
André Coelho Lima
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Uma declaração absolutamente admirável! Um grito de moderação no meio de tanto radicalismo. Uma demonstração de como nos podemos manifestar sem sermos apenas pró ou contra. Não sei quem é este cidadão, mas devia ser posto a falar mais vezes, para nos fazer perceber como na divergência há sempre caminhos de aproximação. Magnífico!
André Coelho Lima124,820 görüntüleme • 1 yıl önce

O PS criou uma regra para impedir os candidatos autárquicos de serem candidatos à Assembleia da República. Concordo com a ideia, não concordo que seja imposta. Bem melhor esteve o PSD, defensor do personalismo em detrimento do coletivismo, que decidiu não criar uma regra para uma questão que é de natureza intrinsecamente ética e de manifestação de respeito básico pelas nossas comunidades. Os partidos, tal como as organizações, não podem querer ser paizinhos de pessoas adultas. Cada qual toma as suas opções e é depois avaliado pelo eleitorado. Para mim, atendendo a que o dom da ubiquidade é uma característica reservada às divindades, é incompreensível que se possa secundarizar a comunidade que se propõe gerir, como é intolerável que possa desconsiderar o serviço de dedicação plena que a República exige no seu órgão legislativo e para que, aliás, remunera (exceção para quando assente em circunstâncias supervenientes). Digo apenas o que sempre cumpri. Nunca me auto-propus a cargos nacionais quando estava dedicado a funções autárquicas. Como no Parlamento adotei a exclusividade mesmo não sendo a isso obrigado. É, quanto a mim, uma questão ética; de ética republicana. E essa, não precisa de ser ensinada - no sentido de imposta - pelos partidos, basta tê-la.
André Coelho Lima40,878 görüntüleme • 1 yıl önce

É devido um agradecimento a Luís Marques Mendes este momento de informação e esclarecimento: de verdadeiro serviço público. E obviamente à FFMS - Fundação Francisco Manuel dos Santos pela excelente iniciativa. Fica a informação para quem quiser tirar as suas conclusões.
André Coelho Lima41,735 görüntüleme • 1 yıl önce

É evidente que as duas moções de censura e a moção de confiança em pouco mais de três semanas não foram apresentadas ao Governo ou por causa da sua atuação, mas devido a circunstâncias relacionadas com o Primeiro-Ministro; o que não pode ser ignorado. É igualmente evidente que esta circunstância deve obrigar a uma reflexão, desde logo pelo próprio e naturalmente pelo partido que o suporta. Procurar inibir esse debate com ameaças veladas de "morte política" é uma atitude reveladora de uma falta de maturidade e dimensão que são pouco próprias do sentido de responsabilidade institucional que é exigido num momento como aquele que o país atravessa.
André Coelho Lima36,762 görüntüleme • 1 yıl önce

Pode-se concordar ou discordar de Miguel Morgado, mas têm de se reconhecer os seus recursos intelectuais, de cultura e de conhecimento. No entanto, apesar de ser já de 20.agosto, só ontem cruzei com esta análise a propósito dos fogos deste Verão e da Festa do Pontal e das férias do PM. E fiquei na mais absoluta estupefação com o que ouvi. Miguel Morgado considera que "a comunhão da dor (que os políticos sentem com as pessoas cujas casas ardiam), é uma comunhão fingida", afirma mesmo que "a dor que os políticos manifestam pelo sofrimento do seu povo é uma dor fingida" e que "os primeiros-ministros são atores, atores que fingem sentir a dor daqueles que governam". Isto para poder concluir que apesar de, talvez, se devesse ter cancelado a Festa do Pontal, na verdade não teria feito a diferença porque a presença do PM do teatro de operações não era relevante. Como se o sentido de Estado e o dever de solidariedade e imahem de serviço que um político deve deter fossem apenas, como ele ali diz, "manobras mediáticas". Eu não sei a que políticos ele se refere, ou se este é uma espécie de padrão acerca da forma de se estar em política, mas eu, estarrecido com o que ouvi, estou o mais distante possível desta desumanização do ator político, desta robotização dos sentimentos, desta ideia (que segundo ele é indubitável) de que nenhum político sente a dor do seu povo, apenas finge senti-la para colher simpatias eleitorais. Fdx... Este mundo de faz de conta, de acting e de fingimentos que, segundo Miguel Morgado, é o que existe na realidade, é o grande responsável pelo justo afastamento do povo dos seus representantes. Que, se ciente disto mesmo, passa a dividir a sociedade em castas, separando os representantes dos seus representados, fazendo regressar as velhas classes sociais abolidas com a monarquia constitucional. Assim caem regimes. Esta perspetiva destrói o carisma, o humanismo e mesmo a convicção dos políticos como sendo reais e substantivos, substituindo-os por dor fingida e falsas empatias. Estou nos antípodas disto tudo! (dizer que a consideração intelectual que tenho por Miguel Morgado me impede de achar que fosse capaz de usar este argumentário apenas para defender o Governo; isso seria mau demais) Portanto, se este é o padrão, se esta é a camisa de varas onde encaixa o perfil-tipo do político então, efetivamente, eu não podia estar mais distante desse perfil. Quedo-me na condição de naïf da província. E não, não é hipocrisia nenhuma o que estou a dizer! É genuinamente a minha forma de ver o serviço público e a ocupação de funções que são superiores a nós próprios, que são representetivos de outros. Se está desajustada será porventura, aliás certamente, reveladora do mais absoluto desajuste da minha parte para poder ter perfil para o desempenho de quaisquer funções públicas. Seja.
André Coelho Lima21,007 görüntüleme • 9 ay önce

