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Rui Borges abordou a possível saída de Alisson Santos, que pode estar perto de rumar ao Nápoles: 🎙️ “Se tiver de sair, sai. Seja o Alisson, seja outro. É o mercado. Fomos ao mercado por dois extremos. Não vou olhar para um jogador só pelo remate que tem ou...

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🎙️ Durante a semana, muitas manchetes saíram sobre os planos de Zubeldia para os jovens da base. Ontem, perguntei diretamente ao técnico sobre seu planejamento. A resposta é longa, mas muito interessante: “Eu sinto que sempre temos que planejar essa situação de transição dos juniores para cá: quando vêm de Cotia para cá e quando voltam para Cotia. Isso tem que estar planejado. O mais importante para mim é que o jovem não esteja preso em um lugar, que não esteja acomodado em um lugar. Porque, se ele estiver acomodado em um lugar, não vai crescer. Falei um pouco com o Moreira, um cara que tive uma conversa muito bacana e com o William. E eles precisam buscar minutos. No fim das contas, você precisa procurar minutos e seguir crescendo. Ele pode fazer aqui… bem, se ele não tiver a chance tão clara aqui, bem, ele sai. E tudo bem. Há dois caminhos: ficar aqui ou procurar minutos lá fora. E os dois são bons. O que seja melhor para o jogador. O que você quer é que o jogador não fique estagnado. O futebol profissional é muito complexo. É difícil, muito difícil, porque o que hoje é elogio… se você perde um gol ou comete um pênalti, o torcedor não distingue se você tem dezenove, vinte, 21, trinta ou 32 anos. O torcedor quer ganhar. Ele atura você por um jogo, dois jogos, três jogos e, depois…O mais importante é que existe um bom investimento em Cotia. O mais importante é que estamos tendo uma sincronização da transição, mas com calma, porque isso é muito longo. Faltam acontecer vários testes”

Gabriel Sá

63,049 Aufrufe • vor 1 Jahr

ALISSON BECKER: O GOLEIRO IDEAL PARA A COPA DO MUNDO DE 2026 Essa discussão já existe há muito tempo. Desde a Copa do Mundo de 2018, o Alisson Becker é contestado pelos motivos errados. E vou falar uma coisa que muita gente não gosta de ouvir: Se o Alisson tivesse surgido em um clube do eixo Rio-São Paulo, o tratamento seria completamente diferente. Existe um preconceito enorme com o Alisson desde os tempos de Inter. Parece que ele precisa provar o tempo todo que é um dos melhores goleiros do mundo, enquanto outros goleiros recebem elogios por muito menos. Desde que apareceu no profissional do Internacional, o Alisson sempre mostrou que era diferente. Foi dominante no futebol brasileiro, chegou na Roma e rapidamente se tornou um dos melhores goleiros da Europa. Depois foi para o Liverpool e alcançou um patamar que poucos jogadores brasileiros conseguiram alcançar. Por muitos anos foi considerado o melhor goleiro do mundo. Na Seleção Brasileira não é diferente. O Alisson é o diferencial. É o goleiro que se posiciona melhor, que entende o jogo, que passa segurança para a defesa inteira. Ele não faz aquelas defesas espalhafatosas que rendem milhões de visualizações na internet. E é justamente por isso que muita gente não percebe o tamanho do goleiro que ele é. Vejo muita gente pedindo Ederson. Vejo muita gente defendendo Weverton. Mas na minha opinião, o Alisson é superior aos dois. Ederson tem qualidade com os pés, mas nunca me passou a mesma segurança debaixo das traves. Weverton teve uma carreira brilhante, mas já não é mais o mesmo goleiro de alguns anos atrás. "Ah, mas o Alisson não pega pênalti." Mas desde quando Ederson e Weverton viraram especialistas em pênaltis? Nenhum deles construiu a carreira sendo referência nesse fundamento. Então usar isso para diminuir o Alisson simplesmente não faz sentido. Por isso, olhando para hoje, para amanhã e principalmente para a Copa do Mundo de 2026, eu não tenho dúvidas. E não é uma simples falha contra o Panamá que vai mudar isso.

Diogo Bohun

61,426 Aufrufe • vor 4 Monaten

O Flamengo tem uma cultura de autodestruição que é conservadora e da qual o clube não consegue se desatrelar. Isso fica claro em dois trechos da ótima entrevista que o diretor de futebol José Boto concedeu ao Tomás da Cunha e ao Rui Malheiro e que fala muito sobre choque de culturas (os trechos estão no vídeo abaixo). Em um deles, o dirigente praticamente abandona a filosofia de se investir no chamado "jogador de scout", ou seja, naquele atleta mais barato, mas com possibilidades de ser bem-sucedido e futuramente gerar receita ao clube. A questão é principalmente a da adaptação desse tipo de jogador a um contexto de muita cobrança como o do Flamengo. Segundo as palavras do dirigente, torna isso inviável. O outro trecho diz respeito ao João Vitor, zagueiro a quem o José Boto faz imensos elogios, inclusive indicando que pode se tornar um dos grandes zagueiros da Europa em cerca de cinco anos. Ao mesmo tempo, porém, ele afirma que praticamente se tornou inviável a continuidade do jogador por conta de duas partidas do Campeonato Brasileiro em que ele foi mal, mas cujo contexto abalou segundo o próprio José Boto, a carreira do jogador no clube. Na entrevista, dá para notar que ele ainda ia dizer algo a mais, talvez até no sentido de tentar mais uma vez com o atleta, mas acaba sendo cortado por um dos entrevistadores. São dois trechos que precisam fazer a gente pensar muito no futuro do Flamengo como clube e como instituição. O torcedor, evidentemente, quer ganhar títulos e deseja o jogador de impacto imediato. Mas o clube vai além disso. Precisa pensar no seu futuro, nas conquistas esportivas e nas receitas que jovens talentos podem gerar e, para isso, quebrar de vez essa cultura de autodestruição.

Fred Soares 🎩

140,680 Aufrufe • vor 9 Monaten

Imagine você ir para o hospital em trabalho de parto, com dores, com medo, esperando cuidados e receber negligência e violência? Ter que parir no chão frio e de qualquer maneira porque a médica que fez o juramento de cuidar não só negou atendimento apropriado, mas debochou da gestante. Imaginou? Agora imagina que depois de tudo isso, sua família indignada com a situação procura as autoridades que por sua vez, se negam a registrar o o Boletim de Ocorrência. Parece um filme de terror, mas não é. Isso aconteceu mais perto do que você imagina, em Duque de Caxias - RJ. No Brasil, as maiores vítimas de violência obstétrica são mulheres negras, indígenas e de baixa renda, ou seja, diversas camadas de crimes foram cometidos nesse caso e um deles sabemos bem qual é. A Organização Mundial de Saúde por sua vez, revela que a violência obstétrica é uma “violação dos direitos humanos fundamentais”. Não é justo que um dos momentos mais delicados da vida de quem dá a luz, seja atravessado por omissões, negligências e violências de quem acha que tem o poder de decidir quem tem direito a assistência, saúde e cuidados básicos ou não. Isso é crime e em nada se parece com o juramento que médicos fazem ao se comprometerem com a profissão. Toda a minha solidariedade à Queli e sua família, que agora ela seja acolhida, que a sua denúncia seja aceita, que a justiça seja feita para que pelo menos parte desse erro gravíssimo seja reparado.

Leandra Leal

562,686 Aufrufe • vor 2 Jahren