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Ludmila Lins Grilo

@ludmilagrilo11 • 145,588 subscribers

2° perfil (reserva). Juíza brasileira exilada nos EUA. Redes sociais bloqueadas pela ditadura de Alexandre de Moraes. Comentarista na Revista Oeste

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Voltando ao X. Segunda conta. Fiz o vídeo para vocês saberem que a conta é legítima. Ludmila Lins Grilo

Voltando ao X. Segunda conta. Fiz o vídeo para vocês saberem que a conta é legítima. Ludmila Lins Grilo

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✍️ Influenciadora Ana Elisa, até ontem escalada como coordenadora da comunicação nas redes sociais de Lula, não durou nem 24h após o exposed de suas ideias repulsivas e comportamentos abjetos (voluntariamente oferecidos ao público no X). Tomou Doril e apagou as redes. Não bastassem os tuítes bizarros que vieram à tona - preconceito contra crentes, apoio à censura de Alexandre de Moraes dentre outros -, ainda surgiu um vídeo em que ela, com ares professorais, explica por que o "preto do sul" é racista. Disse ela: "O que eu tô percebendo na internet esse dias é que as pessoas não sabiam que existem pretos racistas. É o que mais tem. Principalmente quando nós estamos tratando de pretos do Sul. Esse ar de superioridade do sul, existe um motivo. Recebeu italiano, alemão, europeu, enfim. Por que é mais propício pretos do sul serem racistas?” Sem saber, Ana Elisa incorreu no artigo 20 da Lei do Racismo (L. 7.716/89), praticando a discriminação e o preconceito por procedência nacional, qualificados pelo uso da internet: Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) (...) § 2º Se qualquer dos crimes previstos neste artigo for cometido por intermédio dos meios de comunicação social, de publicação em redes sociais, da rede mundial de computadores ou de publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 14.532, de 2023) Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. Essa tentativa de criar celebridades artificialmente, empurrando-as a fórceps à estima pública - sem haver um substrato mínimo de carisma ou cultura - leva a essas situações constrangedoras.

Ludmila Lins Grilo

113,562 views • 28 days ago

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Zezé di Camargo protagonizou um dos maiores gestos simbólicos já vistos na guerra cultural. O cara deslegitimou a ditadura de Moraes com um vídeo de 3 minutos, perante uma plateia de milhões de pessoas fora da bolha da direita. A comunicação que ele usou foi genial. Não atacou ninguém, não foi agressivo, não usou vocabulário político (“Magnitsky”, “ditadura”, “perseguição”, etc). A mensagem chegou, sem ruídos, a um público não militante, pouco ou nada ideologizado, que até então não havia se dado conta de que havia um problema sério acontecendo no país. O SBT agiu da forma mais infame possível tratando Moraes como celebridade. É comum políticos participarem de inaugurações de toda sorte, mas não ministros do STF. Moraes não foi apenas convidado: o sujeito recebeu palco, holofotes e aplausos. Espetáculo deprimente. Embora Silvio Santos tenha dito que o SBT sempre está com o governo (pois este é o dono da sua concessão), tenho sérias dúvidas sobre se ele embarcaria nessa canoa furada. Moraes não detém a concessão do SBT, é só um amiguinho de ocasião do governo mesmo. Zezé conseguiu aumentar o custo de se endossar uma aberração moral. A bajulação, agora, ficou mais cara. Quando um artista como Zezé marca essa posição, a normalização do poder é interrompida. Ele quebra aquela aura de unanimidade. Outros artistas vão passar a considerar o custo reputacional de associar sua imagem à de um ditador. Esse episódio é um típico exemplo do que Gene Sharp considerava como medidas não violentas para o confronto de ditaduras. Respeito máximo ao Zezé di Camargo 👏👏👏 Postura digna e à altura de sua posição cultural no país. O vídeo dele deve ser compartilhado à exaustão. ZezéDiCamargoeLuciano

Ludmila Lins Grilo

328,804 views • 10 months ago