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O discurso do Matheus é típico da extrema direita: “A esquerda se apropria das pautas das minorias para ter palco.” Na cabeça dele, pessoas como Milena jamais seriam capazes de ter uma amizade real com pessoas como Ana Paula. E o pior: ele se sente no direito de falar...

233,746 views • 6 months ago •via X (Twitter)

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Vou assistir reality como ele é e não como querem que eu assista. No fim, é pra isso que ele existe: pra gente julgar, analisar e tirar conclusões sobre os participantes. Esses foram os principais destaques de ontem no #BBB26 . E, de quebra, deixo um edit pra mostrar como eu li tudo isso. Milena é uma mulher negra, chamada por brancos de “leva e traz”, que não engole calada. Ela se defende com as próprias armas do jogo e não aceita ser enquadrada como se não tivesse direito de reação. Leandro é um homem preto que usa as ferramentas do reality pra puxar os adversários de volta pro óbvio: aqui é BBB, é conflito, é escolha. Ele força a casa a encarar que neutralidade também é movimento e que, sim, em algum momento você precisa tomar partido. Ana Paula é uma participante branca atacada de forma sistemática não pelo que faz dentro do jogo, mas pelo que representa fora dele. Ideias políticas e pautas externas viraram munição constante. E aqui é importante não romantizar nem inverter a lógica: ela é branca, então não é sobre ela “precisar suportar tudo” é sobre como o debate externo atravessa o jogo e vira perseguição, mesmo quando a régua pesa diferente pra pessoas diferentes. Sol é uma mulher preta ferida por uma sociedade racista e adoecida, e a dor dela vira instrumento na mão das pessoas erradas, inclusive pra atingir outra mulher. E isso é inflamado por um homem sem limite, que usa a ferida como estratégia, empurra o caos e se alimenta do estrago, como é o caso do Matheus.

Rafa 🎙️

101,447 views • 6 months ago

Quando o vídeo desse cara viralizou, eu não postei nada sobre, mesmo sabendo que estava perdendo o assunto do "hype", porque estou tempo suficiente na internet pra saber que a internet tem por costume, promover pessoas por um único vídeo, sem se importar com o todo -- e isso é normal. Mas também é normal, após o sujeito viralizar, todo mundo ir buscar o passado dessa pessoa. Nesse caso, encontraram ele debochando e chamando de idiotas, pessoas que brincaram com o boicote feito a marca havaianas e parece que ele não gostou muito da exposição e das críticas -- é o típico caso do sujeito que implora pra viralizar e depois reclama do ônus da exposição que ele próprio buscou e conquistou. A parte em que ele fala das havaianas, em nada me incomoda. As pessoas que postaram o vídeo com a brincadeira também queriam exposição, conseguiram e tem de lidar com o ônus. Vale para os dois. Mas o que quero comentar, é sobre a pessoa do vídeo, que viralizou reclamando do preço das coisas e a falta de dinheiro, colocando a culpa no governo. Óbvio que ele não têm o mínimo de culpa na situação dele próprio, é sempre o estado. Adivinha qual é o lado político dele? É o centro, o isentismo cultural. Aquele tipo de pessoa que é independente, mas sempre cai pra esquerda. O cidadão se orgulha de não votar, compara os governos Lula e Bolsonaro, e chega a conclusão de que é a mesma coisa. Sei que o Brasil está insustentável pra se viver. Os preços explodiram, o crime tomou conta do país e o governo Lula odeia os pobres. Mas vezes a pessoa está na lama, passando por aperto, mas é só uma vítima das suas próprias escolhas e terceiriza 100% da culpa para o estado. É uma ótima desculpa para justificar seu fracasso. Pela forma de falar, pela aparência de ex-presidiário e a postura "independente" na hora de votar, justifica muita coisa do vídeo que viralizou.

Vamos Direita

20,019 views • 1 month ago