
Karina Michelin
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Journalist, International Correspondent
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Essa declaração de André Mendonça passou quase despercebida no caos da sessão de terça-feira - e esta foi uma das falas mais importantes e legítimas daquele plenário. Quando apareceu no material do caso Master a história de que um advogado ligado a Daniel Vorcaro teria levado Mendonça a uma alfaiataria para fazer um terno, induzindo a opinião pública a pensar que as roupas pudessem ter sido custeadas por terceiros, o ministro não hesitou: apresentou a nota fiscal e foi buscar a fatura de seu cartão de crédito de dois anos atrás para provar que ele próprio havia pago pelas roupas. Esse é o ponto. Quando surgiu uma suspeita sobre seu nome, Mendonça respondeu com documentos: apresentou as provas e colocou os fatos à disposição para o devido escrutínio. Alexandre de Moraes é o epicentro desse relatório, Paulo Gonet aparece dezenas de vezes no material, e Dias Toffoli também foi alcançado pelas revelações envolvendo o Banco Master. Até hoje permanecem questões sobre sua relação com o resort Tayayá. Mas nenhum deles teve a mesma atitude de André Mendonça. Moraes nega as mensagens atribuídas a ele. Então, por que não colocar à disposição da investigação os elementos capazes de esclarecer definitivamente essa questão? Por que não disponibilizar, mediante os procedimentos legais cabíveis, seus aparelhos para uma perícia profunda que possa confirmar ou destruir, de uma vez por todas, aquilo que consta do material apreendido pela Polícia Federal? Quem exerce cargo público - sobretudo no topo do Poder Judiciário e do Ministério Público - tem uma obrigação moral ainda maior de colocar seus atos sob escrutínio. Documentos, registros e, quando legalmente pertinente, aparelhos devem poder ser examinados e periciados para que os fatos sejam esclarecidos. Mendonça fez isso diante de uma suspeita envolvendo um terno. Agora, diante de questões infinitamente mais graves, vimos ministros colaboracionistas tentando derrubar o relatório, questionar a investigação e impedir seu avanço. É essa diferença de postura que esta declaração de André Mendonça demonstra. E esse deveria ter sido o centro daquela sessão.
Karina Michelin96,129 просмотров • 23 часов назад

Prestem atenção ao que Alexandre de Moraes acaba de fazer diante das câmeras. O centro da sessão de hoje é o procedimento que o envolve. É o relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro e colocou o STF diante de uma situação inédita: a Corte precisa decidir o destino de elementos que podem levar à investigação de um de seus próprios ministros. E o que faz Alexandre de Moraes? Participa ativamente da sessão, discute o rito, ataca André Mendonça e, nas questões preliminares capazes de determinar o destino do procedimento que o envolve, VOTA. Moraes acaba de votar para que seu próprio caso seja reunido ao procedimento envolvendo André Mendonça e julgado conjuntamente na próxima semana. O próprio Moraes reconheceu: “no mérito eu não voto”. Exatamente. Mas, antes de chegar ao mérito, ele participa da decisão sobre o caminho processual que poderá determinar se esse mérito sequer será alcançado. A PGR de Paulo Gonet pediu a NULIDADE do relatório produzido pela Polícia Federal. Sustenta que André Mendonça determinou a apuração sem provocação prévia da PF ou do Ministério Público. Se essa tese prevalecer, o material pode ser invalidado e a PET arquivada ou extinta. É justamente essa tese que Moraes incorporou à própria defesa. Enquanto deveria estar no centro do escrutínio, sua manifestação desloca o foco para André Mendonça: o nome do ministro aparece 52 vezes no documento. E agora Moraes quer os dois casos no mesmo pacote: “as bases fáticas e probatórias são as mesmas”. Como o homem diretamente envolvido no procedimento pode votar sobre decisões processuais capazes de determinar o destino desse próprio procedimento? O Brasil está assistindo, em tempo real, ao fim do Direito, ao fim da Constituição e ao fim da própria instituição que deveria garantir ambos. Moraes, poderá assumir em 2027 a Presidência deste Supremo Tribunal Federal que ele ajudou a transformar à sua própria imagem e semelhança.
Karina Michelin48,059 просмотров • 2 дней назад

