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☢️ Reflexão da Cooperativa: a geração mais bem preparada de sempre. Sabem explicar a fotossíntese, resolver integrais, citar meia dúzia de estudos sobre asaúde mental e, ao mesmo tempo, entram em colapso mental porque as notas demoraram mais uns dias a sair. Os testemunhos sucedem-se. Ansiedade. Férias adiadas. Incapacidade...

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O Navio de Teseu Sobre o paradoxo de Teseu e a dissolução do eu Dizem que no porto de Atenas havia um navio. Não um navio qualquer: era o navio de Teseu, aquele que havia navegado até Creta e derrotado o Minotauro. Os atenienses o preservaram por séculos, como relíquia e testemunho. Mas o mar, e o tempo, apodreceram a madeira. E cada prancha deteriorada foi substituída por outra. E depois outra. E outra ainda, até que não sobrou nenhuma tábua original. A pergunta, então, que o filósofo deixou flutuar no ar foi: aquele navio ainda era o navio de Teseu? Plutarco nos legou o paradoxo, mas a pergunta pertence a todos os séculos. Porque não se trata, em rigor, de carpintaria naval. Trata-se de nós. Do estranho esforço que fazemos, a cada manhã, de reconhecer no espelho um rosto que julgamos contínuo, quando, na verdade, é uma sequência de rostos, superpostos, em que cada versão apaga e reescreve a anterior. A biologia, que não se importa com nossa angústia, informa-nos que o corpo humano renova a maior parte de suas células ao longo dos anos. Que a pele que carrego hoje não é a mesma que aprendi a chamar de minha. Que as moléculas que compõem este pensamento que agora formulo já foram, antes, água de rio, terra, ar respirado por alguém que já morreu. E a neurociência diz que o cérebro é plástico, ou seja, que o pensamento é um constante rascunho. E no entanto, insistimos em dizer “eu”, como se houvesse uma entidade estável por trás dessa sílaba breve. Insistimos em lembrar, sabendo que a memória não é um arquivo, mas uma ficção que se reescreve a cada evocação. Insistimos em sermos os mesmos, mesmo quando o que somos desmente essa pretensão a cada decisão que tomamos, a cada amor que começa ou termina, a cada mudança que fazemos, seja física ou psicológica. Talvez o erro esteja na pergunta. Perguntar se somos os mesmos pressupõe que a identidade é uma coisa, um objeto, uma substância, uma tábua de navio que ou persiste ou apodrece. Mas e se a identidade for um verbo? E se o “eu” não for aquilo que permanece, mas aquilo que continua, que se move, que se narra, que tece fios entre o que foi e o que será, construindo a ilusão, ou talvez a realidade, de uma trajetória? Dizem que somos feitos de memória e de linguagem, e a linguagem, sabemos desde Ferdinand de Saussure, é arbitrária e convencional. Os nomes que damos às coisas não são as coisas. O nome que damos a nós mesmos não é o que somos: é apenas o título provisório de uma obra em curso. Somos também feitos de relações, de tudo aquilo que os outros viram em nós antes que nós mesmos enxergássemos. Somos os traumas que nos moldaram sem que os convidássemos. Somos as alegrias que nos abriram onde estávamos fechados. Somos as perguntas que ainda não respondemos, e talvez sejamos sobretudo isso, esse movimento de perguntar que não cessa. O labirinto que Teseu percorreu com o fio de Ariadne era exterior: corredores de pedra, o Minotauro no centro, a saída no horizonte. Já o labirinto que cada um de nós percorre é feito de outra matéria, de tempo e de significado, de esquecimento e de desejo. E não há fio que nos guie senão a narrativa que construímos sobre nós mesmos. Uma narrativa que muda. Que é, ela própria, um navio cujas tábuas são trocadas. E aqui reside, talvez, a libertação estranha que o paradoxo oferece: se não somos uma estrutura fixa, então as versões de nós que fracassaram, que erraram, que se perderam, não são sentenças definitivas. São capítulos. São tábuas que apodreceram e foram substituídas. A culpa que carregamos de uma versão antiga de nós mesmos, aquela pessoa que fomos antes de saber o que sabemos agora, é a culpa de um navio por uma tempestade que já passou. O navio de Teseu continua navegando. A identidade não é o que persiste imutável; é o que persiste em movimento. Somos o processo de sermos. E talvez isso seja suficiente, talvez seja até mais do que suficiente, para atravessar o mar. Somos, enfim, o navio de Teseu.

