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O programa V-de-Volta é a coisa mais estúpida de sempre. 😅 Levas uma data de garrafas… 3 dão mas 2 não dão. 2 a máquina não engole. 1 afinal ‘não é elegível’. 🤡 No fim, perdes tempo, paciência e dinheiro… enquanto alguém fica com os cêntimos da malta. ♻️💸...

95,830 views • 2 months ago •via X (Twitter)

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Ele disse exatamente isso, sem rodeios, sem disfarce, sem preocupação em parecer maior do que o próprio umbigo: “Eu sou deputado por Minas Gerais. Eu não estou fazendo parte do planejamento desta campanha presidencial. Se Flávio não ganhar, não quero ser culpado como fizeram com a Magnitsky. Então quero deixar bem claro que Minas Gerais é minha prioridade e no primeiro turno eu estarei em Minas, ponto final. Não vou entregar meu capital político sem ter algo (projeto) de volta.” A fala é cristalina. Não há entrelinhas. O país não aparece. O projeto coletivo não existe. O risco compartilhado inexiste. Tudo gira em torno de autoproteção, cálculo e vaidade. Não é discurso de liderança. É ata notarial do próprio ego. Não é estratégia eleitoral. É cláusula de escape. Não é compromisso político. É contrato de conveniência. Quem fala assim não entra para construir. Entra para se preservar. Não caminha junto. Caminha com um olho no retrovisor e outro no espelho. A prioridade não é vencer, é não ser responsabilizado. Não é servir, é garantir que o próprio “capital político” saia ileso, mesmo que o projeto afunde. Quando alguém precisa avisar publicamente que não quer “ser culpado”, já está mais preocupado com a narrativa do fracasso do que com a possibilidade da vitória. E política, goste-se ou não, exige risco, lealdade e coragem de assumir o resultado — bom ou ruim. O resto é retórica para justificar o que sempre foi a mesma coisa: ego blindado, compromisso condicionado e apoio com preço. Exemplo é tudo, fica a lição.

・ Ice ・  Ⅹ ・

37,543 views • 5 months ago

Nada começa com violência explícita. Começa com regras. Com termos de uso. Com uma pontuação invisível que ninguém vê, mas todos sentem. Na China, uma geração inteira está descobrindo que o futuro pode ser cancelado por um clique. Jovens que estudaram, trabalharam, obedeceram. Até o dia em que o sistema decidiu que não bastava mais. Entrar na lista negra do crédito social não é cair em desgraça pública. É algo pior. É desaparecer sem barulho. A carteira digital trava. O aluguel não é pago. A comida não é comprada. O transporte não funciona. O salário não chega porque o emprego não vem. E o emprego não vem porque o sistema já decidiu que você não é confiável. Não há tribunal. Não há defesa. Não há explicação clara. Há apenas a rua. Dormir ao relento, cercado por arranha-céus inteligentes, câmeras de alta precisão e slogans de prosperidade coletiva. A tecnologia avança. O humano retrocede. Chamam isso de confiança. Mas confiança não se impõe. Chamam isso de ordem. Mas ordem sem escolha é submissão. Chamam isso de progresso. Mas progresso que elimina pessoas não é progresso, é descarte. O mais cruel não é perder dinheiro. É perder o direito de tentar novamente. Quando um algoritmo decide quem pode comer, trabalhar e morar, o Estado já não governa cidadãos. Administra corpos. E cada jovem dormindo na calçada não é um erro estatístico. É uma mensagem. O sistema está avisando que, ali, viver deixou de ser um direito.

・ Ice ・  Ⅹ ・

19,288 views • 7 months ago