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🇫🇷🇵🇸 Palavras poderosas do filósofo de 102 anos, Edgar Morin, uma das figuras intelectuais mais reverenciadas da França, bem como um resistente judeu da Segunda Guerra Mundial que lutou como tenente na França combattante de De Gaulle: "Sou ao mesmo tempo assombrado e indignado pelo fato de que aqueles...

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O Navio de Teseu Sobre o paradoxo de Teseu e a dissolução do eu Dizem que no porto de Atenas havia um navio. Não um navio qualquer: era o navio de Teseu, aquele que havia navegado até Creta e derrotado o Minotauro. Os atenienses o preservaram por séculos, como relíquia e testemunho. Mas o mar, e o tempo, apodreceram a madeira. E cada prancha deteriorada foi substituída por outra. E depois outra. E outra ainda, até que não sobrou nenhuma tábua original. A pergunta, então, que o filósofo deixou flutuar no ar foi: aquele navio ainda era o navio de Teseu? Plutarco nos legou o paradoxo, mas a pergunta pertence a todos os séculos. Porque não se trata, em rigor, de carpintaria naval. Trata-se de nós. Do estranho esforço que fazemos, a cada manhã, de reconhecer no espelho um rosto que julgamos contínuo, quando, na verdade, é uma sequência de rostos, superpostos, em que cada versão apaga e reescreve a anterior. A biologia, que não se importa com nossa angústia, informa-nos que o corpo humano renova a maior parte de suas células ao longo dos anos. Que a pele que carrego hoje não é a mesma que aprendi a chamar de minha. Que as moléculas que compõem este pensamento que agora formulo já foram, antes, água de rio, terra, ar respirado por alguém que já morreu. E a neurociência diz que o cérebro é plástico, ou seja, que o pensamento é um constante rascunho. E no entanto, insistimos em dizer “eu”, como se houvesse uma entidade estável por trás dessa sílaba breve. Insistimos em lembrar, sabendo que a memória não é um arquivo, mas uma ficção que se reescreve a cada evocação. Insistimos em sermos os mesmos, mesmo quando o que somos desmente essa pretensão a cada decisão que tomamos, a cada amor que começa ou termina, a cada mudança que fazemos, seja física ou psicológica. Talvez o erro esteja na pergunta. Perguntar se somos os mesmos pressupõe que a identidade é uma coisa, um objeto, uma substância, uma tábua de navio que ou persiste ou apodrece. Mas e se a identidade for um verbo? E se o “eu” não for aquilo que permanece, mas aquilo que continua, que se move, que se narra, que tece fios entre o que foi e o que será, construindo a ilusão, ou talvez a realidade, de uma trajetória? Dizem que somos feitos de memória e de linguagem, e a linguagem, sabemos desde Ferdinand de Saussure, é arbitrária e convencional. Os nomes que damos às coisas não são as coisas. O nome que damos a nós mesmos não é o que somos: é apenas o título provisório de uma obra em curso. Somos também feitos de relações, de tudo aquilo que os outros viram em nós antes que nós mesmos enxergássemos. Somos os traumas que nos moldaram sem que os convidássemos. Somos as alegrias que nos abriram onde estávamos fechados. Somos as perguntas que ainda não respondemos, e talvez sejamos sobretudo isso, esse movimento de perguntar que não cessa. O labirinto que Teseu percorreu com o fio de Ariadne era exterior: corredores de pedra, o Minotauro no centro, a saída no horizonte. Já o labirinto que cada um de nós percorre é feito de outra matéria, de tempo e de significado, de esquecimento e de desejo. E não há fio que nos guie senão a narrativa que construímos sobre nós mesmos. Uma narrativa que muda. Que é, ela própria, um navio cujas tábuas são trocadas. E aqui reside, talvez, a libertação estranha que o paradoxo oferece: se não somos uma estrutura fixa, então as versões de nós que fracassaram, que erraram, que se perderam, não são sentenças definitivas. São capítulos. São tábuas que apodreceram e foram substituídas. A culpa que carregamos de uma versão antiga de nós mesmos, aquela pessoa que fomos antes de saber o que sabemos agora, é a culpa de um navio por uma tempestade que já passou. O navio de Teseu continua navegando. A identidade não é o que persiste imutável; é o que persiste em movimento. Somos o processo de sermos. E talvez isso seja suficiente, talvez seja até mais do que suficiente, para atravessar o mar. Somos, enfim, o navio de Teseu.