Lula prometeu picanha. Agora, diante da carestia, trata o brasileiro como idiota: “se não tem carne, coma ovo. Se não tem nenhum dos dois, arroz com feijão puro”. Esse é o retrato do cinismo de Lula, vestido de Al Capone, em Porto Alegre, nesta sexta-feira, 11 de setembro. O próprio presidente admite, com a maior naturalidade: “o custo de vida está caro” - como se estivesse comentando um problema que caiu do céu, e não o país que ele próprio governa. Enquanto Lula faz comício, o Brasil já chegou a 83,9 MILHÕES de inadimplentes - mais da metade da população adulta. São R$ 586,4 BILHÕES em dívidas. Milhões de famílias esmagadas por contas, juros e supermercado, cortando tudo o que podem, fazendo conta no caixa e escolhendo o que precisam devolver da cesta porque o dinheiro simplesmente não dá. É gente sendo empurrada para a linha da pobreza enquanto o presidente transforma a própria carestia em piada. Lula exibe um cinismo inacreditável, com requintes de crueldade. Depois de mais de 17 anos de governos do PT, Lula ainda faz campanha como se seu partido tivesse acabado de chegar a Brasília e nenhuma responsabilidade tivesse pelo país que governa há quase duas décadas. Prometeu picanha para ganhar voto na eleição passada. Agora, diante de milhões de brasileiros sufocados financeiramente e sem picanha, oferece ovo, arroz com feijão e uma aula de conformismo - não consegue comprar? Acostume-se a comer menos. E ainda querem vender isso como “governo do povo”. Depois de tudo isso, quem ainda vota em Lula da Silva consegue ser pior do que ele.
Karina Michelin55,664 просмотров • 4 дней назад

Há imagens que ultrapassam uma campanha eleitoral e entram para a história política de um país. Nesta quarta-feira, 9 de setembro, uma delas aconteceu em Juiz de Fora. Oito anos depois do atentado que quase matou Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, seu filho, Flávio Bolsonaro, hoje candidato à Presidência da República, voltou exatamente ao lugar onde aquela caminhada foi interrompida. E voltou com uma missão declarada: “Vou completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar.” Flávio chegou à Zona da Mata pelo Aeroporto Regional, após o mau tempo impedir o pouso previsto em Juiz de Fora. De carro, seguiu até o Aeroporto da Serrinha. Dali, partiu à frente de uma motociata de aproximadamente 10 quilômetros em direção ao centro da cidade. O destino era o Calçadão da Rua Halfeld, no cruzamento com a Batista de Oliveira. O mesmo cenário onde, em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência, foi atingido por uma facada no abdômen enquanto era carregado pela multidão. Usando colete à prova de balas, Flávio chegou ao centro cercado por apoiadores. Subiu nos ombros de um segurança e avançou em meio à multidão pelo trecho que seu pai não conseguiu terminar oito anos atrás. O próprio Flávio chamou aquele ponto de “segundo nascimento” de Jair Bolsonaro. Não era apenas uma referência ao passado, era a reprodução, quase quadro a quadro, de uma das imagens mais marcantes da história eleitoral recente do Brasil - mas, desta vez, com outro desfecho. Em 2018, tentaram interromper a vida de Jair Bolsonaro. Oito anos depois, Flávio Bolsonaro voltou ao mesmo lugar, percorreu aquelas ruas e concluiu, nos braços do povo, o caminho que seu pai havia começado. As imagens ficarão para a história.
Karina Michelin79,885 просмотров • 8 дней назад