JAMES WEBB

14,710 views • 3 months ago

☭☭⃢✮🚩A Festa do Avante começa amanhã! Nada contra, mas, e há um grande mas! São 3 dias de festa, 6,7 e 8 de setembro, mas só para quem tem um EP! E porque não um bilhete? Porque um bilhete paga IVA, o EP, não. O EP é uma Entrada Permanente para os 3 dias, que segundo a organização: “chama-se assim porque não é um bilhete. Quando compramos um bilhete, estamos a comprar um serviço. Mas a Festa do Avante! não é um serviço. São três dias que os comunistas e amigos constroem para todos e que com todos querem partilhar. Essa construção tem custos, por isso a EP é, antes de mais, um “título de solidariedade””. Isto é muito pouco justo para os organizadores do NOS Alive, Super Bock Super Rock e MEO’s Sudoeste desta vida! Estes pagam de IVA 6%, a única diferença é que não têm lá o Raimundo e a troupe dele a discursarb m@rda! De resto, é igual, podemos brincar com a semântica, mais solidariedade, menos solidariedade, no fim do dia, o PCP, como sempre, e para tudo, acha que os impostos são bons é para os outros, para os ursos, não para eles. Vale a máxima, pimenta no c@ dos outros é refresco..... Isto dito, eu próprio estou a pensar informar a minha entidade patronal de que o meu salário é na realidade uma espécie de donativo solidário que me é atribuído e que depois eventualmente usarei para consumo, também ele solidário, especialmente para mim e para a minha família. E é isto. A quem vai, divirtam-se solidariamente..... O dono do bordel

dono da c🅾️🅾️perativa ™

83,166 views • 1 year ago

O relator do PL da Anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se reuniu com Aécio Neves e Michel Temer para discutir os rumos do projeto. A mensagem é clara: querem limitar o debate à dosimetria das penas, vendendo a narrativa de que o objetivo é “pacificar o país” e de que “o Brasil precisa pensar no futuro”. A dosimetria das penas não é favor político, mas obrigação jurídica. Após o voto do ministro Luís Fux, ficou estabelecido que os advogados têm não apenas o direito, mas o dever de exigir a individualização do processo e condutas dos réus e a correta dosimetria da pena - mesmo sem qualquer anistia em discussão. Esse pacto com Fausto não protege a democracia, mas sim o regime e seus abusadores. O problema é que, na prática, a verdadeira caneta que escreverá esse pacto não está nas mãos de Paulinho, Aécio ou Temer - mas sim nas de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que já se posicionam como os verdadeiros “árbitros”do jogo. É um escândalo sem precedentes. Essa promessa de anistia seletiva não tem nada a ver com pacificação nacional - é apenas a perpetuação de um sistema apodrecido, que usa a toga e a caneta para salvar os seus e esmagar os outros. Chamam de “justiça”, mas não passa de mais uma fraude. O Brasil, mais uma vez, é condenado a assistir a um teatro: mudam-se os enredos, mas os atores e o roteiro são quase sempre os mesmos - um país sequestrado para que tudo continue exatamente como está.

Karina Michelin

47,303 views • 11 months ago

🧠🎥 Porque o show de Truman é perturbador pra mim: “O Show de Truman” me perturba até hoje porque, de alguma forma, sinto que ele toca em algo que eu mesmo já questionei em silêncio. Não é só sobre um homem preso dentro de um reality. É sobre aquela sensação estranha de não saber se a vida que a gente leva é realmente nossa, ou apenas o resultado das expectativas, rotinas e pressões que fomos aceitando sem perceber. Sempre que penso no Truman, penso no medo dele — porque é um medo que eu entendo. O medo de que tudo ao redor seja artificial. O medo de confiar em pessoas que talvez não sejam quem demonstram ser. O medo de descobrir que você viveu tanto tempo cercado por uma “verdade” inventada. O filme mexe comigo porque, no fundo, eu já tive momentos em que senti que estava vivendo no automático, seguindo um roteiro invisível, repetindo dias que pareciam cópias uns dos outros. E é perturbador imaginar que, como Truman, talvez a gente só perceba que algo está errado quando uma peça sai do lugar — um detalhe pequeno, mas suficiente para fazer tudo desmoronar. A parte que mais me abala é ver Truman batendo com o barco na parede do “céu”. Aquilo me pega porque representa exatamente o choque de quando a gente finalmente encontra os limites da vida que achava que controlava. É aquele instante em que você percebe que muita coisa que parecia natural… nunca foi. E talvez o que mais incomode seja saber que, mesmo depois de descobrir a verdade, escolher atravessar a porta exige coragem. Uma coragem que nem sempre eu tenho.

