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Quem questiona a relevância de Britney Spears certamente não entende de impacto cultural ou de cultura pop. Sem ela, metade dos artistas que muitos idolatram simplesmente não existiria. Ponto final.

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Ela mora longe dos holofotes. Longe dos gabinetes. Longe das mesas onde se decide o destino do país sem ouvir ninguém. Mas enxerga mais longe do que muita gente engravatada. Aos 70 anos, Dona Rosa entende algo que muitos comentaristas profissionais fingem não entender ou escolhem ignorar. Poder não nasce em palco. Não nasce em microfone. Não nasce em palanque. Poder nasce da responsabilidade com quem está ao seu lado quando tudo aperta. Ela não fala difícil. Ela não faz teatro. Ela raciocina. Para ela, não existe esse romantismo de herança política terceirizada, entregue a quem grita mais alto ou promete multidão. O que existe é algo básico, quase esquecido neste país: família, dever, continuidade e proteção. Quando o pai está impossibilitado, não é o amigo que decide. Não é o aliado de ocasião. Não é o líder de plateia. Quem decide são os filhos. Quem carrega o peso são os filhos. Quem responde pela história são os filhos. E Dona Rosa vai além. Ela entende o jogo. Entende que barulho demais não protege ninguém. Que palanque não livra da perseguição. Que gritar contra o sistema sem ter poder real só serve para alimentar a fúria de quem já decidiu esmagar. Ela percebe o que muitos se recusam a admitir. Houve gente que ganhou palco, fama, influência e depois deixou apenas rastro de desgaste. O povo foi para a rua. O povo acreditou. O povo pagou o preço. E quem discursava seguiu a vida. Dona Rosa não romantiza isso. Ela lamenta. Sua visão é dura, mas é honesta. Melhor viver do que posar de herói morto. Melhor proteger do que provocar. Melhor agir com estratégia do que com vaidade. Ela entende que coragem não é gritar. Coragem é sustentar decisões impopulares quando ninguém mais quer segurar a bomba. Essa senhora não estudou ciência política. Mas entende de vida. Entende de perda. Entende de armadilha. E talvez seja exatamente por isso que sua fala incomoda tanto. Porque ela não vem de cima para baixo. Ela vem do chão. Dos rincões. Do Brasil esquecido que pensa, observa e conclui. Esse é o povo do nosso Brasil. Não o que faz barulho. O que enxerga. O Canal da Dona Rosa:

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