Pensar a História's banner
Pensar a História's profile picture

Pensar a História

@historia_pensar216,753 subscribers

"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade". Karl Marx

Shorts

Pela primeira vez desde o início do genocídio perpetrado por Israel, os palestinos se reuniram para iluminar a tradicional árvore de Natal de Belém, na Cisjordânia. Conforme a tradição cristã, a cidade palestina de Belém foi o local onde nasceu Jesus. Feliz Natal!

Pela primeira vez desde o início do genocídio perpetrado por Israel, os palestinos se reuniram para iluminar a tradicional árvore de Natal de Belém, na Cisjordânia. Conforme a tradição cristã, a cidade palestina de Belém foi o local onde nasceu Jesus. Feliz Natal!

127,464 Aufrufe

"Ainn, a revolta da geração Z no México" O mais novo já tá na casa dos 40

"Ainn, a revolta da geração Z no México" O mais novo já tá na casa dos 40

109,579 Aufrufe

Videos

historia_pensar's profile picture

Há 19 anos, em 3 de maio de 2007, o presidente Lula anunciava a quebra da patente do antirretroviral Efavirenz, então o principal medicamento utilizado no tratamento contra HIV/AIDS. Essa foi a primeira vez na história que o Brasil impôs o licenciamento compulsório de um medicamento patenteado. Desde 1996, o país já garantia a distribuição gratuita de medicamentos contra o HIV pelo SUS, mas o alto custo dos antirretrovirais importados comprometia cada vez mais o orçamento do programa e colocava em risco o atendimento a todos os pacientes que necessitavam da droga. Produzido pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme, o Efavirenz era um dos remédios mais caros empregados na terapia contra o HIV. O governo brasileiro pagava US$ 1,59 por comprimido. Diversas tentativas de renegociar o preço do remédio foram realizadas desde 2001, mas o laboratório recusou todas as propostas. Diante da ausência de cooperação da empresa norte-americana, o presidente Lula classificou o Efavirenz como medicamento de interesse público, autorizando a quebra da patente. Com o licenciamento compulsório, o Brasil passou a adquirir as versões genéricas do medicamento produzidas pela Índia, ao custo de US$ 0,44 por comprimido — uma redução de 72% no preço original. A quebra da patente foi um marco histórico para a saúde pública brasileira, garantindo a continuidade e a expansão do acesso ao tratamento do HIV e o fortalecimento do SUS. A decisão de Lula foi amplamente celebrada por ativistas e entidades da área médica, mas gerou críticas do governo norte-americano, de setores da indústria farmacêutica e até de parte da imprensa brasileira. O "Wall Street Journal" publicou um editorial chamando a medida de "roubo de propriedade intelectual" e exigindo que o governo norte-americano levasse o caso ao arbítrio da OMC. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos emitiu nota dura afirmando que a decisão "ameaçava investimentos estrangeiros no Brasil". Na revista Veja, Reinaldo Azevedo criticou a medida, dizendo que o "capitalismo desalmado" já salvou mais vidas do que o "humanismo mameluco" do governo Lula e afirmou que os pacientes não deveriam ser tratados como "massa de manobra de anti-imperialismo rombudo e tardio".

Pensar a História

30,445 Aufrufe • vor 1 Monat