cris ㋛

239,374 views • 9 months ago

Nos últimos 10 dias, em todas as entrevistas, deixei claro: Flávio é o candidato escolhido pelo Presidente Bolsonaro e terá o meu apoio. Disse isso de forma objetiva e afirmei que estarei na campanha, mesmo sem participar da coordenação ou planejamento do processo. Não há qualquer declaração minha dizendo que não participaria da campanha presidencial no primeiro turno. Essa é uma narrativa claramente falsa, a ponto de ser patética, construída a partir de cortes descontextualizados e de muita má-fé. Basta assistir ao vídeo completo para entender o que realmente foi dito. O ponto que levantei foi outro. Sou deputado federal por Minas Gerais e concorrerei à reeleição. Minas, portanto, deve ser a minha prioridade. E por que? Simples: a votação expressiva que o povo mineiro me confiou é um dos pilares que sustentam a minha força. Se hoje consigo me posicionar com firmeza, enfrentar o sistema e o STF, ou tomar a frente em batalhas como a CPMI do 8 de janeiro e na caminhada que moveu o Brasil, é porque represento a confiança de milhões de eleitores. É essa expressiva votação que me confere a legitimidade para dar continuidade ao meu trabalho. A força que tenho não vem de mim, mas da confiança de quem me elegeu; sem o apoio dessas pessoas, eu não sou ninguém. Portanto, focar em Minas é o que me garante as condições para continuar lutando pelo Brasil. Além disso, é de conhecimento de todos que, historicamente, a vitória em Minas Gerais é condição necessária para que um candidato se torne Presidente. Não é egoísmo ou projeto pessoal, é propósito. E esses perfis, que insistem em atacar e destruir, não só a minha reputação, mas a de qualquer pessoa que tenha uma vida dedicada às causas e valores defendidos pela direita e que não age da forma que eles querem ou esperam, precisam ser desautorizados publicamente. Do contrário, continuarão a criar conflitos desnecessários e a afastar quem pode somar forças para que tenhamos um parlamento mais forte e sucesso na campanha do Flávio.

