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Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal.
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Bidu é o protótipo de extremo que aprecio. Um jogador muito forte a atacar o espaço exterior, combinando potência física, explosão e velocidade para ganhar duelos e conquistar metros com bola. É agressivo na forma como encara o adversário e quando encontra espaço acelera de imediato. Mesmo quando recebe já no último terço e tem pouco espaço para trabalhar, consegue encontrar soluções através da sua explosão. A decisão no último terço após ganhar a linha de fundo passa por procurar cruzamentos rasteiros. Também demonstra capacidade para atacar a profundidade quando identifica espaço nas costas da defesa, utilizando a sua velocidade e força para ganhar vantagem. É um perfil muito vertical, agressivo e físico, daqueles que podem acrescentar uma dimensão diferente ao ataque. É um jogador que entusiasma. O scouting internacional para a formação, sobretudo para a equipa B/Sub-23, não tem dado os resultados que gostaríamos, com vários estrangeiros contratados nos últimos anos a não conseguirem afirmar-se. Bidu e Bafdili são neste momento dois jogadores que me despertam bastante entusiasmo. Espero sinceramente que ambos consigam quebrar o padrão.
Sporting Things14,511 views • 11 days ago

Silas Andersen transmite uma sensação de tranquilidade, segurança e qualidade sempre que tem bola. Neste momento, parece-me o médio mais capaz para assumir a primeira fase de construção, dando critério à circulação e revelando qualidade para subir até às costas da segunda linha de pressão quando encontra espaço. Sem bola, destaca-se pela disponibilidade para pressionar, sobretudo na pressão alta e nos deslocamentos à largura, quer em organização defensiva, quer em transição. Passada larga e uma boa capacidade para chegar rapidamente ao portador da bola e garantir o equilíbrio defensivo. É apenas um jogo, mas os indicadores estão lá. A concorrência com Altimira promete ser muito interessante e é precisamente este tipo de disputa interna, baseada na qualidade, que eleva o nível da equipa.
Sporting Things33,825 views • 1 month ago

Vídeo longo? Sim. Mas cada segundo vale a pena. Varandas voltou a erguer a voz pelo Sporting, defendendo de forma exemplar os nossos interesses e desmontando, ponto por ponto, a cartilha dos rivais. E a verdade é só uma: o possível TRI-CAMPEONATO incomoda. E incomoda muito. Mas se eles estão inquietos, nós estamos cada vez mais fortes. 💪🏽
Sporting Things153,397 views • 11 months ago

Confesso que não conhecia Rodrigo Rodrigues, extremo apontado como possível reforço do Sporting B. Depois de o analisar, fiquei genuinamente surpreendido. Não apenas pela velocidade, explosão e verticalidade que imprime ao seu jogo, alternando entre movimentos interiores com bola, mas sobretudo pela sua ambidestria. E não se trata daquela ambidestria limitada ao remate com ambos os pés. O que impressiona é a forma como conduz a bola com igual conforto tanto com o pé direito como com o esquerdo, o que lhe confere uma grande imprevisibilidade. Essa capacidade permite-lhe atuar com o mesmo critério em qualquer um dos corredores, sem perder qualidade nas ações individuais, sendo igualmente perigoso. A facilidade com que muda de direção, altera o pé dominante em condução e mantém a velocidade faz dele um jogador muito difícil de condicionar. Confesso que fiquei bastante entusiasmado com o perfil.
Sporting Things33,626 views • 2 months ago

