
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)
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Professor de Música Clássica, doutor em Funk (USP). Exercitando a autocrítica.
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Quero mostrar uma coisinha hoje...😈 relembrando 23.4
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Meu doutorado virou livro e já tá na pré-venda! E isso tudo logo depois de eu ter esgotado meu livro anterior sobre funk. A diferença é que agora o papo é outro: esse novo livro é mais denso, mais provocador e vai incomodar muito mais. Obrigado, Deusas, Deuses e Orixás. Link 🔽
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)637,185 Aufrufe • vor 5 Monaten

O que mais me chamou a atenção no discurso do Ed Motta não foi nem a opinião agressiva, arrogante e pouco inteligente “quem houve hip-hop é burro”. O que mais me chamou a atenção foi o uso da palavra “mas”, depois de se afirmar que preto. A velha justificativa que acompanha a vida de pessoas pretas. “Ele era funkeiro, mas era pai de família” Ed Motta é preto, mas usa sua posição pra venerar a música clássica branca e a música preta hoje tomada e domesticada pela branquitude, o jazz. Em pleno dia dos namorados vejo uma arrogância e agressividade que leio como um sintoma de uma vida afetiva que não anda bem. Ed, vá foder! Referências Bibliográficas: “PELES NEGRAS MÁSCARAS BRANCAS” de Frantz Fanon “A MÚSICA NO SEU CÉREBRO” de Daniel Levitin Consulta dos verbetes “sofisticado”, “sofisma” e “mas” do Dicionário Houaiss. Arquivo Audiovisual da Semana Funk-Se Rio, Don Filó + Ed Motta (1987), enviada pelo Pensamento intrusivo
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)1,164,275 Aufrufe • vor 2 Jahren

Aviso de gatilho: Na última quarta-feira participei de um debate para o canal RedCast, que depois descobri ser um canal de direita. A “bênção” da minha ignorância — eu não conhecia o canal — me fez aceitar o convite. Debati com Marcelo Brigadeiro e ouvi muitas atrocidades, frases típicas de quem transforma a própria ignorância e preconceito em ostentação de “ideias próprias”. Houve um momento tão lamentável quanto interessante: ao ser perguntado se a mãe dos filhos dele era branca ou negra, ele mesmo parou em silêncio e se perguntou. Acredito que a ignorância, nesse caso, é um mecanismo de defesa medicinal. Ah, se ele entender a atrocidade que disse sobre sua “preferência” sexual por negras. Talvez ele entraria em colapso. Como professor, carrego um exagerado espírito científico e uma calma também exagerada. Procuro levar diálogo até para contextos em que sei que não há espaço para ele. Enfim, eu gosto de estar nos lugares em que sou a contradição. Referências GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: SILVA, L. A. (org.). Lélia Gonzalez: por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. HOOKS, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019. COLLINS, Patricia Hill. Black feminist thought: knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. 2. ed. New York: Routledge, 2000.
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)195,659 Aufrufe • vor 9 Monaten

Educadores não prescrevem regras, mas estimulam a autonomia de pensamento. Pessoas que pensam por conta próprio tornam o trabalho de educadores inútil. E esse é o nosso sonho utópico. Educadores querem ser inúteis. Hoje reagi a um vídeo da influenciadora Cintia Chagas, conhecida ensinar o português "correto" de uma forma aristocrática. As normas padrão de uma língua fazem parte de um projeto linguístico não científico e conservador. Como tudo é política, o conservadorismo linguístico de Cintia condiz muito bem com sua vida politicamente conservadora: ela é esposa do deputado bolsonarista Lucas Bove (deputado estadual por São Paulo). Nos anos 90, o Cantor Emílio Santiago fez sucesso com sua interpretação da música "verdade chinesa", que diz: "Muita coisa a gente faz Seguindo o caminho que o mundo traçou Seguindo a cartilha que alguém ensinou Seguindo a receita da vida normal Mas o que é vida afinal? Será que é fazer o que o mestre mandou?" Tenho a impressão de que os seguidores de Cintia Chagas levam uma vida "o mestre mandou". Meu sonho é ser inútil, mas a missão é grande. Bibliografia Livro "Preconceito Linguístico" de Marcos Bagno Livro "Introdução à Linguística V. 1" organizado por José Luiz Fiorin (aqui está o artigo de Paulo Chagas). Livro "Racismo Linguístico" de Gabriel Nascimento. Ler sobre o conceito "pretuguês" de Lélia Gonzalez.
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)387,676 Aufrufe • vor 2 Jahren

Eu estudei anos da tradição musical europeia (vulgo música clássica) pra chegar esse dia e ver Arthur do Val - Mamaefalei ⬛️⬜️🟨 me dando uma aula de Bach. Olha, é preciso um combo de ingenuidade, falta de autocrítica e mau-caratismo pra sair pagando de professor de Bach. Pra nós que nos dedicamos à ciência as vezes bate um desespero e revolta: "que mundo é esse em que estudar e mostrar dados de realidade não serve de nada?", penso. E sempre foi assim. Lembram quando pessoas eram queimadas na fogueira por mostrar suas descobertas? Nada mudou. "Fake news" e "pós-verdade" são só nomes novos prum velho fenômeno...
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)300,665 Aufrufe • vor 2 Jahren