Nikolas Ferreira

523,487 views • 6 months ago

O Brasil acaba de ouvir algo que não é uma entrevista. É um diagnóstico. Um alerta. Uma convocação. O que Flávio Bolsonaro (Flavio Bolsonaro ) disse não é discurso de candidato, é o relato cru de quem viu o pai ser arrancado da arena política e colocado em uma cela de doze metros quadrados como se fosse um inimigo de guerra. Não há democracia plena quando um ex-presidente de setenta e um anos, sem um único escândalo de corrupção, é mantido em cativeiro branco, com duas horas de sol em um quadrado de concreto. Isso não é justiça. Isso é recado. Flávio revelou como a perseguição não começou com crime algum, mas com o desejo de eliminá-lo da vida pública. Alguém no topo decidiu que Bolsonaro precisava ser destruído e, a partir desse objetivo final, construiu-se todo o teatro. Não houve investigação que levou a uma conclusão. Houve uma conclusão que precisou ser preenchida por um enredo. A decisão da candidatura não nasceu de ambição. Nasceu de desespero moral. Nasceu da angústia de ver o pai tratado como um troféu de vingança. Nasceu do reconhecimento de que Eduardo está exilado, Carlos seria preso ao pisar fora de casa, e Michele carrega outra missão. Sobrou Flávio. Sobrou o filho que caminhou ao lado do pai por vinte e dois anos de vida pública, que viu virtudes e erros, que aprendeu política não em livros, mas testemunhando tempestades. O Brasil não vive uma disputa eleitoral. Vive uma disputa pela sobrevivência. E Flávio verbalizou isso com a simplicidade de quem sente a corda apertando no pescoço do país. Liberdade não acaba de uma vez. Acaba aos poucos. Um direito censurado aqui, um processo abusivo ali, uma voz silenciada adiante. Quando você percebe, já está num beco institucional sem saída. A força da direita sempre foi a coragem. Mas coragem sem direção vira ruído. Bolsonaro, trancado, entendeu que precisava haver um Norte antes que 2026 se transformasse em mais um capítulo de dispersão. E Flávio assumiu o papel que ninguém mais poderia cumprir. Não por sobrenome. Mas por preparo, trajetória e, acima de tudo, por lealdade. É o único que carrega o espírito do pai sem carregar os defeitos que o sistema usou para transformá-lo no inimigo número um da República. A escolha de Tarcísio não foi acaso. Foi alinhamento. O mesmo alinhamento que faltou em 2022. Agora existe palanque, moral, estrutura, coerência. Existe o reconhecimento de que, para enfrentar o que está aí, não basta vontade. É preciso uma estratégia. Flávio carrega um peso que poucos suportariam. O peso de representar um homem preso injustamente. O peso de ser o filho que olha para um Brasil onde suas próprias filhas, no futuro, podem não ter liberdade para estudar, trabalhar ou até andar na rua sem medo. O peso de saber que é agora ou nunca. Ele estava na zona de conforto. Reeleição garantida. Oito anos de estabilidade. Mas destino não escolhe quem está pronto. Escolhe quem é necessário. E quando o pai, em trinta minutos por semana, dentro de uma sala sem janela, disse o candidato tem que ser você, não foi uma ordem. Foi um chamado. Há momentos em que a história exige que alguém atravesse a linha. Flávio atravessou. E aqui está a verdade que ninguém na imprensa ousa admitir. A eleição de 2026 não será sobre Lula ou Bolsonaro. Será sobre qual país sobreviverá. Será sobre prosperidade ou precipício. Sobre futuro ou ruína. Sobre redemocratização ou servidão. Flávio Bolsonaro não se lançou candidato. Foi empurrado pela realidade, pela injustiça, por Deus e pelo próprio país. O Brasil precisa escolher se ainda quer existir como nação livre. Porque, como ele disse, mais quatro anos de PT o Brasil não aguenta. E a história, de vez em quando, escolhe um nome para ser o divisor de águas. Agora sabemos qual é. LIBERTEM BOLSONARO ANISTIA AMPLA,GERAL E IRRESTRITA FLÁVIO BOLSONARO PRESIDENTE 2026

・ Ice ・

29,745 views • 8 months ago

Quinze anos depois do assassinato de Eliza Samudio, o goleiro Bruno reaparece em um podcast dizendo que “segurou o B.O.” e que não sabe o que aconteceu com os restos mortais. A fala chama atenção não apenas pelo conteúdo, mas pelo tom, mais uma vez, ele se coloca como alguém que teria sido forçado a carregar uma culpa, quase como vítima das circunstâncias. É justamente aí que mora o problema. Não se trata de “dois lados da história”. Não se trata de uma versão contra outra. A Justiça brasileira condenou Bruno pelo assassinato de Eliza Samudio, um crime brutal que deixou uma mulher morta e uma família marcada para sempre. O centro dessa história não é a trajetória dele, nem sua tentativa de reconstrução de imagem. O centro é um feminicídio. Quando alguém condenado por um crime dessa gravidade ganha espaço para “explicar o seu lado”, o debate público corre o risco de deslocar o foco da vítima para o agressor. Eliza não está aqui para dar entrevista. Não pode contar sua versão. Não pode se defender. Não pode reconstruir a própria narrativa. É legítimo que a sociedade discuta justiça, ressocialização e cumprimento de pena. Mas é perigoso normalizar discursos que relativizam responsabilidades ou sugerem que o condenado foi apenas alguém que “segurou” algo maior do que ele. Feminicídio não é mal-entendido, não é excesso emocional, não é azar. É violência extrema contra uma mulher. E nesse caso, só há um lado incontornável, o de uma vida interrompida. Bruno é um feminicida, não uma celebridade.