O vídeo de André Mendonça diz muito mais do que parece. Ao agradecer pelas orações e afirmar que elas têm sido fundamentais para sustentá-lo e sustentar sua família, o ministro não faz uma denúncia política direta. Mas a mensagem revela o ambiente de enorme pressão em que ele está inserido. E aqui existe um ponto que quase ninguém explica corretamente - Mendonça pode ter poder jurídico, mas isso não significa ter poder operacional. Um ministro do STF não prende ninguém com as próprias mãos. Uma ordem depende de estrutura, cadeia de comando, equipes, cumprimento formal e cooperação institucional. Se quem precisa executar determinada decisão estiver submetido a chefias politizadas, intimidado ou inserido numa estrutura sob suspeita, a capacidade real de ação fica limitada - e esse é o diagnóstico do Brasil agora. Por isso é superficial perguntar simplesmente: “Por que André Mendonça não manda prender os criminosos da República?” Antes é preciso perguntar: quem executaria essa ordem? Sob qual comando? Com qual proteção institucional? Esse é o tamanho da crise que estamos vivendo. O Brasil se acostumou a falar de “STF”, “PF”, “PGR” e “Congresso” como se fossem blocos homogêneos, mas não são. São estruturas formadas por pessoas, equipes, chefias, competências e relações internas de poder - e hoje elas estão contaminadas - TODAS. É por isso que o vídeo de Mendonça merece atenção - porque sua fala mostra que há um peso pessoal e institucional evidente por trás desse momento. E ele não conseguirá fazer o que é certo porque não há operacional para isso - estão todos corrompidos.
Karina Michelin91,855 просмотров • 13 дней назад

Hoje, 7 de Setembro, Dia da Independência, estas imagens deveriam provocar vergonha e revolta nacional. Em 9 de janeiro de 2023, centenas de brasileiros retirados do acampamento diante do Quartel-General do Exército, em Brasília, foram levados para a Academia Nacional da Polícia Federal. Homens, mulheres e idosos, sequestrados pelo Estado. Depois vieram prisões, processos e acusações graves - tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e outros delitos. Alguns receberam penas de 14, 17 anos ou mais; outros aceitaram acordos para encerrar processos e recuperar a liberdade, mesmo afirmando que não eram golpistas. Quem depredou patrimônio público deve responder pelo que fez, mas depredação não pode servir como atalho para transformar uma multidão inteira em golpistas e terroristas - a verdadeira democracia não admite culpa coletiva. Quase quatro anos depois, muitos ainda carregam condenações capazes de consumir anos de suas vidas. Onde está a proporcionalidade? Onde está a individualização da conduta? Onde está a prova concreta de que cada condenado tinha poder, organização e meios para executar um golpe de Estado? Enquanto isso, homicidas e traficantes recebem progressões, solturas e garantias previstas em lei - porque o Estado não pode punir além do limite. E aqui entra o paradoxo: muitos daqueles manifestantes diziam estar nas ruas porque acreditavam que o Brasil caminhava para uma ruptura institucional com Lula e Moraes no poder. Foram chamados de golpistas e terroristas, presos e condenados. Hoje, diante da concentração de poder, dos conflitos entre autoridades e das graves denúncias envolvendo as instituições, demonstra que esse povo tinha razão. Estas imagens são uma denúncia. Nunca mais o Estado brasileiro pode tratar cidadãos como massa indistinta, substituir prova por narrativa ou usar penas desproporcionais para dar exemplo político. Independência é viver em um país no qual o cidadão não precise ter medo do próprio Estado.E o Brasil só será livre quando garantir que cenas como estas jamais se repitam. Libertem os presos políticos. Video via: Tanieli Telles
Karina Michelin68,602 просмотров • 11 дней назад