Será coincidência o canto de escravizados soar igual ao Funk de hoje? Enquanto as estruturas não mudam, as coisas se repetem, numa espécie de destino trágico. A música faz ouvir uma realidade escondida. Se o mundo nos diz que a escravização acabou, a construção musical revela o oposto. Música e vida (social) não se separam. Se a sociedade tivesse mudado suas bases, as características musicais mudariam também. Pensemos. Referências -Álbum: "O canto dos escravos" -Livro: "O negro e o garimpo em Minas Gerais" de Aires da Mata Machado Filho
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)220,388 Aufrufe • vor 2 Jahren

Acadêmicos do Onlyfans? Vem ler a matéria nova!
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)14,891 Aufrufe • vor 2 Monaten

Marque seu amigo machão destemido que adora Chopin rs
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)45,017 Aufrufe • vor 9 Monaten

Em um país desinteressado por livros e que despreza professores, imagine a minha realização ao descobrir que um dos maiores artistas do momento comprou um livro por minha indicação. É para isso que eu vivo. Sem mais palavras, só obrigado ❤️
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Cuidado com discurso desinformativo sabor "ciência". 📘BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento 📗MERTON, Robert K. Ensaios de Sociologia da Ciência 📕LEVITIN, Daniel J. Music as Medicine: 📙PROCTOR, Robert N. Agnotology: The Making and Unmaking of Ignorance.
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A mulher que aparece imitando macaco em uma roda de samba no centro do Rio de Janeiro é uma professora de música argentina que veio ao Brasil participar do Fórum Latino Americano de Educação Musical, conforme revelado pela jornalista Jackeline Oliveira. Lamento profundamente ver professores agindo assim. Mas, como alguém já sofreu violência por parte de professores de música, não me surpreendo! Se a educação é transformadora e questionadora, às instituições são aprisionantes, burocráticas e formam gente muito preconceituosa e pouco inteligente. Quero aproveitar para refletir sobre a estrutura do ensino musical tradicional que forma professores racistas no mundo todo. Referencias Bibliográticas. Artigos de graça na net: Marcos Holler - A MÚSICA NA ATUAÇÃO DOS JESUÍTAS NA AMÉRICA PORTUGUESA Luiz Ricardo Queiroz - Diversidades, música e formação musical: amálgamas da contemporaneidade Philip Ewell - Music Theory and the White Racial Frame Dave Molk - Confronting Our Complicity: Music Theory and White Supremacy Madimabe Geoff Mapaya - The fourth and fifth generations of African scholars: A South African case study Livros Angela Lühning e Rosangela Tugny - Etnomusicologia no Brasil Patrícia Crepaldi Às - Transformações na Música Popular Brasileira: um Processo de Branqueamento? Obrigado pela atenção!
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Um músico mal informado é ainda inofensivo, já um profissional da saúde mal informado é bem perigoso. Cuidado com a neurociência de rede social. Refs #react #neurociencia #musicaclassica Livros POTTER, Pamela M. A mais alemã das artes: música e sociedade da República de Weimar ao fim do Terceiro Reich. São Paulo: Perspectiva, 2015. BULL, Anna. Class control: the young middle classes and the struggle for power in the arts. Manchester: Manchester University Press, 2019. LEVITIN, Daniel J. A música no seu cérebro: a ciência de uma obsessão humana. Artigos (Efeito Mozart) RAUSCHER, Frances H.; SHAW, Gordon L.; KY, Katherine N. Music and spatial task performance. Nature, v. 365, n. 6447, p. 611, 1993. STEELE, Kenneth M.; BALL, Thomas N.; RUNK, Robert. A failure to confirm the Rauscher and Shaw description of the Mozart effect. Perceptual and Motor Skills, v. 85, n. 3, p. 1.279-1.290, 1997. CHABRIS, Christopher F. Prelude or requiem for the “Mozart effect”? Nature, v. 400, n. 6747, p. 826-827, 1999. RODRIGUES, Nelson. À sombra das chuteiras imortais: crônicas de futebol. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
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ESTADO é o nome da maior facção criminosa deste país!
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)22,004 Aufrufe • vor 8 Monaten

Por que um livro sobre a história do nosso Funk é dedicado a Leonel Brizola? Talvez porque o funk é a música da classe que mais trabalha e Brizola foi um dos maiores líderes trabalhistas. Se liga em algumas coisas raras que Brizola fez: -investiu pesado em educação pública integral; -desapropriou empresas estrangeiras, na contramão de quem quer vender o Brasil; -brigou com a polícia para impedir a subida nos morros. Enfim, caso raro. Referencias: -"Funk: a batida eletrônica dos bailes cariocas que contagiou o Brasil", livro de Júlia Bezerra e Lucas Reginato; -"Quem foi Leonel Brizola", documentário do Canal Meteoro Brasil no YouTube.
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)52,496 Aufrufe • vor 2 Jahren

A lista do que se lê é muito mais reveladora do que um nude. Essa é a série Lapadas. Aqui estão os livros: Ignorância: Uma História Global — Peter Burke O Meio de Campo — Raphael Escobar Como Nasce um Miliciano — Cecília Olliveira Co-Inteligência: Viver e Trabalhar com IA — Ethan Mollick Agradecimento especial ao Raphael Escobar: dos livros mostrados, o dele foi o único que recebi de presente. Obrigado. Tamo junto.
Thiago B. A. de Souza (Thiagson)21,339 Aufrufe • vor 10 Monaten