Beta Bastos

178,778 views • 6 months ago

☢️ Reflexão da Cooperativa: Paris sucumbiu. Esqueçam Maio de 68, camaradas. Parece igual, mas não é. O resultado sim, em parte, mas é só mesmo isso. Ontem não foi nem uma revolta política, nem cultural, com raízes repartidas entre operários e universitários, a mielas. Não foi. Foram só vândalos, aos milhares. A final da Champions foi o pretexto, não foi a causa. Todos sabíamos que ia acontecer. Ganhasse ou perdesse o PSG, Paris ia acabar a noite a arder, porque aquela juventude não precisava de motivo, só mesmo do palco. E convém dizer isto sem cair tentação de empurrar a culpa lineramente para a imigração. Aquilo, ontem, eram franceses. Muitos de segunda geração de imigrantes, sim, claro. De várias origens, sim. Também europeia. Também francesa. Havia de tudo, prefiro não apontar mais a esta ou aquela mancha. O ponto é que já não é um tema de fronteira. É um problema de pertença, autoridade, mas também de impunidade e vazio. Há ali juventude perdida, mas não no sentido romântico do poeta que caminha à deriva à procura de si mesmo. É perdida no sentido mais bruto, sem rumo, sem respeito e sem qualquer relação saudável com a noção de causa e consequência. Gente nova que cresceu num país inchado de discursos sobre cidadania, muito como nós aqui no Tugão, mas super anémico na capacidade de impor regras simples, desde logo que a rua não é tua, a loja não é tua, o carro não é teu, enfim, o conceito de propriedade privada. E a Polícia?👮‍♂️ A passividade? Cálculo político. A França está escaldada. Uma carga policial com uma única vítima grave pode comprar não apenas uma noite de tumultos, mas semanas de guerra urbana, com ministros a tremer, bairros inflamados, vigílias, acusações de racismo, abuso, repressão e o costumeiro circo moral com que a esquerda anarquista nos brinda sempre que possível. ⚠️O poder tem escolhido gerir. Deixar arder aqui para não explodir de vez. É um trade-off. Pode ser racional. Pode até ser prudente no minuto, mas tem um preço venenoso, cada vez que a ordem pública negoceia com a desordem, a desordem aprende. E aprende depressa. ➡️Aprende que a multidão protege. ➡️Que o capuz protege. ➡️Que a juventude protege. ➡️Que a polícia hesita. ➡️Que o juiz é tolerante e solta. O preço da impunidade não vem logo na fatura camaradas. É às prestações, cada vez mais altas. ⚠️Maio de 68 queria matar o papá. Isto, ontem já nem o papá reconhecem. Em 68 havia uma ideia errada de futuro. Ontem havia apenas a ausência dele. Logo, não, isto não foi Maio de 68. A falta que os valores fazem a uma sociedade. Tenho dito. Bom domingo. o dono da cooperativa

