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A mudança de perfis no corredor central do Sporting deverá elevar o nível da equipa na pressão, sobretudo em zonas altas do terreno. Doumbia, Silas e Altimira acrescentam outra capacidade física, intensidade e agressividade nos timings dos saltos de pressão, permitindo uma abordagem muito mais eficaz. Doumbia, em particular,...

14,118 views • 1 month ago •via X (Twitter)

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Os segundo e o último golo do Sporting dizem muito sobre as intenções e os padrões ofensivos da equipa. No golo de Doumbia, a jogada nasce após uma recuperação de bola. Com Maxi mais baixo, forma-se uma linha de três com os dois centrais, enquanto Altimira e Silas se posicionam nas costas da primeira linha de pressão. No corredor direito, Zalazar baixa para explorar o espaço na largura da segunda linha de pressão, formando inicialmente dupla largura com Geny. Com a aproximação de Fotis, cria-se um triângulo na meia direita entre o grego, o uruguaio e o moçambicano. Essa dinâmica atrai três adversários para o mesmo espaço, libertando a linha defensiva e criando o contexto ideal para Doumbia atacar a profundidade em 1x1 com o central adversário. No golo de Nel, o princípio mantém-se. O Sporting constrói novamente a 3, desta vez com Fresneda mais baixo e Altimira nas costas da primeira linha de pressão. Destaca-se a liberdade de movimentos de Luís Guilherme, que baixa para explorar a lateral da primeira linha de pressão, arrastando consigo o extremo adversário da linha média de quatro. Esse movimento abre espaço entre o extremo e o médio do adversário, criando uma zona de progressão pelo corredor central. Com Altimira a baixar para junto dos centrais, forma-se momentaneamente uma linha de quatro, garantindo superioridade numérica (4x3) sobre a primeira linha de pressão, sendo que extremo adversário é obrigado a saltar para tentar acertar. Criou-se o espaço ideal para Fresneda receber com espaço de progressão. O arrastamento de Luís Guilherme mantém aberto o espaço entre o extremo e o médio adversários. O médio, obrigado a sair na cobertura, tentado limitar a ação de Fresneda, percorre uma distância demasiado longa e chega tarde ao duelo. Esse atraso aumenta ainda mais a distância entre a linha média e a linha defensiva, espaço imediatamente explorado por l Nel, que recebe entre linhas, combina com Flávio Gonçalves e finaliza. Nestes dois lances voltam a evidenciar-se vários princípios do modelo de Rui Borges: a paciência na circulação, a utilização frequente do passe para trás para provocar saltos de pressão e abrir espaços, a liberdade posicional para atrair adversários, a constante dupla largura no corredor direito e os movimentos complementares entre o ponta de lança e o segundo avançado (papel desempenhado por Doumbia). O Sporting continua a deixar excelentes indicadores. Siga para a Amadora.

Sporting Things

14,535 views • 1 month ago

𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐯𝐬 𝐅𝐂 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 — 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐃𝐍 🔹 As distâncias curtas como medida de controle e de progressão gradual e o mais do que explícito tríptico : mobilidade - multi direcionalidade - contra movimento. 🔹 Suscitar situações que saem do preestabelecido e exigem aos jogadores capacidade auto-organizativa, cooperativa e autonomia decisional dentro dum contexto onde a bola é o meio e o fim do jogar. 🔹 A iniciativa não se negoceia (os 11, incluindo o GR devem ser protagonistas) sendo uma arma profícua para, desde a saída em construção na zona de risco, procurar manipular a pressão contrária criando focos atrativos e aproveitando as distâncias curtas entre jogadores para sair favorecido : acomodação posicional (distâncias, alturas, posturas) e trajetórias orientadas em função da intenção : ajuda mútua, de apoio direto ou indireto, de distração. 🔹 Através de hábitos operacionais - relacionais cria uma dimensão dinâmica ao seu favor. Horta, Pau Víctor e Zalazar podem interagir de « olhos fechados » e as constantes iniciativas associativas para não só manipular a pressão contrária como também viajar juntos elevam « a empatia futebolística » entre cada elemento da equipa para níveis elevados. 🔹 A conscientização da característica maioritariamente reativa do processo defensivo adversário é para aproveitar : - Procura do homem livre através do conceito do 3o homem. - Olhar por perto para poder ver mais longe. - Também considerar a alternativa mais distante se o contexto que lhe é inerente for vantajoso. - Pelo menos duas opções de passe para o possuidor (evitando paralelismos). - Tentar confundir referências contrárias (ainda mais quando são individuais) 🔹 A nível individual, Moutinho é o cérebro do seu meio campo — clarividência ímpar para actuar consoante os critérios mais determinantes : espacial / temporal. 🔹 Várias saídas, conseguidas apesar do contexto de maior apuro, destacam-se não simplesmente pelo espaço que o adversário esvaziou mas também, e sobretudo, pelo entendimento / sintonia dos jogadores nas suas interações, combinações sem cair na previsibilidade.

Rémy M.

10,639 views • 5 months ago

O relacionismo no futebol surge como uma abordagem que valoriza, acima de tudo, as conexões entre os jogadores dentro de campo. Mais do que posições rígidas ou movimentos pré-definidos, este modelo privilegia a constante interação, a leitura do jogo e a capacidade de cada jogador se ajustar ao contexto coletivo. A equipa passa a funcionar como um organismo vivo, onde cada elemento influencia e é influenciado pelos restantes. Neste contexto, a aproximação entre jogadores torna-se fundamental. Reduzir as distâncias permite uma circulação de bola mais rápida, segura e eficiente, facilitando linhas de passe curtas e constantes apoios ao portador da bola. Esta proximidade não só diminui o risco de perda como também aumenta a capacidade de manter a posse, atraindo o adversário e criando espaços noutras zonas do campo. Outro princípio essencial é o uso das diagonais para gerar superioridade. Movimentos diagonais quebram a previsibilidade do jogo, desorganizam a estrutura defensiva adversária e criam linhas de passe menos óbvias. Ao atacar em diagonal, a equipa consegue ultrapassar linhas de pressão e criar vantagens numéricas ou posicionais, potenciando situações de progressão e finalização. Por fim, o relacionismo pressupõe um ambiente onde existe liberdade para o erro. Esta liberdade é crucial para o desenvolvimento da criatividade e da tomada de decisão. Jogadores que não têm receio de falhar tendem a arriscar mais, a explorar soluções diferentes e a contribuir de forma mais ativa para a dinâmica coletiva. O erro deixa de ser visto como falha e passa a ser encarado como parte do processo de aprendizagem e evolução. Fernando Diniz, o mestre do relacionismo🧠

Paulo Andrade

19,781 views • 5 months ago