JAMES WEBB

14,710 просмотров • 3 месяцев назад

Neste sábado, 21 de março,Jair Bolsonaro não vive um aniversário comum. Não há celebração pelos seus 71 anos, não há encontro com apoiadores, não há sequer a liberdade de estar com a própria família. O que existe é um leito de hospital, um corpo fragilizado por mais de dez comorbidades e uma rotina marcada por dor, limitações e incertezas. Muitas dessas sequelas têm origem direta no atentado de 2018 - que na prática, nunca terminou. Aquela facada não ficou no passado; ela se prolongou no tempo. Está nas cirurgias sucessivas, nas complicações, nas noites difíceis, nas traições políticas - e tudo isso está marcado em um corpo que já não responde como antes. Mas o verdadeiro calvário não é apenas físico. É existir sob julgamento permanente, ser reduzido a versões falaciosas; é ver a própria história ser disputada, reinterpretada, fragmentada e distorcida - sem que seja permitido que a verdade prevaleça. Bolsonaro deixou de ser apenas um homem há muito tempo; tornou-se um símbolo. E símbolos não têm descanso - são exaltados ou destruídos, mas raramente compreendidos. O isolamento que hoje o cerca não é apenas de paredes. É o silêncio dos que se afastaram, é a superficialidade dos que o condenam - é o peso de existir em um país onde a verdade já não é consenso, mas território de guerra. Neste aniversário, Jair Bolsonaro, não apaga velas, ele enfrenta o tempo. Tempo para lembrar que todo poder é transitório. Que toda ascensão carrega, em si, a possibilidade da queda.E que, no fim, o que resta de um homem não é o cargo que ocupou - mas aquilo que foi capaz de suportar. Há algo profundamente humano em sua condição atual. Porque, despido do poder, da voz e da multidão, resta apenas o essencial: um homem à frente de seu tempo, que lutou pelo que acreditava ser verdade e justiça e que, diante de todas as cruzes que carregou, permaneceu de cabeça erguida ancorado na verdade em sua própria travessia. E talvez seja justamente esse o ato “revolucionário” que desconcerta uma República falida.

Karina Michelin

12,444 просмотров • 4 месяцев назад

💥 A AVALANCHE COMEÇOU: Pastor Cláudio Duarte rompe o silêncio e manda recado a Moraes Alexandre de Moraes conseguiu o que parecia impossível: fazer com que homens de paz se levantassem para a guerra. O pastor Cláudio Duarte, um dos líderes religiosos mais amados e respeitados do Brasil, conhecido por seu foco na restauração de famílias e por sua postura geralmente longe da política, rompeu seu silêncio. Em um pronunciamento histórico, ele se posicionou firmemente contra a operação da Polícia Federal que teve como alvo o pastor Silas Malafaia. A movimentação de Duarte é o estopim que faltava. Ele representa milhões de brasileiros que, até agora, observavam a crise com distância e preocupação. Sua voz é a da indignação de um povo que vê a injustiça bater à porta de um líder religioso por expressar suas opiniões. Ele sabe que é um homem da política, mas quando a injustiça contra um irmão ameaça a todos, seu silêncio se torna cumplicidade. A tentativa de Moraes de isolar Malafaia se provou um erro de cálculo catastrófico. Ele não apenas fortaleceu o pastor que atacou, como unificou o corpo de Cristo e o povo conservador de uma forma que poucas coisas conseguiriam. A avalanche de indignação popular está apenas começando a rolar montanha abaixo, e a ação desastrada do STF foi o que a colocou em movimento. Parabéns aos envolvidos.