Como assim "as pessoas reteram menos imposto"??? ...... 🫣
André Coelho Lima21,489 görüntüleme • 1 yıl önce

Acerca dos discursos do 10 de junho, do Presidente da República e da escritora Lídia Jorge. Com contributos historicamente meus para o que Lídia Jorge designou como "a falácia da ascendência única" com vista a contribuir para que "a consciência dessa aventura antropológica
André Coelho Lima18,824 görüntüleme • 1 yıl önce

Tive esta semana conhecimento da minha nomeação, pela Presidente da OSCE PA, Pia Kauma, para a função de “Special Representative for the Conflict Cycle” no âmbito desta organização internacional. O que foi ontem assinalado no plenário da Assembleia da República. É um desafio extremamente estimulante e desafiante para a nunca negligenciável dimensão diplomática parlamentar. E também um reconhecimento que naturalmente muito me honra por permitir a um deputado português ser um dos 15 special representatives escolhidos entre 323 deputados de 57 estados-membros da OSCE (no âmbito desta organização, os special representatives são o executivo da Presidência da OSCE-PA, aqueles com os quais a Presidente desenvolve a sua estratégia). Sendo para mais este tema, a área de conflitos militares entre estados-membros, não apenas um tema da maior relevância atual como sobretudo - o que mais me move - um verdadeiro desígnio humanista. Todo o pouco que cada um de nós possa fazer para minorar o sofrimento dos nossos semelhantes é a gota que cada um de nós deve deixar de serviço à Humanidade. Eu, sempre movido pela gasolina da utopia, lá vou tentar fazer o que estiver ao meu alcance. ➡️ ➡️
André Coelho Lima34,436 görüntüleme • 2 yıl önce

A semana passada manifestei concordar com a regra que o PS impôs de impedir que candidatos a Presidente de Câmara o fossem igualmente à Assembleia da República . Por uma questão de respeito pelas suas terras, mas também pela inteligência dos eleitores. Mas disse também, então, discordar que isso fosse imposto como regra por me parecer não dever competir aos partidos dar lições elementares de ética aos seus representantes. Nem de propósito, bastou passar uma semana para ver um exemplo prático do que afirmei. Pedro Duarte será candidato do PSD à Câmara do Porto e, atendendo a essa grande responsabilidade que decidiu assumir, obviamente não surge como candidato nas listas apresentadas pelo PSD. Estamos a falar de um dos ministros mais relevantes do atual governo que abdica dos cargos que poderia facilmente ter, para se dedicar àquele que é o seu compromisso com o eleitorado (que é só um, não são dois). Aqui está um bom exemplo de como não é preciso que os partidos nos imponham as regras que temos o dever cívico de cumprir por nós próprios.
André Coelho Lima18,887 görüntüleme • 1 yıl önce

Sempre critiquei o PS por se confundir com o Estado por, na sua gestão pública, não se perceber onde acabava o Estado e começava o partido. Não posso por isso, em boa consciência, concordar com a dimensão partidária e em tom de campanha que foi dada a um Conselho de Ministros. O PSD tem um legado de sentido de Estado e de partido respeitador das instituições, o que não pode ser esquecido ou menosprezado. Somos um partido institucionalista, é importante que quem o lidere não se esqueça nunca disto. #NewsNow
André Coelho Lima15,791 görüntüleme • 1 yıl önce

O Governo tinha toda a margem para não ter apresentado a moção de confiança e continuar tranquilamente a governar. O PS tinha toda a margem para se abster na moção de confiança e, com isso, viabilizar a CPI que sempre disse pretender. Todos dizem que não queriam eleições. Mas todos fizeram o oposto do que deviam ter feito para as evitar. É ou não é?
André Coelho Lima14,565 görüntüleme • 1 yıl önce
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