A retirada de Alexandre de Moraes da condução do Inquérito 4.781 não significa o fim do inquérito, muito menos uma ruptura de Edson Fachin com o modelo criado dentro do próprio Supremo. Ao contrário; torna ainda mais necessário olhar para quem agora assume o controle da crise. O inquérito foi instaurado por Dias Toffoli em 2019, sem distribuição ordinária, e Moraes foi designado relator. Mas foi Fachin, como relator da ADPF 572, quem defendeu juridicamente sua constitucionalidade. Em 2020, seu entendimento prevaleceu por 10 a 1. Ou seja: quem hoje retira Moraes da condução ajudou a legitimar a engrenagem que permitiu sua expansão durante sete anos. Em plena crise, Lula mobilizou aliados para conter o desgaste e tentar isolar André Mendonça. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, e ministro do Supremo derrubou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Horas depois, Fachin interveio - acreditar que todos esses movimentos aconteceram de forma absolutamente independente, em poucas horas, dentro da mesma crise e produzindo efeitos convergentes, exige mais do que ingenuidade. Juridicamente, Fachin não anulou os atos de Moraes, não declarou ilegal o inquérito e não extinguiu as ações penais dele derivadas. Fez o contrário: preservou o passado e trouxe para a Presidência do STF o controle das investigações ainda abertas. A troca vale daqui para frente. Portanto, cuidado com a narrativa de que “o sistema caiu”. Não caiu, apenas mudou o timão de mãos. Nada garante que Moraes será investigado, responsabilizado ou afastado. E esse é o ponto mais grave; o Supremo chegou à situação em que deveria investigar e eventualmente julgar os próprios ministros. Quem garante que haverá julgamento de verdade? Quem garante independência para julgar os próprios pares? Sem controle externo efetivo, transparência e responsabilização, a solução pode virar apenas uma troca de cadeiras para preservar o mesmo status quo.
Karina Michelin51,509 просмотров • 8 дней назад

No dia 27 de março, em plena reta final da CPMI do INSS, Lindbergh Farias e Soraya Thronicke levaram à Polícia Federal uma acusação maquiavélica contra o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar - suspeita de estupro de vulnerável. Lindbergh chegou a chamar Gaspar de “estuprador” durante a sessão. Gaspar negou na hora a acusação, acionou STF, PGR e Polícia Federal contra os parlamentares e tomou uma iniciativa incomum para quem estava sendo acusado: apresentou-se voluntariamente à perícia oficial de Alagoas para coleta de material genético e produção antecipada de prova de DNA. Agora, quatro meses depois, o caso sofre uma reviravolta. Após Gaspar ser anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Lindbergh procurou integrantes do PL para tentar um acordo. Segundo Sóstenes Cavalcante, que confirmou a conversa à CNN, o petista faria uma retratação e Gaspar retiraria os processos contra ele. O detalhe mais grave aparece nas mensagens divulgadas sobre a negociação. Ao discutir o texto da possível retratação, Lindbergh escreve: “Tenho q dizer q não tem prova”. Sóstenes responde: “Essa frase resolve tudo”. O mesmo parlamentar que levou a acusação de estupro à Polícia Federal agora reconhece, na construção de sua própria retratação, que precisa dizer que NÃO HÁ PROVA. Alfredo Gaspar recusou o acordo. E, justamente, quer ir até o fim. Estamos falando da imputação pública de um dos crimes mais repugnantes previstos na legislação brasileira. Se uma acusação dessa magnitude foi usada como arma política sem elementos que a sustentassem, não basta uma retratação negociada nos bastidores, Lindbergh e Soraya devem explicações públicas. E Alfredo Gaspar tem todo o direito de exigir que a Justiça esclareça até o fim quem fez o quê, com quais provas e com qual responsabilidade. Porque reputação não se devolve com uma simples nota de rodapé depois que o estrago já foi feito - ainda mais quando atinge um nome tão respeitado.
Karina Michelin257,708 просмотров • 1 месяц назад

