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O Brasil parece ter perdido completamente o rumo. Em vez de responsabilizar quem esteve envolvido em decisões que abriram caminho para descontos ilegais sobre aposentados e pensionistas, o INSS promove uma servidora ligada ao escândalo. É um absurdo que desafia qualquer noção de respeito ao cidadão que trabalhou a...

15,108 views • 3 months ago •via X (Twitter)

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Caro Pedro Dória, no vídeo o senhor também diz o seguinte: "O presidente fala ao microfone que tem de investigar o filho e, no outro dia, o diretor da Polícia Federal tira da função o delegado que mandou investigar o filho do presidente. No terceiro dia, o mesmo filho do presidente, ó, se muda para a Espanha." A cronologia publicamente disponível é bem diferente. As próprias mensagens de Roberta Luchsinger mostram que, em janeiro de 2025, ela já dizia que Lulinha e família se mudariam para a Espanha antes de junho. A Operação Sem Desconto, que revelou o escândalo do INSS, teve sua primeira fase em abril. Em julho de 2025, as primeiras reportagens noticiam que Lulinha já tinha se mudado pra Espanha, mas não citavam o escândalo do INSS. O nome de Lulinha começa a aparecer no dia 4 de dezembro, já em meio aos trabalhos da CPMI. A imprensa começa a tocar no assunto e, no dia 15, uma sexta-feira, o diretor da PF Andrei Rodrigues foi perguntado se Lulinha entraria nas investigações. Andrei respondeu que "infelizmente surgiu essa possibilidade" e foi muito criticado por ambos os lados. Alguns petistas reclamaram da especulação sobre uma investigação em sigilo. Antipetistas reclamaram do advérbio 'infelizmente'. No dia 18, segunda-feira seguinte à entrevista de Andrei, Roberta Luchsinger foi alvo de operação da PF pela primeira vez. Dada a proximidade entre Lulinha e Roberta, a suspeita contra o filho do presidente ganhou muita força com a operação. Horas depois, Lula deu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto e defendeu a PF, falando pela primeira vez que o filho seria investigado como qualquer outro cidadão. A troca do delegado responsável ocorreu seis meses depois, em maio de 2026. Segundo a PF, o próprio delegado pediu pra sair do cargo em que estava porque queria morar em Minas Gerais, seu estado natal. Ainda segundo a PF, o resto da equipe continuou no caso. Nesse meio tempo, todo mundo já sabia que o nome de Lulinha tava nas investigações, mas o delegado continuou na função. Por isso, xará, o senhor pode até duvidar da versão da PF. Só não dá pra omitir a versão da PF, atribuir a decisão ao Diretor Geral e bagunçar completamente a cronologia. Se o senhor tiver algum fato novo para rebater a PF, vale a pena apresentar as devidas fontes. No governo anterior, as pessoas falavam em notas públicas de associações de servidores sobre dezenas de casos em que os delegados foram transferidos bem no início das investigações. Não basta uma transferência para caracterizar inferferência. Concluo no tuíte a seguir, o último e mais curto dos três.

Pedro Menezes

11,570 views • 1 month ago