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Preço do combustível pode disparar com nova greve dos caminhoneiros. Caminhoneiros de todas as regiões do Brasil estão planejando uma nova paralisação de alcance nacional para esta quinta-feira (4). A principal reivindicação dos trabalhadores do transporte de cargas é a conquista de melhorias para a categoria, repetindo o movimento...

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A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) confirma greve nacional dos caminhoneiros a partir desta quinta-feira, 19 de março. A entidade, que representa o setor de transporte rodoviário, já vive uma crise energética - e ela começa pelo diesel. A guerra entre EUA, Israel e Irã, que resultou no controle do Estreito de Ormuz, provocou alta nos preços do barril de petróleo, superando os 100 dólares. No Brasil, o aumento recente chegou próximo de 12% no diesel - o combustível que move o país. Não existe transporte sem diesel, e a cadeia de abastecimento, dependente dos caminhões, foi empurrada ao limite. A adesão de autônomos à greve nacional em polos como Itajaí (SC) já está marcada para iniciar nesta quarta-feira, 18 de março. Isso mostra que não se trata de um movimento isolado, mas de uma reação em cadeia - difícil de dimensionar neste momento. Os caminhoneiros trabalham com fretes defasados, custos operacionais altíssimos e infraestrutura precária, esse combo destrutivo está esmagando a base do sistema. O caminhoneiro praticamente está trabalhando para pagar combustível. Mais de 60% das cargas no Brasil dependem do transporte rodoviário e se o caminhoneiro para, o país para. O resultado é previsível e conhecido; alta nos preços dos alimentos, combustíveis ainda mais caros, desabastecimento localizado e efeito inflacionário em cascata. Enquanto isso, Lula insiste em vender estabilidade - mas a realidade nas ruas, nas estradas e nos postos de combustível é outra. O Brasil, que se colocou sob o guarda-chuva da Agenda 2030 e da transição energética, está colocando os produtores e autônomos de joelhos enquanto avança em compromissos globais e negligencia sua base logística e energética interna. O resultado é esse - a morte financeira de milhões de brasileiros.

Karina Michelin

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