André Mendonça, ministro do STF e relator de uma das investigações mais graves da República, reforçou drasticamente a própria segurança e a de sua família. Segundo apuraram jornalistas da CNN Brasil, Mendonça passou a usar carro blindado, colete à prova de balas e ampliou sua proteção diante do temor de um possível atentado. Leia novamente: um ministro do Supremo teme ser MORTO enquanto investiga uma estrutura que ele próprio classificou como tendo “contornos de operações mafiosas”. E o ponto mais grave é este - segundo a CNN, o temor de atentado pesou diretamente na decisão de retirar o sigilo de parte do material. No entorno de Mendonça, o receio de uma eventual “queima de arquivo” passou a integrar as preocupações de segurança. Ou seja; tornar os documentos públicos passou também a ter uma dimensão de proteção. E é impossível tratar esse caso com superficialidade diante deste cenário. O “Sicário”, cuja nuvem foi preservada por ordem de Mendonça, morreu sob custódia. Há mensagens sobre informações sigilosas, acessos indevidos a procedimentos do Ministério Público, suspeitas envolvendo servidores do Banco Central, estruturas de monitoramento, dossiês, ataques digitais e nomes que chegam ao topo do poder. A instituição que passou anos dizendo ter “salvado a democracia” chegou a este ponto - um ministro do Supremo conduz uma investigação dessa magnitude de colete à prova de balas, com segurança reforçada para a família e sob temor de atentado e “queima de arquivo”. Esse é o estado das instituições brasileiras. Esse é o Brasil de Lula e Moraes.
Karina Michelin32,288 просмотров • 5 дней назад

O 7 de Setembro de Lula entregou mais uma imagem que fala mais do que um governo que vive de narrativa: o vazio. Lula desfilou ao lado de Janja no Rolls-Royce presidencial, acenando como se estivesse diante de uma multidão. Em alguns pontos, militantes ainda entoavam o previsível “olê, olê, olá, Lula, Lula”. O problema é que nem a mobilização prévia de movimentos sociais foi capaz de produzir a fotografia de apoio popular que o Planalto precisava. Na tribuna, ao contrário, não faltava gente. Estavam ali todos os seus colaboracionistas: Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Edson Fachin, Geraldo Alckmin, ministros e toda a engrenagem política e institucional que hoje gravita em torno do poder. O aparato do Estado compareceu, a cúpula de Brasília compareceu, os aliados compareceram e a militância organizada compareceu - menos o Brasil real. Desde que voltou ao Planalto, Lula tenta reconstruir a imagem de um líder de massas, mas o 7 de Setembro voltou a mostrar o tamanho do problema. Lula, como sempre, consegue encher a tribuna de poderosos e colaboracionistas. O que ele não consegue é encher a Esplanada de povo.
Karina Michelin52,122 просмотров • 10 дней назад

🚨Relatos de Porto Alegre, segunda-feira, 6 de maio. Segundo relatos dos moradores do Rio Grande do Sul, o Exército se recusou a entrar em área alagada com caminhões preparados, enquanto civis, jipeiros em carros muito menores e sem nenhum aparato de guerra estão resgatando vidas. É unânime os relatos dos gaúchos, eles foram abandonados por aqueles que deveriam por obrigação salvá-los. Não há efetivo o suficiente, somente burocracias e propaganda.
Karina Michelin3,581,394 просмотров • 2 лет назад

Mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro citam Andrei Rodrigues, chefe da PF, e Paulo Gonet, chefe da PGR, para impedir que alguém “de baixo” fizesse uma “sacanagem”. Segundo nova apuração, a PF concluiu preliminarmente que a mensagem foi destinada a Alexandre de Moraes. Agora, o Estadão revela mais: registros eletrônicos indicam que Moraes teve acesso e editou a minuta do contrato milionário entre o Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes - informação confirmada pelo próprio escritório. O acordo poderia chegar a R$ 131 milhões. Some as mensagens, o contrato, os encontros com Vorcaro e as referências aos chefes da PF e da PGR. A situação tornou-se insustentável. Alexandre de Moraes deveria se afastar imediatamente. Um ministro do Supremo não pode continuar julgando, condenando e impondo decisões ao país enquanto sua própria conduta exige esclarecimentos. A autoridade de um juiz começa pela imparcialidade - e Moraes precisa responder às investigações sem o poder da toga. André Mendonça já pediu manifestação da PGR sobre mensagens de Vorcaro que a PF suspeita terem sido destinadas a Moraes. A possibilidade de o ministro ser formalmente incluído na investigação está em discussão. Reprodução: Auri Verde Brasil
Karina Michelin64,724 просмотров • 16 дней назад

