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PRESTAÇÃO DE CONTAS 🏴🏳️ É com muito orgulho que comunicamos o pagamento do vigésimo quarto “boleto” da amortização da dívida do financiamento do estádio com a Caixa no valor de R$ 96.951,84. Esse dinheiro saiu da conta que recebe as doações na quinta-feira (9/1) para baixa do acordo. Respondendo...

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O Flamengo entra nesta janela com uma margem relevante, mas não exuberante, para contratações. A estimativa é de algo entre €10 milhões e €15 milhões disponíveis em caixa para investir agora. Para a realidade financeira recente do clube, não é um valor alto. É dinheiro para contratar, sim, mas não é um cheque em branco. E é aqui que a janela deixa de ser apenas uma discussão sobre nomes e passa a ser uma discussão sobre estrutura financeira, fluxo de caixa e capacidade negocial. O Flamengo tem dinheiro a receber, tem receitas importantes no horizonte e segue sendo o clube mais forte financeiramente do continente. O problema é outro: exposição de caixa em 2026. Não basta olhar para a receita projetada ou para o tamanho do orçamento. É preciso entender quando o dinheiro entra, quando o dinheiro sai e quanto o clube pode comprometer sem criar pressão excessiva no fluxo. Na prática, isso significa que José Boto e o departamento de futebol talvez precisem trabalhar com soluções mais sofisticadas do que simplesmente “comprar agora e pagar agora”. O Flamengo pode buscar jogadores em fim de contrato, oportunidades no mercado sul-americano, empréstimos com opção ou obrigação de compra, pagamentos parcelados, bônus por desempenho ou até uma contratação maior com desembolso principal empurrado para 2027. Esse tipo de operação não é improviso. É gestão de janela. O desafio é que o Flamengo tem carências no elenco e precisa se reforçar para os meses seguintes. A necessidade técnica existe, mas ela precisa caber dentro da engenharia financeira do clube. O diretor de futebol e sua "equipa" de scouts terão de combinar avaliação esportiva com talento negocial. Encontrar bom jogador é difícil. Encontrar bom jogador, por preço adequado, com estrutura de pagamento compatível e impacto controlado no caixa é um complicador interessante, mas não incomum no mundo do futebol, os bons diretores se destacam sob esse tipo de pressão. Há ainda um ponto delicado: o Flamengo não bateu a meta de venda de atletas. No momento, não há um grande ativo da base claramente pronto para gerar uma venda robusta. No elenco principal, o nome mais negociável parece ser Everton Araújo, mas ele é também um jogador útil na rotação. Entra em vários jogos, cobre uma posição com titulares mais experientes e sujeitos a lesões, suspensões e desgaste físico. Vender pode gerar caixa, mas também pode criar uma nova lacuna esportiva. Outros nomes, como Cebolinha, em final de contrato, ou Luiz Araújo, não parecem hoje representar grandes fontes de receita. Ou seja: o Flamengo não pode simplesmente contar com uma venda salvadora para financiar a janela. Por isso, esta janela será um teste real para José Boto. Não apenas pela capacidade de encontrar jogadores. Mas pela capacidade de montar operações inteligentes, preservar o fluxo de caixa, reduzir risco financeiro e, ao mesmo tempo, entregar reforços que aumentem o nível competitivo do elenco. Agora, mais do que nunca, vamos ver do que Boto é capaz.

FABRICIO CHICCA | MUNDO NA BOLA | ex-STADIA

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