Thomas Queiroz | Estratégia · IA · Audiovisual

458,480 просмотров • 11 месяцев назад

Hoje a Folha de São Paulo publicou um artigo sobre o acordo estabelecido sobre a guerra na faixa de gaza. De acordo com a notícia publicada, os reféns serão trocados por "crianças e mulheres mantidas em prisões israelenses". Isso é um absurdo. Não é uma questão de interpretação. É uma questão de ética profissional e compromisso com os fatos. São inverdades que abraçam as narrativas de terroristas. Enquanto nós estamos trazendo de volta para suas famílias bebês, mulheres e idosos que foram tirados de suas camas, o Hamas exige a devolução - não de "crianças e mulheres" e sim de assassinos, estupradores, terroristas, que explodiram ônibus, discotecas, universidade e restaurantes. Essa é a diferença de valores entre um Estado democrático de direito que quer viver em paz, e um grupo terrorista que quer eliminar Israel do mapa. Para quem acha que nossas operações terminaram. Vou deixar muito claro - Ainda temos muito mais a fazer. Faremos isso com grande força e determinação. Nossas conquistas operacionais criaram as condições necessárias para atingir o objetivo crítico que temos diante de nós hoje: devolver os reféns à sua terra natal e às suas famílias. Nos próximos dias, as Forças de defesa de Israel estão preparadas para uma postura defensiva reforçada ao longo da fronteira com a Faixa de Gaza, um plano que foi pré-planejado e incorpora componentes defensivos e ofensivos. O Hamas foi severamente enfraquecido e não permitiremos que ele se recupere ou assuma o controle militar na faixa de gaza. O Oriente Médio está passando por mudanças, nosso mapa de ameaças mudou completamente, novas oportunidades se abriram e estamos nos preparando para novos desafios. Ao longo desta jornada, estivemos determinados a atingir os objetivos da guerra – e continuaremos assim. Meus pensamentos hoje estão com as famílias dos que aguardam o retorno deseus entes queridos em breve. Am Israel Chai! Rafael ROZENSZAJN

Desiree Rugani

55,714 просмотров • 1 год назад

Nesta segunda-feira, 20 de julho, durante a Convenção Nacional do PDT, realizada em Brasília para oficializar o apoio do partido à sua candidatura à reeleição, Lula afirmou que “não temos o direito de perder essas eleições”, declarou que “não temos o direito de permitir” que seus adversários voltem ao poder e chamou de “traidores” os brasileiros que viajaram aos Estados Unidos para defender medidas contra o governo brasileiro durante a crise diplomática entre os dois países. Horas antes dessa declaração, os Estados Unidos divulgaram um relatório sobre Cuba que menciona Lula, o PT, o Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 - e outras lideranças da esquerda radical latino-americana. Ao mesmo tempo, Daniel Ortega anunciava o fim das eleições na Nicarágua, enquanto Gustavo Petro declarava que não reconhecerá o resultado da eleição presidencial colombiana. É justamente nesse cenário que Lula abandona qualquer discurso de moderação e afirma que o Brasil “não tem o direito de perder essas eleições”. E vai além - diz que “não temos o direito de permitir” que seus adversários retornem ao poder, afirma que “antigamente traidor era enforcado” e chama de “traidores” brasileiros que buscaram apoio nos Estados Unidos. A disputa política deixa de ser tratada como uma competição democrática e passa a ser apresentada como uma batalha em que a derrota simplesmente não pode acontecer. Enquanto Lula faz esse discurso inflamado sobre “traidores” e afirma que o Brasil “não pode perder” as eleições, quem aparece ao seu lado no palco é Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, que deixou o cargo em meio ao escândalo das fraudes bilionárias nos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Um governo que se apresenta como defensor da “moralidade”mantém ao seu lado um dos principais nomes associados ao maior escândalo da Previdência. Lula, o Foro de São Paulo e seus aliados mais radicais atravessam um dos momentos mais difíceis de sua história. Diante desse cenário, Lula parte para o tudo ou nada. Que a população brasileira desperte antes que seja tarde demais.

Karina Michelin

18,298 просмотров • 23 дней назад