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PT está há 18 anos no poder e se coloca como anti sistema no plano de governo. Até mesmo o Josias fica indignado porque no fundo ele sabe que o “desafio à lógica”significa chamar o povo de otario. Não bastasse isso, quem o PT cita no plano de governo?...

97,603 просмотров • 21 дней назад •via X (Twitter)

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Essa frase não é inocente. É baixa. E é baixa porque se esconde atrás de um tom supostamente analítico para fazer um rebaixamento simbólico calculado. "O Lula mesmo, há oito anos, estava preso [...] hoje é presidente da república. Então, ASSIM COMO, também Bolsonaro, agora está preso e quem sabe: pode também virar o presidente da república, né?! Pelo visto brasileiro gosta de um ex-presidiário". Quando se diz que Lula esteve preso e hoje é presidente e em seguida se acrescenta “assim como Bolsonaro”, o que se faz não é uma constatação histórica neutra. É um enquadramento. Não se comparam crimes, dizem. Mas se igualam trajetórias. Não se misturam contextos, dizem. Mas se coloca tudo no mesmo pacote narrativo. O efeito é imediato e proposital. Bolsonaro deixa de ser vítima de perseguição e passa a ser tratado como mais um personagem do folclore nacional do ex presidiário reciclável. Isso não é leitura fria do cenário. É normalização da injustiça. Bolsonaro não está preso porque o sistema falhou. Está preso porque enfrentou o sistema. Lula voltou apesar do sistema. Bolsonaro está sendo esmagado por ele. Tratar essas duas realidades como equivalentes é desonestidade intelectual travestida de pragmatismo político. E quando se arremata com a frase de que o brasileiro gosta de ex presidiário, o desprezo fica completo. O problema deixa de ser o Judiciário, a perseguição seletiva, o jogo de poder e passa a ser o povo. Como se tudo fosse fruto de uma tara cultural, não de engenharia política, narrativa judicial e manipulação contínua. É a terceirização da culpa em sua forma mais confortável. Essa fala não fortalece Bolsonaro. Ela o dilui. Não denuncia o sistema. Ensina a conviver com ele. Não aponta a injustiça. A transforma em precedente. É o tipo de discurso que não se queima com ninguém. Agradável ao establishment, palatável ao centro, seguro para quem quer parecer maduro, institucional e viável. Enquanto isso, o símbolo é amortecido. O perseguido é normalizado. A exceção vira estatística. Isso não é defesa. É acomodação. Não é coragem. É conveniência. Colocar Bolsonaro nessa moldura não é protegê-lo. É torná-lo administrável. É dizer, em outras palavras, que tudo está dentro do jogo, que basta esperar o tempo passar, que a injustiça pode ser digerida como estratégia. E quando a injustiça vira estratégia, quem ganha não é o perseguido. Ganha quem espera a vez sem precisar enfrentar nada.

・ Ice ・  Ⅹ ・

35,940 просмотров • 8 месяцев назад

É tudo tão previsível que chega a ser cômico. O partido de Tarcísio declarando apoio ao Jorge Messias é quase uma confissão pública: não existe mais direita, não existe mais oposição, existe apenas sobrevivência política. E sobrevivência, no Brasil de hoje, significa ajoelhar diante do sistema, pedir bênção ao regime e fingir independência enquanto passa pano para tudo que mantém Bolsonaro preso e calado. É impressionante como eles falam isso com naturalidade. O repórter descreve a cena como se fosse apenas um detalhe da vida democrática, quando na verdade é uma obra-prima da traição institucional. O Republicanos, partido de Tarcísio, suposto bastião conservador, evangélico, oposicionista, agora declara apoio ao nome mais conveniente para o Planalto, o queridinho da máquina, o operador perfeito para o jogo do Supremo. E fazem isso com a cara lavada, recitando justificativas quase espirituais. É religião, dizem. É perfil evangélico, dizem. É afinidade. É puro teatro. A verdade é outra: ninguém quer ficar marcado como defensor de Bolsonaro. Ninguém quer atrair para si a fúria do sistema que já mostrou do que é capaz. O apoio a Messias não é afinidade espiritual. É medo. É autopreservação. É cálculo frio. É o recado explícito de que Bolsonaro precisa continuar preso porque solto ele estraga o arranjo, rompe o pacto, desmonta o jogo que garante sobrevida a essa gente toda. Tudo encaixa com perfeição. O partido diz que é independente, mas mama no Ministério do Esporte. Diz que é oposição, mas se alinha com o Planalto. Diz que representa conservadores, mas entrega o voto para quem promete consolidar a estrutura que mantém o país como está. Diz que não tem como levar o apoio para a bancada, mas anuncia mesmo assim, porque o objetivo não é coerência. É submissão. E aí vem o detalhe que denuncia tudo: o mesmo partido de Tarcísio, que posa de alternativa nacional, que alimenta a ilusão de candidatura forte para 2026, agora empurra um nome alinhado ao sistema para o STF. Isso é estratégia de governo? É coerência ideológica? Não. É garantia de tapete vermelho. É o selo de aprovação do regime para entrar no jogo. E o melhor (ou pior) é ouvir que até André Mendonça, indicado por Bolsonaro, está fazendo campanha para Jorge Messias. É a prova final de que o sistema cooptou tudo. Até quem deveria ser voz de equilíbrio agora se comporta como peça do tabuleiro. Tudo isso serve para mostrar o óbvio que ninguém gosta de engolir: querem Bolsonaro preso porque solto ele desarruma o conluio. Ele estraga a festa. Ele desmascara o teatro. Ele impede a normalidade artificial em que todos esses personagens prosperam. Bolsonaro é o único elemento que não aceita o script, e por isso precisa ser silenciado. O apoio do partido de Tarcísio a Jorge Messias não é notícia isolada. É diagnóstico. É o retrato da nova direita domesticada, urbana, palatável, que sorri para as câmeras enquanto entrega a alma do país no bastidor. É o plano perfeito para fingir renovação enquanto garantem que nada, absolutamente nada, saia do controle. O Brasil está diante de uma disputa que não é política. É moral. É estrutural. É sistêmica. E a pergunta que fica é uma só: se até os supostos aliados estão entregando o país de bandeja, quem realmente está disposto a enfrentar o sistema que mantém Bolsonaro atrás das grades? Porque agora está escancarado. Não querem justiça. Querem silêncio. E vão usar qualquer pretexto, qualquer aliança, qualquer verniz religioso para fingir que isso é democracia.

・ Ice ・

81,708 просмотров • 9 месяцев назад