André Mendonça avisou há quase três meses: o caso Banco Master tinha “contornos de operações mafiosas” e ainda havia “mais coisa por vir”. Agora parte dos autos veio a público e começamos a entender o tamanho da estrutura. Informações sigilosas do Ministério Público, servidores do Banco Central investigados, núcleos de monitoramento, intimidação e ataques digitais, mensagens envolvendo o comando da PF e a PGR. E, no centro dessa crise, um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes, prevendo atuação estratégica justamente perante algumas dessas instituições. Isso deixou de ser apenas uma fraude bancária.Estamos diante de uma investigação sobre a capacidade de um grupo privado de penetrar os sistemas de fiscalização, informação e Justiça do Estado brasileiro. Na terça-feira, o STF terá de decidir o destino do relatório da própria PF que colocou Moraes no centro dessa crise. Depois de tudo o que já veio a público, acabou o espaço para silêncio e blindagem. Ou a lei vale para todos - ou o próprio Supremo terá de admitir que estamos em uma juristocracia. Reprodução: Auri Verde Brasil
Karina Michelin24,723 просмотров • 6 дней назад

Xavier, aos 16 anos decidiu fazer a transição de gênero rompendo duramente o relacionamento com o pai em 2022. O filho de Musk transformado em Vivian Jenna Wilson tornou-se marxista. O próprio Elon contou isso em sua biografia: “Ele foi além do socialismo, tornando-se um comunista pensando que quem é rico é mau”. Walter Isaacson que escreveu a biografia de Elon relatou: “A separação doeu-lhe mais do que qualquer outra coisa após a morte do seu primogênito Nevada (que morreu em seus braços após 10 dias de seu nascimento) Elon culpou em parte a ideologia que Jenna absorveu na Crossroads, a escola progressista que frequentava em Los Angeles”. Em uma entrevista ao Daily Wire com o psicólogo Dr. Jordan Peterson, Elon chamou a cirurgia de redesignação de gênero de "mutilação e esterilização infantil". Vivian Jenna Wilson, 20 anos, passou pelos procedimentos durante a pandemia. Elon afirmou que este processo é feito com crianças "que estão muito abaixo da idade de consentimento" e disse que concordava com Peterson de que qualquer um que promova esta prática em crianças e adolescentes deveria ir para a prisão. "Fui enganado para fazer isso", disse Musk. "Eu perdi meu filho, basicamente. Eles chamam isso de “deadnaming” por um motivo. O motivo pelo qual eles chamam isso de “deadnaming” é porque seu filho está morto." Musk continuou dizendo que a experiência o colocou em uma missão: "Eu jurei destruir o vírus woke depois disso. E estamos fazendo algum progresso." Para destruir o vírus woke, Elon Musk deverá impedir que Kamala Harris - a cínica woke sustentada por George Soros e Hollywood - tome o poder.
Karina Michelin2,468,160 просмотров • 2 лет назад

