
Pensar a História
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"Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade". Karl Marx
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Mustafa Barghouti, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina, fala sobre as ações do Hamas e o apartheid imposto aos palestinos pelo governo israelense durante entrevista a Fareed Zakaria veiculada pela CNN. Uma das melhores matérias que você vai ver sobre esse assunto.
Pensar a História800,685 次观看 • 2 年前

Há 19 anos, em 3 de maio de 2007, o presidente Lula anunciava a quebra da patente do antirretroviral Efavirenz, então o principal medicamento utilizado no tratamento contra HIV/AIDS. Essa foi a primeira vez na história que o Brasil impôs o licenciamento compulsório de um medicamento patenteado. Desde 1996, o país já garantia a distribuição gratuita de medicamentos contra o HIV pelo SUS, mas o alto custo dos antirretrovirais importados comprometia cada vez mais o orçamento do programa e colocava em risco o atendimento a todos os pacientes que necessitavam da droga. Produzido pelo laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme, o Efavirenz era um dos remédios mais caros empregados na terapia contra o HIV. O governo brasileiro pagava US$ 1,59 por comprimido. Diversas tentativas de renegociar o preço do remédio foram realizadas desde 2001, mas o laboratório recusou todas as propostas. Diante da ausência de cooperação da empresa norte-americana, o presidente Lula classificou o Efavirenz como medicamento de interesse público, autorizando a quebra da patente. Com o licenciamento compulsório, o Brasil passou a adquirir as versões genéricas do medicamento produzidas pela Índia, ao custo de US$ 0,44 por comprimido — uma redução de 72% no preço original. A quebra da patente foi um marco histórico para a saúde pública brasileira, garantindo a continuidade e a expansão do acesso ao tratamento do HIV e o fortalecimento do SUS. A decisão de Lula foi amplamente celebrada por ativistas e entidades da área médica, mas gerou críticas do governo norte-americano, de setores da indústria farmacêutica e até de parte da imprensa brasileira. O "Wall Street Journal" publicou um editorial chamando a medida de "roubo de propriedade intelectual" e exigindo que o governo norte-americano levasse o caso ao arbítrio da OMC. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos emitiu nota dura afirmando que a decisão "ameaçava investimentos estrangeiros no Brasil". Na revista Veja, Reinaldo Azevedo criticou a medida, dizendo que o "capitalismo desalmado" já salvou mais vidas do que o "humanismo mameluco" do governo Lula e afirmou que os pacientes não deveriam ser tratados como "massa de manobra de anti-imperialismo rombudo e tardio".
Pensar a História30,445 次观看 • 1 个月前

O médico judeu canadense Gabor Mate, sobrevivente do Holocausto, explica por que rompeu com o sionismo, critica a opressão de Israel contra o povo palestino e comenta sobre o uso do rótulo de "antissemita" como estratégia para silenciar os críticos do apartheid israelense.
Pensar a História464,951 次观看 • 2 年前

Israel realizou na manhã de hoje um de seus ataques mais repugnantes e covardes contra civis palestinos. Seis toneladas de bombas foram despejadas sobre o campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza. Um distrito residencial inteiro foi arrasado. As estimativas dos médicos que estão atendendo no local é de que mais de 100 pessoas foram assassinadas. Dezenas de crianças estão embaixo de escombros.
Pensar a História425,430 次观看 • 2 年前