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Rayan vs. Escócia e o comprometimento tático sem a bola: sobe para pressionar, tira linha de passe, duela fisicamente, duela pelo alto, recompõe até o fim fazendo uma linha de 5 na defesa. Um monstro fisicamente. 🇧🇷

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Os segundo e o último golo do Sporting dizem muito sobre as intenções e os padrões ofensivos da equipa. No golo de Doumbia, a jogada nasce após uma recuperação de bola. Com Maxi mais baixo, forma-se uma linha de três com os dois centrais, enquanto Altimira e Silas se posicionam nas costas da primeira linha de pressão. No corredor direito, Zalazar baixa para explorar o espaço na largura da segunda linha de pressão, formando inicialmente dupla largura com Geny. Com a aproximação de Fotis, cria-se um triângulo na meia direita entre o grego, o uruguaio e o moçambicano. Essa dinâmica atrai três adversários para o mesmo espaço, libertando a linha defensiva e criando o contexto ideal para Doumbia atacar a profundidade em 1x1 com o central adversário. No golo de Nel, o princípio mantém-se. O Sporting constrói novamente a 3, desta vez com Fresneda mais baixo e Altimira nas costas da primeira linha de pressão. Destaca-se a liberdade de movimentos de Luís Guilherme, que baixa para explorar a lateral da primeira linha de pressão, arrastando consigo o extremo adversário da linha média de quatro. Esse movimento abre espaço entre o extremo e o médio do adversário, criando uma zona de progressão pelo corredor central. Com Altimira a baixar para junto dos centrais, forma-se momentaneamente uma linha de quatro, garantindo superioridade numérica (4x3) sobre a primeira linha de pressão, sendo que extremo adversário é obrigado a saltar para tentar acertar. Criou-se o espaço ideal para Fresneda receber com espaço de progressão. O arrastamento de Luís Guilherme mantém aberto o espaço entre o extremo e o médio adversários. O médio, obrigado a sair na cobertura, tentado limitar a ação de Fresneda, percorre uma distância demasiado longa e chega tarde ao duelo. Esse atraso aumenta ainda mais a distância entre a linha média e a linha defensiva, espaço imediatamente explorado por l Nel, que recebe entre linhas, combina com Flávio Gonçalves e finaliza. Nestes dois lances voltam a evidenciar-se vários princípios do modelo de Rui Borges: a paciência na circulação, a utilização frequente do passe para trás para provocar saltos de pressão e abrir espaços, a liberdade posicional para atrair adversários, a constante dupla largura no corredor direito e os movimentos complementares entre o ponta de lança e o segundo avançado (papel desempenhado por Doumbia). O Sporting continua a deixar excelentes indicadores. Siga para a Amadora.

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