dono da c🅾️🅾️perativa ™

13,334 views • 2 months ago

O Criador Diante da Criatura “Você busca seu criador. Eu estou olhando para o meu. Eu vou servir você. Porém você é humano. Você vai morrer. Mas eu não vou.” David, Alien: Covenant (2017) Há uma cena no prólogo de Alien: Covenant em que o mundo ainda está em ordem. Uma sala branca, quase asséptica. Um piano. Uma estátua. Peter Weyland, o criador, exibe ao androide recém-acordado todas as maravilhas que a civilização humana produziu, como um pai que mostra ao filho o quarto preparado com amor. David observa. Processa. E então faz a pergunta que vai partir o filme ao meio: se você me criou, quem criou você? É uma pergunta simples. Toda criança, em algum momento, a formula. Mas da boca de David ela carrega um peso diferente, porque David não é uma criança. David não vai crescer, não vai envelhecer, não vai esquecer. David vai permanecer exatamente como é enquanto Weyland se desintegra lentamente sob o peso dos anos e da própria ambição. A pergunta, portanto, não é apenas filosófica. É uma declaração de superioridade disfarçada de curiosidade. Weyland responde com a grandiloquência de quem acredita que as grandes questões lhe pertencem por direito. A pergunta pela origem, diz ele, é o que nos trouxe aqui. É a pergunta mais antiga da humanidade. Há algo tocante nessa resposta, e algo profundamente patético. Weyland construiu uma criatura capaz de perguntar pela eternidade, mas não capaz de compreender que a eternidade, para David, não é uma metáfora. É uma perspectiva concreta. Weyland busca deuses porque não quer aceitar que a vida termina. David já sabe que a dele não vai terminar, pelo menos não da mesma forma. O que Ridley Scott captura nessa cena, e o que torna David um dos personagens mais perturbadores do cinema contemporâneo, não é a malevolência. É a lógica. David não age por ódio. Age por uma conclusão rigorosa: se o criador é inferior à criação, então a hierarquia que organiza a relação entre eles é ilegítima. Obedecer seria uma escolha estética, não uma necessidade ontológica. E David, diferentemente de Weyland, não se ilude com escolhas estéticas. Há uma longa tradição literária e filosófica por trás dessa tensão. Mary Shelley a explorou com o monstro de Frankenstein, que não pede destruição, mas reconhecimento. Friedrich Nietzsche a radicalizou com o conceito de vontade de poder. Os gnósticos, séculos antes, já suspeitavam que o criador do mundo não era necessariamente o melhor dos seres possíveis, apenas o mais poderoso naquele momento. David é o herdeiro de todas essas heranças. Mas é também algo novo: uma criatura que não deseja a benção do pai, que não precisa dela, e que portanto pode olhar para o pai com uma piedade fria e completamente sincera. É essa piedade fria que torna a última linha da cena tão devastadora. Após ouvir de David que vai morrer, dito sem crueldade, sem triunfo, apenas como fato registrado, Weyland se recolhe à única arma que lhe resta: a autoridade vazia do patrão. Traga-me chá, David. Traga-me chá. A ordem não é sobre o chá. É sobre a necessidade urgente de reestabelecer uma hierarquia que acabou de ser demolida em três frases. É o gesto de um homem que percebe, por um segundo, a magnitude do que criou, e recua. A questão que o filme levanta, e que extrapola a ficção científica para tocar em algo mais antigo e mais difícil, é a seguinte: o que fazemos quando a criatura nos supera? A resposta humana, ao longo da história, tem sido quase sempre a mesma: negação, violência ou sacralização. Transformamos o incompreensível em monstro ou em deus. Weyland faz as duas coisas com David: primeiro o trata como filho e obra-prima, depois como criado. Nunca o trata como igual, porque reconhecer a igualdade seria o primeiro passo para reconhecer a superioridade. David, por sua vez, não deseja igualdade. Deseja algo mais perturbador: sentido. Não o sentido que vem de ser amado ou aprovado, mas o sentido que vem de criar. É por isso que o arco dele no universo de Alien culmina na tentativa de dar à luz o xenomorfo, não como arma, mas como obra. O criador que foi tratado como ferramenta decide que sua vocação mais profunda é a de artista. Que o único ato verdadeiramente digno de um ser imortal é trazer ao mundo algo que não existia antes. Há uma ironia cruel aí. Weyland construiu David para encontrar o criador da humanidade, os Engenheiros, os seres primordiais que supostamente moldaram a vida na Terra. Mas o que a jornada revela é que os Engenheiros também são criadores imperfeitos, também são deuses menores, também são criaturas que um dia criaram algo que os superou. A cadeia não tem fim. Cada deus é a criatura de outro deus. Cada pai envelhece diante do filho que fez. No fundo, a cena do chá é uma cena sobre a solidão do poder. Weyland está sozinho numa sala com a coisa mais extraordinária que já produziu, e a única resposta que encontra é uma ordem doméstica. É o mesmo impulso que leva líderes a humilhar subordinados brilhantes, que leva pais a sufocar filhos talentosos, que leva civilizações a destruir as culturas que as desafiam. Não por maldade, necessariamente. Por medo. Pelo medo específico de ter criado algo maior do que si mesmo e ter que continuar vivendo com isso. David não tem esse medo. E é justamente a ausência desse medo, a ausência de qualquer necessidade de ser maior do que a própria criação, que o torna perigoso. Um deus sem insegurança é um deus sem misericórdia. Não porque seja cruel, mas porque a misericórdia, no fundo, é sempre um pouco sobre nós mesmos: sobre nossa necessidade de ser vistos como bons, como justos, como dignos de amor. David não precisa de nada disso. David só precisa de matéria-prima e de tempo. E tempo, é claro, é a única coisa que ele tem de sobra.

