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A mudança de perfis no corredor central do Sporting deverá elevar o nível da equipa na pressão, sobretudo em zonas altas do terreno. Doumbia, Silas e Altimira acrescentam outra capacidade física, intensidade e agressividade nos timings dos saltos de pressão, permitindo uma abordagem muito mais eficaz. Doumbia, em particular,...

13,435 просмотров • 2 дней назад •via X (Twitter)

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Catarino Pascoal é um médio de combate, cuja maior influência surge quando pode explorar o espaço e a sua capacidade de progressão. É um jogador que se sente-se particularmente confortável a receber em zonas baixas do terreno. Na minha opinião, destaca-se mais quando recebe já com algum espaço para explorar. Mesmo quando é obrigado a receber de costas para o jogo, revela uma excelente capacidade para girar sob pressão. Escolhe quase sempre o apoio correto para receber a bola e possui uma agilidade muito interessante, que lhe permite iludir a pressão adversária, enquadrar-se rapidamente com o jogo e sair de situações apertadas. Estas ações tornam-se especialmente evidentes quando a sua equipa é sujeita a uma pressão alta. Sempre que consegue ultrapassar o primeiro adversário e encontra espaço nas costas da linha de pressão, evidencia aquilo que melhor faz: transportar a bola em progressão. Tem capacidade para ganhar muitos metros em condução, aliando uma boa qualidade técnica, que lhe permite manter a bola sempre próxima do pé, a uma velocidade de deslocamento boa, fatores que lhe conferem um raio de ação muito interessante na progressão ofensiva. Também tem capacidade na ligação entre setores, embora não seja um médio particularmente criativo na descoberta de linhas de passe pouco evidentes em contextos de organização ofensiva, sobretudo quando os espaços são reduzidos. Bem-vindo 💚

Sporting Things

11,089 просмотров • 29 дней назад

𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐯𝐬 𝐅𝐂 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐨 — 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐕𝐢𝐜𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐃𝐍 🔹 As distâncias curtas como medida de controle e de progressão gradual e o mais do que explícito tríptico : mobilidade - multi direcionalidade - contra movimento. 🔹 Suscitar situações que saem do preestabelecido e exigem aos jogadores capacidade auto-organizativa, cooperativa e autonomia decisional dentro dum contexto onde a bola é o meio e o fim do jogar. 🔹 A iniciativa não se negoceia (os 11, incluindo o GR devem ser protagonistas) sendo uma arma profícua para, desde a saída em construção na zona de risco, procurar manipular a pressão contrária criando focos atrativos e aproveitando as distâncias curtas entre jogadores para sair favorecido : acomodação posicional (distâncias, alturas, posturas) e trajetórias orientadas em função da intenção : ajuda mútua, de apoio direto ou indireto, de distração. 🔹 Através de hábitos operacionais - relacionais cria uma dimensão dinâmica ao seu favor. Horta, Pau Víctor e Zalazar podem interagir de « olhos fechados » e as constantes iniciativas associativas para não só manipular a pressão contrária como também viajar juntos elevam « a empatia futebolística » entre cada elemento da equipa para níveis elevados. 🔹 A conscientização da característica maioritariamente reativa do processo defensivo adversário é para aproveitar : - Procura do homem livre através do conceito do 3o homem. - Olhar por perto para poder ver mais longe. - Também considerar a alternativa mais distante se o contexto que lhe é inerente for vantajoso. - Pelo menos duas opções de passe para o possuidor (evitando paralelismos). - Tentar confundir referências contrárias (ainda mais quando são individuais) 🔹 A nível individual, Moutinho é o cérebro do seu meio campo — clarividência ímpar para actuar consoante os critérios mais determinantes : espacial / temporal. 🔹 Várias saídas, conseguidas apesar do contexto de maior apuro, destacam-se não simplesmente pelo espaço que o adversário esvaziou mas também, e sobretudo, pelo entendimento / sintonia dos jogadores nas suas interações, combinações sem cair na previsibilidade.

Rémy M.

10,639 просмотров • 3 месяцев назад

O relacionismo no futebol surge como uma abordagem que valoriza, acima de tudo, as conexões entre os jogadores dentro de campo. Mais do que posições rígidas ou movimentos pré-definidos, este modelo privilegia a constante interação, a leitura do jogo e a capacidade de cada jogador se ajustar ao contexto coletivo. A equipa passa a funcionar como um organismo vivo, onde cada elemento influencia e é influenciado pelos restantes. Neste contexto, a aproximação entre jogadores torna-se fundamental. Reduzir as distâncias permite uma circulação de bola mais rápida, segura e eficiente, facilitando linhas de passe curtas e constantes apoios ao portador da bola. Esta proximidade não só diminui o risco de perda como também aumenta a capacidade de manter a posse, atraindo o adversário e criando espaços noutras zonas do campo. Outro princípio essencial é o uso das diagonais para gerar superioridade. Movimentos diagonais quebram a previsibilidade do jogo, desorganizam a estrutura defensiva adversária e criam linhas de passe menos óbvias. Ao atacar em diagonal, a equipa consegue ultrapassar linhas de pressão e criar vantagens numéricas ou posicionais, potenciando situações de progressão e finalização. Por fim, o relacionismo pressupõe um ambiente onde existe liberdade para o erro. Esta liberdade é crucial para o desenvolvimento da criatividade e da tomada de decisão. Jogadores que não têm receio de falhar tendem a arriscar mais, a explorar soluções diferentes e a contribuir de forma mais ativa para a dinâmica coletiva. O erro deixa de ser visto como falha e passa a ser encarado como parte do processo de aprendizagem e evolução. Fernando Diniz, o mestre do relacionismo🧠

Paulo Andrade

19,781 просмотров • 3 месяцев назад

Este vídeo deveria ter tido uma visibilidade muito maior; a fala da Milena aqui deveria ter repercutido muito mais. Imagine que, mesmo sem saber ou entender completamente, você passa 100 dias dentro de um jogo sofrendo racismo tanto dentro quanto fora do confinamento. Após enfrentar ataques pesadíssimos em uma casa de vidro e cancelamentos sucessivos (na grande maioria, injustos), por ser simplesmente quem você é, por ter se jogado ao jogo de uma forma tão intensa e já mais vista antes em um reality show, você olhar para outra pessoa e diz que o prêmio valerá mais a pena se ela ganhar. É preciso amar muito a pessoa para colocar a sua própria trajetória de jogo e de vida em segundo plano em prol da dor dessa pessoa. É necessária uma sensibilidade e uma empatia maiores que o desejo de ganhar 5 milhões e mudar de vida para sempre — e sabemos que a vida da Milena nunca foi fácil. Milena dizer que quer a vitória da Ana Paula, pois "valerá mais a pena" por toda questão envolvendo o pai dela, diz muito sobre quem a Milena é e sobre o que foi sua trajetória no BBB. Não foi uma jornada apenas de redescoberta e crescimento pessoal, foi de cuidado, afeto e sensibilidade com o outro. Foi sobre se colocar na zona de risco para proteger os seus e ser exatamente quem ela é, genuinamente 80% coração. Milena, ao proferir estas palavras para Ana Paula, transforma toda a dor que viveu em um ato de compaixão e puro amor, provando que, às vezes, a maior vitória não é o prêmio final, mas a preservação da própria humanidade e do afeto. No fim, foi muito mais do que uma busca por dinheiro. É um desfecho emocionante para uma trajetória marcada pela resiliência.

Ádila

16,808 просмотров • 2 месяцев назад