Menos de 24 horas depois da guerra aberta no STF pelo comando da Polícia Federal, a PF deflagrou nesta quinta-feira a Operação Make Up: 49 mandados de busca e apreensão autorizados por Flávio Dino. Entre os alvos estão Mário Frias e Karina Gama, produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A cronologia fala por si só. André Mendonça afastou Andrei Rodrigues da direção da PF, no dia seguinte, Dino interveio e derrubou o afastamento. Fachin entrou no meio, suspendeu as decisões conflitantes e manteve Andrei no comando. Hoje, a PF sob sua direção executa uma megaoperação autorizada por Dino. E o timing eleitoral torna tudo ainda mais delicado - Flávio Bolsonaro vem reduzindo rapidamente a distância para Lula. No agregador da BBC/PollingData, já aparece numericamente à frente no segundo turno, por 45% a 44%. A Palver também aponta 46% a 44% para Flávio, embora dentro da margem de erro. Outros levantamentos mostram empate técnico; a eleição virou uma disputa aberta. É nesse cenário que uma operação de enorme impacto político atinge pessoas diretamente ligadas ao filme sobre Bolsonaro. Existem investigações distintas: Mendonça apura recursos privados destinados ao Dark Horse; Dino relata suspeitas envolvendo emendas e recursos públicos ligados a entidades relacionadas à produção. A PF diz ter identificado movimentações suspeitas. São suspeitas, não condenações. A defesa de Karina Gama já havia entregue à PF cerca de 25 mil páginas de contratos, notas fiscais e comprovantes. Mesmo assim, agora vieram dezenas de buscas. O fishing expedition é a arma mais usada desta Corte - o que exatamente a PF procurava que não poderia ter sido obtido por medidas menos invasivas? O problema já não é apenas quem está sendo investigado; é quem investiga, quem autoriza e quem controla quem deveria investigar.
Karina Michelin24,729 просмотров • 7 дней назад

Moradores de um condomínio residencial em Fortaleza, vivem dias de terror após receberem ameaças explícitas de morte pichadas nas fachadas de suas casas e muros do conjunto habitacional. As mensagens, escritas em letras garrafais com tinta spray, ordenam que as famílias deixem o local em até 24 horas - sob pena de execução. Em uma das pichações, é possível ler: “Sai fora se não vai morrer – Ass: CV”, em referência ao Comando Vermelho, facção criminosa que domina parte das facções que atuam no Ceará. Em outra, a ameaça é ainda mais direta: “Vocês têm 24 horas pra irem embora do condomínio. Se desacredita, vamos pegar você na saída.” Há também inscrições com frases como “Todas informações de vocês cabueta e bala na cara”, indicando que os criminosos alegam ter conhecimento íntimo da rotina e dados pessoais das vítimas. As imagens que circulam nas redes sociais mostram o clima de pânico instaurado no bairro José de Alencar, onde ocorreu o episódio relatado. Moradores relatam que algumas famílias já deixaram o condomínio com urgência, temendo represálias. Até o momento da divulgação da denúncia, não há confirmação pública de prisão ou responsabilização definitiva dos autores. Em nota à imprensa, a SSPDS afirmou que “a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) segue investigando as circunstâncias de um caso de ameaça, ocorrido no bairro José de Alencar — Área Integrada de Segurança 7 (AIS-7) de Fortaleza”. A pasta ressaltou que “a PCCE reforça a importância de comunicar a denúncia por meio de um Boletim de Ocorrência (BO) em qualquer delegacia ou via Disque-Denúncia 181. O registro auxilia as diligências.” Segundo a SSPDS, o policiamento na região já foi reforçado, enquanto a delegacia do 14º Distrito Policial (14º DP) está encarregada dos trabalhos investigativos. A nota oficial ainda convida a população a colaborar com informações úteis para apuração do caso, garantindo sigilo e anonimato nas denúncias via Disque-Denúncia 181, WhatsApp da SSPDS (85) 3101-0181 ou pelo telefone (85) 3101-2944, da 14º DP.
Karina Michelin890,939 просмотров • 11 месяцев назад