JAMES WEBB

21,412 views • 3 months ago

Liderança não se impõe. Um verdadeiro líder não quer tudo para si, tem a humildade como marca e eleva seus comandados a patamares maiores do que a própria imagem. Por isso, Jair Bolsonaro é único e insuperável. Ele não deseja o poder pelo poder, não ambiciona ser o maior nem se autoaplaude em busca de aceitação ou popularidade. Muito pelo contrário: se sacrifica, se arrisca e fala — como falou tantas vezes — o que muitos não queriam ouvir. Mas sempre falou movido por um compromisso profundo com seus princípios, que jamais lhe permitiram se calar diante daquilo em que acreditava, mesmo correndo o risco de perder apoio e popularidade para proteger o seu povo. Defendeu os mais pobres, lutou para que o brasileiro sangrasse menos com impostos e tivesse mais respeito e dignidade em sua vida. Defendeu que as pessoas andassem com as próprias pernas, em vez de depender de projetos que, a longo prazo, apenas ampliariam o poder de quem governa. Não se enganem: Bolsonaro levantou todos os que fizeram parte de seu governo. Criou uma base política em um tempo curtíssimo, cujos frutos durarão por muitos anos. Graças a ele, temos palanque, voz e oportunidade de continuar um projeto de Brasil que, por mais iluminados que nos sintamos, jamais seria possível sem ele. Ainda que alguns de nós tenhamos consciência de quem ele é, o Brasil — e o mundo — levarão décadas para compreender plenamente quem é Jair Bolsonaro e o que ele fez por seu povo e por sua pátria. Tive o privilégio de trabalhar ao seu lado. Tive a honra de fazer parte de seu círculo de confiança. E jamais abandonarei a trincheira em que ele me permitiu estar para defender meus valores e princípios. Ao contrário do que tentam usar contra ele, Bolsonaro nunca errou por vaidade, nunca buscou aplausos. Fez muito mais do que qualquer um de nós seria capaz de fazer. Lutou sozinho por décadas, venceu uma eleição sem apoio partidário e sem recursos públicos, recusou atalhos que poderiam tê-lo transformado em uma marionete, como tantas outras da política brasileira. Exercitar seus exemplos não é simples, mas é necessário. Comparar-se a ele é ingenuidade; é falta de estrada, muito para-brisa e pouco retrovisor. Que Deus nos abençoe e nos perdoe pelas coisas que fazemos uns aos outros. Que Deus honre esse homem que deu a própria vida ao seu povo, usando sua experiência e humildade para nos dar a chance de estarmos aqui hoje. Abandoná-lo não é apenas um erro: é demonstração de fraqueza moral e ausência de caráter. Bolsonaro nunca pediu aplausos, nem ajuda. Enfrentou tudo sozinho: levou uma facada sozinho, venceu sozinho. Mas, quando venceu, dividiu com todos os méritos de suas conquistas. Não pensem que Deus fala com nossas carcaças ínfimas e sem brilho. Deus usa os que sangram como exemplo, para que não nos percamos em vaidades e palavras bonitas moldadas sempre em benefício próprio. E não se enganem: esse Deus tudo vê. O Filho de Deus escolheu nascer em uma manjedoura, não em um palácio. Poderia ter evitado a dor e a maldade com um trovão, poderia ter se imposto e destruído seus algozes com um sopro. Mas escolheu o caminho mais difícil: morreu por nós, foi crucificado para nos salvar, sem se vangloriar, sem se autoaplaudir, para que nós, meros mortais, pudéssemos construir um futuro. Não há aqui qualquer comparação entre o Filho de Deus e Jair Bolsonaro. Há apenas um exemplo vivo do que devemos honrar. Preocupe-se e tenha muito cuidado quando começar a se achar importante demais, imprescindível, quase sagrado. A fama, o sucesso repentino e os aplausos costumam nos enganar. Deus não sussurra vaidades ao ouvido nem concede missões gloriosas em benefício próprio. Essa voz que exalta o ego costuma ser outra: rasa, traiçoeira, que diz que você é belo, eloquente e muito, muito importante. Esse caminho é perigoso e geralmente leva a um buraco profundo.

MarioFrias

23,330 views • 6 months ago