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Tadalafellas é mais uma vítima do maior experimento mental deste século: a pornografia. A normalização de vender o bem mais valioso que existe, a própria dignidade, em troca de um pedaço de papel que outros homens imprimem. O pior é que o público dele é majoritariamente adolescente. Gente sem...

2,905,758 Aufrufe • vor 5 Monaten •via X (Twitter)

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Esse final é excelente, justamente por ter criado dois grupos que se degladiam até hoje tentando monopolizar a interpretação 'correta' dele. ​De um lado, os que enxergam a chegada dos espanhóis como a ruína absoluta deles, ignorando que a tribo em questão já estava vivendo uma atrocidade tão grande com outros grupos locais, que, a não ser que você tenha assistido o filme de olhos fechados ou ache que desmembrar inocente é uma cultura que deve ser preservada, sabe que não tinha como ficar muito pior. Do outro, os que acreditam que como era 'tudo índio' que faziam rituais macabros de sacrifício, isso certamente era a salvação pra todos eles, o que na verdade pra essa tribo em específico, seria apenas trocar a submissão a uma civilização por outra. Aliás, existe um terceiro grupo, com a mais jumenta das interpretações, os que defendem a tese de que, "como Mel Gibson é cristão, conservador e reacionário e didireita, o final só pode ser um 'final feliz' onde todos eles são catequizados". É uma visão tão imbecil que revela mais limitação e cegueira ideológica de quem assiste do que qualquer suposta limitação do diretor. ​A questão é, mesmo que aquela cena das caravelas que já roda ai pela internet há anos fosse o take final, ela continuaria genial por ser ambígua o suficiente pra cada um projetar o que quiser do significado daquilo. O problema é que essa NÃO É A ÚLTIMA CENA DO FILME. ​Logo após esse trecho, o protagonista que sobreviveu a atrocidade dos Maias, volta para a floresta, encontra sua mulher grávida, olha para os navios, rejeita o contato com eles e vai embora em busca de um 'novo começo'. O filme é essencialmente sobre uma tribo que não é expansionista, não é violenta e que não quer viver sob o jugo de qualquer outro grupo, seja ele usando lanças ou espadas, não é sobre qual deles é pior ou melhor. ​Por mais que seja interessante essa disputa pela versão definitiva das caravelas chegando, eu acho que o final dele é muito categórico em não passar perto de nenhuma delas, se a "assustadora, pois é uma ameaça existencial para aquele grupo" ou a "esperançosa, porque estão chegando pra salvar os nativos deles próprios".

Otavio

20,544 Aufrufe • vor 2 Monaten

A sensação, nos últimos tempos, é de que o mundo entrou em um ciclo de tensão constante, como se estivéssemos sempre à beira do fim - e isso vai desgastando, silenciosamente, até os mais fortes. Para quem vive de acompanhar, interpretar, analisar e expor o que acontece no mundo, isso pesa ainda mais, porque não é possível simplesmente desligar. A gente absorve, carrega e, muitas vezes, também sente. Mas hoje é sábado, e eu escolhi interromper esse fluxo. Escolhi não alimentar a mesma engrenagem que nos mantém presos em um estado de alerta permanente. Porque existe algo que precisa ser preservado a qualquer custo - a nossa capacidade de sentir paz, de encontrar beleza, de manter a alma de pé, mesmo quando tudo ao redor parece desabar. Essa música, essa voz, esse momento… não são apenas um respiro estético. São um lembrete profundo de que existe algo dentro de nós que não pode ser corrompido pela dureza do mundo. Existe uma dimensão da vida que não é atingida pela política, pelas crises ou pelas narrativas de medo. É ali que moram a fé, a esperança e a força silenciosa que sustenta quem não se deixa quebrar. A verdade é que o mal não começa nas grandes coisas - ele começa quando a gente cede por dentro, quando a gente perde a capacidade de acreditar, quando a gente se acostuma com o peso e esquece que também pode existir leveza. Por isso, mais do que nunca, escolher momentos como esse é quase um ato de resistência. É dizer, de forma firme, que nem tudo será tomado, que nem tudo será escurecido, que existe algo que permanece intacto. Que esse vídeo seja um ponto de reconexão. Um instante em que você lembra quem você é, no que você acredita e por que ainda vale a pena seguir em frente. Porque, no meio de tudo isso, no meio de tanta distorção e caos, ainda existe algo muito simples e muito poderoso - a decisão de não deixar a sua luz e a sua fé se apagarem.

Karina Michelin

17,333 Aufrufe • vor 2 Monaten