Às 12h de hoje, 3 de setembro, termina o ultimato dado pelo senador Carlos Viana a Davi Alcolumbre. O presidente do Senado tem até o meio-dia, no horário de Brasília, para dar o “encaminhamento institucional” exigido ao novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. Se permanecer inerte, Viana anunciou que apresentará formalmente medidas para buscar o afastamento de Alcolumbre da Presidência da Casa - e afirmou que pedirá aos demais senadores o impeachment do próprio presidente. Até esta manhã, Alcolumbre não havia anunciado providência. Viana protocolou a denúncia em 1º de setembro, depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O senador sustenta que os elementos justificam a apuração de possível crime de responsabilidade e que o Senado não pode novamente enterrar o caso sem examiná-lo. Não se trata de condenar Moraes antecipadamente, mas de abrir o procedimento constitucional, preservar as provas e assegurar ao ministro o direito de defesa. O próprio Alcolumbre reconheceu que há 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF acumulados no Congresso, mas não informou se encaminhará algum deles. É precisamente essa concentração de poder nas mãos do presidente da Casa que Viana decidiu confrontar. Pela Constituição, compete ao Senado processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. Transformar essa competência em uma gaveta pessoal significa impedir que os demais senadores sequer exerçam suas prerrogativas. “Durante anos entregaram a chave do Senado. Chega”, escreveu Viana. Segundo ele, essa chave não pertence ao Supremo nem ao governo, mas ao povo brasileiro. O recado a Alcolumbre foi direto: “exerça a autoridade conferida ao Senado ou deixe a Presidência.” Ao meio-dia, o silêncio deixará de ser espera e passará a ser uma decisão política. Se Alcolumbre não der encaminhamento ao pedido contra Moraes, será ele o novo alvo formal anunciado por Carlos Viana. O presidente do Senado terá de escolher entre devolver à Casa a independência constitucional ou assumir publicamente que usa o cargo para bloquear qualquer investigação que alcance o Supremo.
Karina Michelin41,947 просмотров • 15 дней назад

Dois candidatos, dois planos de governo e duas concepções de Estado. Flávio Bolsonaro apresentou suas propostas para 2027–2030. Lula também colocou seu projeto no papel, e quando os dois programas são confrontados, o antagonismo fica evidente - tamanho da máquina pública, papel do Estado na economia, STF, segurança e concentração de poder. De um lado, proposta de cortar ministérios, reduzir estruturas, impor limites ao Supremo e endurecer o combate ao crime. Do outro, manutenção de um Estado cada vez mais inflado, maior coordenação federal na segurança e a proposta de criação de mais ministérios. Não é mais discurso de campanha. Os projetos estão escritos - e agora ninguém pode dizer que não sabia qual Estado estava escolhendo.
Karina Michelin87,433 просмотров • 1 месяц назад

Simone Tebet precisa decidir se quer fazer política ou propaganda. Porque subir num palanque, declarar “guerra contra o fascismo e a família Bolsonaro” e, segundos depois, posar como dona exclusiva do patriotismo é, no mínimo, ridículo. Foi exatamente isso que aconteceu neste sábado, 5 de setembro, durante um comício de Lula na Praça Dom José Marcondes, no centro de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Pouco depois, atacou os adversários por se dizerem patriotas e disse: “Quem defende o Brasil somos nós”. É preciso prestar muita atenção ao método. Tebet ainda repete uma mentira conveniente: diz que Bolsonaro “negou vacina no braço do povo brasileiro”. Ele não negou. Bolsonaro foi contra obrigar a população a se vacinar - o que é completamente diferente de impedir alguém de tomar vacina. Tebet sabe disso, mas apaga a diferença porque, se explicá-la, a narrativa cai por terra. Enquanto Tebet fala em patriotismo, Brasil e verde e amarelo, o que se vê no enquadramento do próprio comício é uma militância quase inteiramente vestida de vermelho. A bandeira brasileira aparece praticamente isolada no meio da cena. Isso, evidentemente, expõe uma contradição caricata entre a retórica no microfone e aquilo que os olhos estão vendo. A candidata ao Senado por São Paulo, mistura opinião política, acusações sobre a pandemia, responsabilidade por mortes, tarifas internacionais, empregos, indústria e agro como se tudo fosse uma sequência de verdades indiscutíveis. Simone Tebet, nesta cena patética, está ensinando à militância (desprovida de intelecto) quem deve ser odiado, quem pode ser perseguido, quem pode ser chamado de patriota e em quem deve votar. E quanto mais o governo Lula precisa dizer ao povo quem são os “verdadeiros patriotas”, mais necessário se torna olhar para a realidade e acreditar no que os próprios olhos estão vendo.
Karina Michelin29,934 просмотров • 11 дней назад