberania do Brasil. É inadmissível que políticos estimulem ataques à pátria; são traidores que a história não perdoará. A fala de Lula é um golpe contra o país, pois distorce a realidade. Não há conspiração externa, mas sim...

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O que deveria ser a maior festa cívica do Brasil transformou-se em um vexame histórico. Neste domingo, 7 de Setembro, nenhum dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal compareceu ao desfile na Esplanada dos Ministérios; a ausência da Corte, somada ao esvaziamento popular, mostra o isolamento político de Lula e a crise de legitimidade de seu regime. O Palácio do Planalto anunciou que esperava 50 mil pessoas. A realidade é outra, arquibancadas vazias, ruas desertas e um presidente desfilando para ninguém. Para tentar esconder o fracasso, lotaram o evento de militares, estudantes militantes e servidores públicos. O povo - que não compareceu - seria mantido longe da Esplanada por barreiras e cordões de isolamento. Lula, em um Rolls-Royce que já levou presidentes aclamados, atravessou avenidas sem aplausos, sem povo, sem Brasil. As imagens dispensam interpretações, um presidente isolado, ministros do STF ausentes e uma Esplanada vazia. É o retrato de um regime que se sustenta em propaganda enganosa e aparato de Estado, mas não encontra respaldo nas ruas. O desfile de 7 de Setembro ficará marcado como mais um espetáculo artificial e constrangedor, digno dos regimes soviéticos, em que se monta um palco para mascarar o vazio da realidade. Só que, desta vez, nem a encenação conseguiu esconder o fracasso. As manifestações pela Anistia, estas sim, mostrarão de que lado o povo realmente está - não atrás de cordões de isolamento, mas nas ruas, em voz alta, contra a farsa e contra o regime que tenta usurpar a verdadeira soberania nacional.

Karina Michelin

292,988 Aufrufe • vor 10 Monaten

A recente declaração do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e, com coragem, estamos construindo uma República independente e cada vez melhor”, não apenas escancara a contradição entre discurso e realidade, mas revela o cinismo de quem, sob a máscara da bravata institucional, subjuga liberdades enquanto proclama independência. É fácil exaltar a soberania quando se tem o controle sobre o debate público, suprimindo vozes dissidentes e rotulando qualquer questionamento como ameaça à “democracia”. Em meio a uma crise diplomática sem precedentes, a fala de Moraes soa como um grito de independência hipócrita, um teatro de “soberania” para agradar a militância domesticada. A contradição salta aos olhos: enquanto se apresenta como guardião da democracia, sua postura autoritária tem sido alvo de críticas internacionais, a ponto de o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA buscar barrar sua entrada no país, classificando-o como um pária do mundo livre. Seria essa a “República independente e cada vez melhor” que ele defende? Ou apenas um Estado em que a independência é discursiva e a submissão se expressa nos atos? Se o Brasil fosse, de fato, uma nação independente, figuras como Moraes não precisariam se justificar diante de potências estrangeiras através de uma carta do Itamaraty, relatando seus “pecados”. A necessidade de se defender fora do país é, por si só, a confissão de que nossa soberania ainda é uma peça de ficção. E mais: que tipo de “coragem” é essa que se traduz não na garantia de uma democracia plural e livre, mas no controle crescente e absoluto sobre a sociedade? A batalha entre Moraes e o Congresso norte-americano não apenas expõe a fragilidade e hipocrisia da soberania brasileira, mas deixa claro que a independência que ele proclama existe apenas nos discursos convenientes. O Brasil continua vulnerável a interesses externos, enquanto internamente, vê suas instituições moldadas por vontades políticas ideológicas que atropelam princípios básicos do Estado de Direito. Se Moraes realmente deseja provar que o Brasil é uma República independente e em progresso, deveria começar garantindo que a liberdade de expressão e a separação de poderes não fiquem reféns de conveniências ideológicas. Do contrário, sua declaração não passa de mais um retórica vazia e mal-intencionada, um “grito de independência” que não convence a população civil diante de tanta tirania.

Karina Michelin

41,723 Aufrufe • vor 1 Jahr