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Silêncio que a Dilma Rousseff está falando. Não é voz qualquer, é voz de quem atravessou fogo, porão, golpe, deboche e continuou em pé. Enquanto muita gente derretia no primeiro vento, ela virou rocha. Mulher que apanhou da História e respondeu com dignidade, memória e coluna ereta. Não grita,...

51,207 views • 8 months ago •via X (Twitter)

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Eu nem quis render esse assunto quando surgiu porque eu jamais estragaria o momento da Ana Paula no red carpet, mas eu ando bem cansada de ver esses obcecados toda hora tentando invalidar a Ana Paula como mulher. Então vamos lá. Esse primeiro vídeo é do raio-X do dia seguinte à treta do vestido. Nele, a Ana fala claramente: “NÃO USO MUITO VESTIDO.” Na hora da confusão, antes da festa da Ana Castela, ela falou “não uso vestido” porque ela realmente quase não usa mais. Além de ser uma peça de roupa que ela não usa, a Ana não se sentiu bem no vestido e não quis usar. Simple! E nenhuma mulher deveria ser questionada sobre o que escolhe vestir. Nesse vídeo do raio-X, a Ana também fala de outros dois vestidos que a incomodaram. Um foi o da festa da Nivea, aquele vestido azul-claro que ficava subindo e mostrando parte do peito. O outro foi o da festa do Dilsinho. Era um vestido com decote em V e as costas nuas. Esse segundo vídeo mostra a Ana desconfortável, segurando o vestido para não deixar o peito aparecer. Foi, inclusive, nesse dia que ela colocou uma camiseta por cima porque estava incomodada com o vestido. O desconforto da ana era com os excessos das roupas. No vestido azul claro, dependendo do modo como ela se movimentasse mostraria até o bico do peito. Além de mostrar a barriga. O outro vestido tem um decote V, é nu nas costas e é transparente. E o vestido que ela se recusou a vestir o tecido era fino demais. Portanto, a Ana não mentiu e não existe contradição nenhuma nisso. Existe, sim, um esforço de quem não gosta dela para pegar uma fala, ignorar todo o contexto e tentar transformá-la em mentirosa.

Dêssa 🥂

23,350 views • 8 days ago

Quando o vídeo mostra várias mulheres, espalhadas, sentadas da mesma forma, com a mesma postura, o mesmo silêncio e o mesmo gesto mecânico no celular, a cena deixa de ser ambígua. Não é encontro casual. Não é espera por amigos. Não é vida urbana espontânea. É organização. Guangzhou é uma vitrine do que a China chama de ordem social eficiente. Nada ali é aleatório. Quando várias mulheres ocupam pontos semelhantes, com comportamento idêntico, isso indica rede. Plataforma. Mediação invisível. Um sistema que não precisa de placas porque já foi naturalizado. O celular não é passatempo. É ferramenta. É ali que chega a notificação, o chamado, o “agora pode”. Elas não conversam entre si porque não precisam. A coordenação não é humana. É digital. Isso não é prostituição clássica, aquela caricatura ocidental cheia de neon e escândalo. Isso é muito mais sofisticado. É a versão higienizada, silenciosa e integrada à paisagem urbana. Compatível com câmeras, com polícia, com o Partido, com o discurso oficial de moralidade. Tudo parece normal porque foi desenhado para parecer normal. É o corpo feminino tratado como serviço sob demanda, encaixado na lógica de cidade inteligente. Sem esquina. Sem abordagem direta. Sem ruído. Só disponibilidade calculada. E aqui está o ponto mais incômodo não existe caos, não existe desordem, não existe rebeldia. Existe aceitação estrutural. Elas não parecem tensas porque o sistema não funciona pela força visível. Funciona pela necessidade, pela economia, pela ausência de alternativas, pela vigilância constante que faz qualquer escolha parecer voluntária. O Ocidente olha isso e pergunta “o que está acontecendo?”. A China olha e responde “funcionando”. Guangzhou não está mostrando um problema. Está mostrando o futuro que muita gente ainda insiste em chamar de progresso. Como é lindo o Comunismo.🤡

・ Ice ・  Ⅹ ・

466,135 views • 8 months ago