Os segundo e o último golo do Sporting dizem muito sobre as intenções e os padrões ofensivos da equipa. No golo de Doumbia, a jogada nasce após uma recuperação de bola. Com Maxi mais baixo, forma-se uma linha de três com os dois centrais, enquanto Altimira e Silas se posicionam nas costas da primeira linha de pressão. No corredor direito, Zalazar baixa para explorar o espaço na largura da segunda linha de pressão, formando inicialmente dupla largura com Geny. Com a aproximação de Fotis, cria-se um triângulo na meia direita entre o grego, o uruguaio e o moçambicano. Essa dinâmica atrai três adversários para o mesmo espaço, libertando a linha defensiva e criando o contexto ideal para Doumbia atacar a profundidade em 1x1 com o central adversário. No golo de Nel, o princípio mantém-se. O Sporting constrói novamente a 3, desta vez com Fresneda mais baixo e Altimira nas costas da primeira linha de pressão. Destaca-se a liberdade de movimentos de Luís Guilherme, que baixa para explorar a lateral da primeira linha de pressão, arrastando consigo o extremo adversário da linha média de quatro. Esse movimento abre espaço entre o extremo e o médio do adversário, criando uma zona de progressão pelo corredor central. Com Altimira a baixar para junto dos centrais, forma-se momentaneamente uma linha de quatro, garantindo superioridade numérica (4x3) sobre a primeira linha de pressão, sendo que extremo adversário é obrigado a saltar para tentar acertar. Criou-se o espaço ideal para Fresneda receber com espaço de progressão. O arrastamento de Luís Guilherme mantém aberto o espaço entre o extremo e o médio adversários. O médio, obrigado a sair na cobertura, tentado limitar a ação de Fresneda, percorre uma distância demasiado longa e chega tarde ao duelo. Esse atraso aumenta ainda mais a distância entre a linha média e a linha defensiva, espaço imediatamente explorado por l Nel, que recebe entre linhas, combina com Flávio Gonçalves e finaliza. Nestes dois lances voltam a evidenciar-se vários princípios do modelo de Rui Borges: a paciência na circulação, a utilização frequente do passe para trás para provocar saltos de pressão e abrir espaços, a liberdade posicional para atrair adversários, a constante dupla largura no corredor direito e os movimentos complementares entre o ponta de lança e o segundo avançado (papel desempenhado por Doumbia). O Sporting continua a deixar excelentes indicadores. Siga para a Amadora.
Sporting Things14,535 views • 1 month ago

A mudança de perfis no corredor central do Sporting deverá elevar o nível da equipa na pressão, sobretudo em zonas altas do terreno. Doumbia, Silas e Altimira acrescentam outra capacidade física, intensidade e agressividade nos timings dos saltos de pressão, permitindo uma abordagem muito mais eficaz. Doumbia, em particular, oferece ainda a versatilidade de fechar tanto no corredor central como no lateral, dando maior flexibilidade. Sempre que surge um indicador de pressão, como um passe para trás ou para o lado, a equipa consegue acelerar de imediato sobre o portador, pressionando as costas dos adversários com muito mais intensidade. Este tipo de perfis favorece claramente a ideia de Rui Borges, baseada em referências individuais, porque permite chegar mais rápido aos duelos e sustentá-los com maior agressividade. Gostei igualmente da articulação entre extremo e médio. Muitas vezes, o extremo responsável por fechar a largura, neste caso, Doumbia, abria ligeiramente o posicionamento para preparar o salto ao lateral adversário. Esse movimento libertava espaço no corredor central, mas Silas e Altimira revelaram sempre excelente leitura para o ocupar através das coberturas. No lado contrário, o médio mais distante fechava por dentro, impedindo mudanças de centro de jogo e protegendo o espaço interior. Também se destacaram as constantes passagens de marcação. Sempre que um médio abandonava a sua referência inicial para pressionar outra, o colega compensava imediatamente, percorrendo muito espaço com grande velocidade para manter as referências controladas. Essa capacidade física e a rapidez nos deslocamentos permitem que a equipa mantenha a pressão organizada sem perder equilíbrio. É precisamente aqui que acredito que o Sporting vai crescer. As coberturas da linha média sobre a primeira linha e sobre os extremos serão muito mais agressivas, e a pressão em referências individuais terá todas as condições para ser significativamente mais criteriosa, sobretudo no corredor central.
Sporting Things14,118 views • 1 month ago